O processo da Casa Pia tem servido vários
objectivos menos aquele a que se propõe
Seria suposto que, o processo da Casa Pia servisse para
averiguar com exactidão quais os implicados e como
desfecho assistirmos à sua condenação.
Mas pelos vistos nada disso aconteceu nem irá
acontecer. Este Procurador Geral da República, que já
o não deveria ser há bastante tempo, permitiu que este
processo fosse utilizado para satisfazer outros objectivos
marginais ao referido processo que num caso ou noutro
proporcionaram como já o referiu Garcia Pereira o
linchamento político de Ferro Rodrigues. Foi agora
revelado o excessivo número de escutas telefónicas
realizadas a diversas entidades e personalidades, nelas
sendo incluídas até números de telefones confidenciais,
cuja responsabilidade afirma o dito Procurador tem que ser
averiguada. Entretanto ele continua no exercício do cargo.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Quando o governo acabar com as imoralidades nas
concessões das reformas, passará a deixar de
existir o risco de ruptura do fundo de pensões
Todos os governos do pós 25 de Abril preocuparam-se
sempre com os tectos salariais dos trabalhadores por
forma a satisfazerem a vontade do empresariado.
Ao nível da função pública como é sabido aconteceram
por força das reivindicações sindicais sobretudo de
determinados sectores profissionais que se
corporativizaram, escaladas salariais e consequentemente
a fixação de pensões de reforma em valores que estão
muito longe de se praticarem na actividade privada ou
seja ao nível do regime geral de segurança social.
Isto é, temos hoje muitos milhares de funcionários
públicos na situação de aposentados que auferem de
reforma mais de 4.000 € mensais. Existem em número
mais reduzido outros tantos funcionários aposentados que
recebem 5.000 € de pensão mensal. Obviamente que
estes valores no seu conjunto representam um forte encargo
para com o fundo de reserva de pensões.
É pois altura de pensarem em precaver a garantia do
fundo de pensões para aqueles que hoje estão a descontar
nos seus ordenados para a Segurança Social e deixarem os
senhores ministros de alardoar que esta mais dia menos
dia vai à falência, fixando um tecto para os valores de
pensão de reforma ou no caso daqueles que estão a receber
os valores anteriormente indicados, passarem a pagar 30%
para o fundo de capitalização.
concessões das reformas, passará a deixar de
existir o risco de ruptura do fundo de pensões
Todos os governos do pós 25 de Abril preocuparam-se
sempre com os tectos salariais dos trabalhadores por
forma a satisfazerem a vontade do empresariado.
Ao nível da função pública como é sabido aconteceram
por força das reivindicações sindicais sobretudo de
determinados sectores profissionais que se
corporativizaram, escaladas salariais e consequentemente
a fixação de pensões de reforma em valores que estão
muito longe de se praticarem na actividade privada ou
seja ao nível do regime geral de segurança social.
Isto é, temos hoje muitos milhares de funcionários
públicos na situação de aposentados que auferem de
reforma mais de 4.000 € mensais. Existem em número
mais reduzido outros tantos funcionários aposentados que
recebem 5.000 € de pensão mensal. Obviamente que
estes valores no seu conjunto representam um forte encargo
para com o fundo de reserva de pensões.
É pois altura de pensarem em precaver a garantia do
fundo de pensões para aqueles que hoje estão a descontar
nos seus ordenados para a Segurança Social e deixarem os
senhores ministros de alardoar que esta mais dia menos
dia vai à falência, fixando um tecto para os valores de
pensão de reforma ou no caso daqueles que estão a receber
os valores anteriormente indicados, passarem a pagar 30%
para o fundo de capitalização.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Ilusão? Talvez
Eu pretendo ficar Alegre
Com a derrota de Cavaco
E isso ninguém me impede
Pois não voto nesse candidato
Parecerá uma utopia
Quiçá, uma ilusão
Mas não haverá um dia
Arrependimento na votação
Neste caso não estarão muitos
Dos que nele irão votar
Vão ficar desiludidos
Com o barrete a enfiar
Não será esta a primeira
Doutras que foram enganados
Da mesma forma grosseira
Por políticos mal formados
É com falsas promessas
Que enganam o eleitorado
Ninguém lhes pede meças
Por ter sido embarretado
Eu pretendo ficar Alegre
Com a derrota de Cavaco
E isso ninguém me impede
Pois não voto nesse candidato
Parecerá uma utopia
Quiçá, uma ilusão
Mas não haverá um dia
Arrependimento na votação
Neste caso não estarão muitos
Dos que nele irão votar
Vão ficar desiludidos
Com o barrete a enfiar
Não será esta a primeira
Doutras que foram enganados
Da mesma forma grosseira
Por políticos mal formados
É com falsas promessas
Que enganam o eleitorado
Ninguém lhes pede meças
Por ter sido embarretado
terça-feira, janeiro 10, 2006
Continuo a não acreditar na vitória eleitoral de Cavaco
Silva
Por vezes gosto de ser ingénuo e neste caso não me
importo de passar por isso. Não acredito que a
maioria dos portugueses eleja Cavaco Silva.
Mas também admito que tal possa acontecer. E se
isso se confirmar a única leitura que se pode fazer
é a de que Cavaco Silva será utilizado pelos eleitores
para se vingarem do PS e mais concretamente de
José Sócrates, o que também não seria de estranhar.
Em anteriores eleições ficou demonstrado que o
eleitorado flutuante, aquele que, ora vota PSD ora
PS, fá-lo sempre de acordo com as suas conveniências
e sobretudo na expectativa de obter dividendos dum
ou doutro partido face às promessas eleitorais. Ou
seja, uma espécie de moeda de troca. E como sabemos
a maioria absoluta que o PS obteve nas últimas
legislativas, foi porque as anteriores medidas tomadas
pela coligação governamental PSD/CDS, haviam
desgostado a maioria dos eleitores que na eleição
anterior tinham dado a maioria relativa ao PSD,
forçando-o a fazer coligação com o CDS. Ora é sabido
que, o governo liderado por José Sócrates frustrou as
expectativas das maioria dos eleitores que votaram no
PS os quais estavam à espera de receber uma
contrapartida, mas, esta não só não se verificou como
pelo contrário, ocorreram medidas que mereceram
frontal contestação.
E como quem deu a maioria ao PS não lha pode tirar a
única alternativa é esta. Servirem-se da arma de
arremesso chamada Cavaco Silva, para atirarem ao PS.
Não se trata sequer das pessoas considerarem que este
candidato possui melhores condições para o exercício do
cargo. Bem longe disso e muitos até terão a convicção de
que ele não tem a mínimo perfil para o cargo de Presidente
da República. O que está em causa é vingarem-se e não
vão perder essa oportunidade. A contribuir para acicatar
os ânimos dos descontentes, tem estado a comunicação
social daí a sua convicção de que esta disputa tão pouco
sequer terá um segundo round, o segundo candidato
tombará num KO logo no primeiro assalto.
Silva
Por vezes gosto de ser ingénuo e neste caso não me
importo de passar por isso. Não acredito que a
maioria dos portugueses eleja Cavaco Silva.
Mas também admito que tal possa acontecer. E se
isso se confirmar a única leitura que se pode fazer
é a de que Cavaco Silva será utilizado pelos eleitores
para se vingarem do PS e mais concretamente de
José Sócrates, o que também não seria de estranhar.
Em anteriores eleições ficou demonstrado que o
eleitorado flutuante, aquele que, ora vota PSD ora
PS, fá-lo sempre de acordo com as suas conveniências
e sobretudo na expectativa de obter dividendos dum
ou doutro partido face às promessas eleitorais. Ou
seja, uma espécie de moeda de troca. E como sabemos
a maioria absoluta que o PS obteve nas últimas
legislativas, foi porque as anteriores medidas tomadas
pela coligação governamental PSD/CDS, haviam
desgostado a maioria dos eleitores que na eleição
anterior tinham dado a maioria relativa ao PSD,
forçando-o a fazer coligação com o CDS. Ora é sabido
que, o governo liderado por José Sócrates frustrou as
expectativas das maioria dos eleitores que votaram no
PS os quais estavam à espera de receber uma
contrapartida, mas, esta não só não se verificou como
pelo contrário, ocorreram medidas que mereceram
frontal contestação.
E como quem deu a maioria ao PS não lha pode tirar a
única alternativa é esta. Servirem-se da arma de
arremesso chamada Cavaco Silva, para atirarem ao PS.
Não se trata sequer das pessoas considerarem que este
candidato possui melhores condições para o exercício do
cargo. Bem longe disso e muitos até terão a convicção de
que ele não tem a mínimo perfil para o cargo de Presidente
da República. O que está em causa é vingarem-se e não
vão perder essa oportunidade. A contribuir para acicatar
os ânimos dos descontentes, tem estado a comunicação
social daí a sua convicção de que esta disputa tão pouco
sequer terá um segundo round, o segundo candidato
tombará num KO logo no primeiro assalto.
Guerra do Iraque pode custar mais de US$ 2 triliões
aos EUA
da France Presse, em Washington
A Guerra do Iraque custará provavelmente aos Estados
Unidos entre US$ 1 trilião e US$ 2 triliões, apesar de as
afirmações da Casa Branca de que os gastos seriam
governáveis, destacou um novo estudo realizado em
co-autoria com um americano Prêmio Nobel de Economia.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira por Joseph
Stiglitz, da Universidade de Columbia, laureado em 2001
com o Prêmio Nobel e ex-chefe dos economistas do Banco
Mundial, e a professora de economia Linda Bilmes, da
Universidade de Harvard, considera que as estimativas
oficiais sobre o custo da guerra não levam em conta gastos
importantes que podem afetar os próximos orçamentos
dos EUA.
O estudo inclui o aumento dos gastos médicos para tratar
soldados feridos, a acelerada desvalorização do material
bélico no campo de batalha e o efeito indireto na alta do
preço dos combustíveis na economia americana, que em
parte pode ser atribuído a esta campanha militar.
"Mesmo assumindo uma aproximação conservadora,
ficamos surpresos com a magnitude", escreveram Stiglitz
e Bilmes sobre os gastos derivados da guerra. "Podemos
declarar, com algum grau de confiança, que eles excederão
US$ 1 trilião", destacaram.
Estimativas
No relatório, os autores ofereceram estimativas
"conservadoras e moderadas" dos gastos que envolverão
a sociedade americana desde o começo da Guerra do
Iraque, em março de 2003.
Segundo essa visão "moderada", a guerra custará pelo
menos US$ 1,026 trilião aos americanos, abaixo das
estimativas ainda mais moderadas de que os gastos
chegariam a US$ 1,8 trilião.
Os EUA já destinaram US$ 251 biliões em espécie para
financiar as operações de combate no Iraque desde que
começou a invasão e continua gastando cerca de US$ 6 biliões.
Contudo, segundo economistas, essas cifras não levam em
conta os pagamentos que deverão ser feitos aos soldados
veteranos pelo resto da vida, nem o custo do restituir o
material bélico e as munições usadas.
Além disso, as despesas para o recrutamento de novos
soldados aumentaram dramaticamente, já que o Pentágono
paga bônus de recrutamento de mais de US$ 40 mil aos
novos alistados e bônus especiais e outros benefícios da
ordem de US$ 150 mil às tropas que se reintegram às fileiras.
"Outro gasto para o governo são os juros que paga sobre o
dinheiro solicitado para financiar a guerra", acrescentaram
os autores do estudo.
Este é um problema que a mim não me tira o sono. Quem
os mandou meter-se onde não deviam. Regozijava-me se
os EUA entrassem em banca rota para ver se tomavam
juizo.
aos EUA
da France Presse, em Washington
A Guerra do Iraque custará provavelmente aos Estados
Unidos entre US$ 1 trilião e US$ 2 triliões, apesar de as
afirmações da Casa Branca de que os gastos seriam
governáveis, destacou um novo estudo realizado em
co-autoria com um americano Prêmio Nobel de Economia.
A pesquisa, publicada nesta segunda-feira por Joseph
Stiglitz, da Universidade de Columbia, laureado em 2001
com o Prêmio Nobel e ex-chefe dos economistas do Banco
Mundial, e a professora de economia Linda Bilmes, da
Universidade de Harvard, considera que as estimativas
oficiais sobre o custo da guerra não levam em conta gastos
importantes que podem afetar os próximos orçamentos
dos EUA.
O estudo inclui o aumento dos gastos médicos para tratar
soldados feridos, a acelerada desvalorização do material
bélico no campo de batalha e o efeito indireto na alta do
preço dos combustíveis na economia americana, que em
parte pode ser atribuído a esta campanha militar.
"Mesmo assumindo uma aproximação conservadora,
ficamos surpresos com a magnitude", escreveram Stiglitz
e Bilmes sobre os gastos derivados da guerra. "Podemos
declarar, com algum grau de confiança, que eles excederão
US$ 1 trilião", destacaram.
Estimativas
No relatório, os autores ofereceram estimativas
"conservadoras e moderadas" dos gastos que envolverão
a sociedade americana desde o começo da Guerra do
Iraque, em março de 2003.
Segundo essa visão "moderada", a guerra custará pelo
menos US$ 1,026 trilião aos americanos, abaixo das
estimativas ainda mais moderadas de que os gastos
chegariam a US$ 1,8 trilião.
Os EUA já destinaram US$ 251 biliões em espécie para
financiar as operações de combate no Iraque desde que
começou a invasão e continua gastando cerca de US$ 6 biliões.
Contudo, segundo economistas, essas cifras não levam em
conta os pagamentos que deverão ser feitos aos soldados
veteranos pelo resto da vida, nem o custo do restituir o
material bélico e as munições usadas.
Além disso, as despesas para o recrutamento de novos
soldados aumentaram dramaticamente, já que o Pentágono
paga bônus de recrutamento de mais de US$ 40 mil aos
novos alistados e bônus especiais e outros benefícios da
ordem de US$ 150 mil às tropas que se reintegram às fileiras.
"Outro gasto para o governo são os juros que paga sobre o
dinheiro solicitado para financiar a guerra", acrescentaram
os autores do estudo.
Este é um problema que a mim não me tira o sono. Quem
os mandou meter-se onde não deviam. Regozijava-me se
os EUA entrassem em banca rota para ver se tomavam
juizo.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Consegui finalmente chegar a uma conclusão
acerca do porquê de Cavaco Silva apostar
tanto na sua intervenção como PR
Ele vai assumir o papel de 1º. Ministro, dispensando
assim José Sócrates desse papel e cumulativamente com
o cargo conduzirá a governação do País.
Os eleitores seus apoiantes agradecem porque ele assim
reduzirá os encargos do Estado com o ordenado de 1º.
Ministro o que parecendo que não contribuirá para o
equilibrio da despesa pública.
acerca do porquê de Cavaco Silva apostar
tanto na sua intervenção como PR
Ele vai assumir o papel de 1º. Ministro, dispensando
assim José Sócrates desse papel e cumulativamente com
o cargo conduzirá a governação do País.
Os eleitores seus apoiantes agradecem porque ele assim
reduzirá os encargos do Estado com o ordenado de 1º.
Ministro o que parecendo que não contribuirá para o
equilibrio da despesa pública.
Recomendo vivamente a leitura deste post "Baixar os
Braços? Não!"
do Fernando do Fraternidade o qual merece a reflexão
de todos quantos desejam um Portugal melhor
Braços? Não!"
do Fernando do Fraternidade o qual merece a reflexão
de todos quantos desejam um Portugal melhor
domingo, janeiro 08, 2006
Crescimento populacional representa ameaça
ao ambiente
da Ansa, em Londres
O crescimento da população mundial ameaça cada vez
mais os esforços para combater a mudança climática e
representa sérios riscos para a ecologia global, segundo
um estudo da organização British Antarctic Survey.
Em seu relatório, o diretor dessa entidade, o cientista
inglês Chris Rapley, afirmou que o aumento anual de 76
milhões de pessoas na população global "coloca em sério
risco o bem-estar e a qualidade de vida para gerações
futuras".
Segundo o especialista, o crescimento populacional é
um problema tão complicado para o mundo científico
que poucos analistas optam por analisar as "gravíssimas"
conseqüências da superpopulação do planeta.
Então deve ser por isso que o Bush arranjou um processo
de eliminação de iraquianos e afegãos para tentar
equilibrar a explosão demografica mundial
ao ambiente
da Ansa, em Londres
O crescimento da população mundial ameaça cada vez
mais os esforços para combater a mudança climática e
representa sérios riscos para a ecologia global, segundo
um estudo da organização British Antarctic Survey.
Em seu relatório, o diretor dessa entidade, o cientista
inglês Chris Rapley, afirmou que o aumento anual de 76
milhões de pessoas na população global "coloca em sério
risco o bem-estar e a qualidade de vida para gerações
futuras".
Segundo o especialista, o crescimento populacional é
um problema tão complicado para o mundo científico
que poucos analistas optam por analisar as "gravíssimas"
conseqüências da superpopulação do planeta.
Então deve ser por isso que o Bush arranjou um processo
de eliminação de iraquianos e afegãos para tentar
equilibrar a explosão demografica mundial
A fraude eleitoral
Não ocorreram as eleições
e já conhecemos o resultado
pelas várias divulgações
do eleitorado auscultado
O apuramento geral
num universo restrito
dá a vitória afinal
a um candidato esquisito
Que como 1º. Ministro
Nunca soube aproveitar
muito dinheiro imprevisto
de subsídios a esbanjar
Vieram avultadas verbas
da Comunidade Europeia
foram aplicadas em lerdas
mas por gente não plebeia
Enriqueceram alguns
agora seus apoiantes
e nos efeitos comuns
tudo será como dantes
Todos os que menos podem
vão continuar a tinir
pois os outros que colhem
a vida vai-lhes sorrir
A farsa está instalada
neste acto eleitoral
por culpa da rapaziada
da comunicação social
Trazem o Cavaco ao colo
com intuito de o projectar
mas não vai sair incólume
vamos tentar contrariar
Temos pois que nos unir
todos quantos o não apoiam
não nos deixemos dormir
face aquilo que agoiram
Não ocorreram as eleições
e já conhecemos o resultado
pelas várias divulgações
do eleitorado auscultado
O apuramento geral
num universo restrito
dá a vitória afinal
a um candidato esquisito
Que como 1º. Ministro
Nunca soube aproveitar
muito dinheiro imprevisto
de subsídios a esbanjar
Vieram avultadas verbas
da Comunidade Europeia
foram aplicadas em lerdas
mas por gente não plebeia
Enriqueceram alguns
agora seus apoiantes
e nos efeitos comuns
tudo será como dantes
Todos os que menos podem
vão continuar a tinir
pois os outros que colhem
a vida vai-lhes sorrir
A farsa está instalada
neste acto eleitoral
por culpa da rapaziada
da comunicação social
Trazem o Cavaco ao colo
com intuito de o projectar
mas não vai sair incólume
vamos tentar contrariar
Temos pois que nos unir
todos quantos o não apoiam
não nos deixemos dormir
face aquilo que agoiram
sábado, janeiro 07, 2006
Os portugueses sobretudo os que não se querem deixar
estupidificar, vêm cada vez menos televisão
Foi hoje referido por um canal de televisão que os
portugueses estão a ver cada vez menos programas
televisivos, opção demonstrativa de que uns não estão
dispostos a ser estupidificados e outros de que existem
muitas outras melhores opções que a programação
oferecida pelos nossos 4 canais. E como a maioria dos
telespectadores ainda não dispõe de TVCabo é natural
que optem por outras alternativas para preencher o
seu lazer.
estupidificar, vêm cada vez menos televisão
Foi hoje referido por um canal de televisão que os
portugueses estão a ver cada vez menos programas
televisivos, opção demonstrativa de que uns não estão
dispostos a ser estupidificados e outros de que existem
muitas outras melhores opções que a programação
oferecida pelos nossos 4 canais. E como a maioria dos
telespectadores ainda não dispõe de TVCabo é natural
que optem por outras alternativas para preencher o
seu lazer.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Cientistas descobrem proteína que pode
desencadear depressão
da France Presse, em Washington
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu
uma proteína que pode ter um papel importante para
desencadear estados depressivos, o que abriria caminho
para tratamentos de doenças mentais que afetam dezenas
de milhões de pessoas no mundo.
Esta nova proteína, chamada de p11, parece regular a
reação de células cerebrais à serotonina, substância cujo
nível está ligado às depressões mentais, disseram cientistas
da Universidade Rockefeller, do Instituto Karolinska
(Suécia), da Universidade de Rouen (França) e do laboratório
farmacêutico americano Eli Lilly. O trabalho aparece na
revista americana "Science", datada de 6 de janeiro.
Embora os especialistas já tenham estabelecido há algum
tempo uma ligação entre a serotonina e as depressões, eles
ainda não sabem o que provoca as doenças mentais que
atingem 18 milhões de americanos, ou o papel exato deste
neurotransmissor.
"Mostramos que a proteína p11 intervém nas mudanças
complexas múltiplas subjacentes às depressões", afirmou
o principal autor deste estudo, Per Svenningsson.
"Nossa descoberta mostra que os doentes depressivos,
assim como os ratos de laboratório nos quais induzimos
uma depressão, tinham todos uma clara diminuição do
nível desta proteína p11", completou. "Podemos concluir
que medicamentos que aumentem as proteínas p11 no
cérebro terão efeitos antidepressivos", acrescentou o
pesquisador.
Da Folha Online
É importante que se avance neste campo uma vez que
nos deparamos no dia a dia com cada vez mais doentes
depressivos e já não há pachorra para os aturar
desencadear depressão
da France Presse, em Washington
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu
uma proteína que pode ter um papel importante para
desencadear estados depressivos, o que abriria caminho
para tratamentos de doenças mentais que afetam dezenas
de milhões de pessoas no mundo.
Esta nova proteína, chamada de p11, parece regular a
reação de células cerebrais à serotonina, substância cujo
nível está ligado às depressões mentais, disseram cientistas
da Universidade Rockefeller, do Instituto Karolinska
(Suécia), da Universidade de Rouen (França) e do laboratório
farmacêutico americano Eli Lilly. O trabalho aparece na
revista americana "Science", datada de 6 de janeiro.
Embora os especialistas já tenham estabelecido há algum
tempo uma ligação entre a serotonina e as depressões, eles
ainda não sabem o que provoca as doenças mentais que
atingem 18 milhões de americanos, ou o papel exato deste
neurotransmissor.
"Mostramos que a proteína p11 intervém nas mudanças
complexas múltiplas subjacentes às depressões", afirmou
o principal autor deste estudo, Per Svenningsson.
"Nossa descoberta mostra que os doentes depressivos,
assim como os ratos de laboratório nos quais induzimos
uma depressão, tinham todos uma clara diminuição do
nível desta proteína p11", completou. "Podemos concluir
que medicamentos que aumentem as proteínas p11 no
cérebro terão efeitos antidepressivos", acrescentou o
pesquisador.
Da Folha Online
É importante que se avance neste campo uma vez que
nos deparamos no dia a dia com cada vez mais doentes
depressivos e já não há pachorra para os aturar
quinta-feira, janeiro 05, 2006
O derrame cerebral sofrido por Ariel Sharon
na noite desta quarta-feira pode acabar com
as esperanças de vitória do Kadima, novo
partido de centro criado por ele há um mês e meio.
Previsões de enfraquecimento do partido foram feitas
pela maioria dos comentaristas, analistas políticos e
especialistas em pesquisas de opinião há cerca de duas
semanas, logo após o primeiro acidente vascular sofrido
por Sharon, no dia 18 de dezembro. Elas acabaram não
se concretizando, já que o derrame foi leve e Sharon
parecia ter se recuperado. Agora, no entanto, tudo
pode mudar.
De acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais, o
partido de Sharon receberia 42 das 120 cadeiras do
Knesset (o Parlamento israelense), o dobro do segundo
colocado, o Partido Trabalhista, com cerca de 20 cadeiras.
Mas sem Sharon, o Kadima perde sua "alma". Segundo
análise do jornal israelense Haaretz, o derrame de Sharon
é o fim da uma era. O fim de um dos líderes mais
populares da história de Israel.
Em dezembro, analistas políticos e especialistas ouvidos
pela BBC Brasil afirmaram que, caso Sharon não
demonstrasse melhoras em sua saúde, a queda do
Kadima seria inevitável.
O professor Shmuel Sandler, pesquisador do Centro
Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, da Universidade
Bar Ilan, em Tel Aviv, afirmou que o Kadima é visto
como "partido de um homem só", no qual a figura de
Sharon é central e ofusca quase totalmente os outros
integrantes.
Segundo Sandler, se o Kadima quiser sobreviver à
ausência de Sharon, terá que fortalecer o nome da "equipe
de primeira linha" do partido, como o ministro das
Finanças e agora primeiro-ministro em exercício Ehud
Olmert, a ministra da Justiça Tzipi Livni e o ministro da
Defesa Shaul Mofaz.
Rafi Smith, dono do Instituto Smith de Pesquisas de
Opinião, afirmou que o comportamento político do público
a longo prazo depende da capacidade de Sharon de voltar
a exercer o cargo de primeiro-ministro. Segundo ele, após
incidentes como um derrame cerebral, o público fica
indeciso e tende a esperar para ver o que acontece nos
dias que se seguem.
Para o pesquisador, caso o Kadima perca votos, eles
devem migrar principalmente para o Likud, o partido
abandonado por Sharon há um mês depois de
desentendimentos relacionados à política mais liberal do
primeiro-ministro em relação à retirada de assentamentos
e à criação de um futuro Estado Palestino. Afinal, foi do
Likud que Sharon tirou partidários quando fundou o
Kadima, em novembro.
Outra legenda que pode herdar votos é o Shinui, o partido
laico de centro que apóia as negociações de paz com os
palestinos enquanto despreza a influência dos religiosos
ortodoxos na vida nacional. O Partido Trabalhista, de
centro-esquerda, do ex-líder sindical Amir Peretz, também
pode sair ganhando.
Para o professor Shlomo Avineri, da Universidade Hebraica
de Jerusalém, qualquer especulação política após um evento
como um derrame derebral é irresponsável. Segundo
Avineri, a doença do primeiro-ministro não revelou nada de
novo. Afinal, todos sabiam que Ariel Sharon é um homem
idoso, à mercê dos contratempos naturais de uma pessoa de
quase 78 anos. O que mudou com os dois errames cerebrais,
no entanto, foi a percepção do líder enquanto uma figura
"forte e estável".
da BBC Brasil
Quem deverá estar a respirar de alívio são alguns
palestinianos que viram nele sempre um inimigo da
sua causa.
na noite desta quarta-feira pode acabar com
as esperanças de vitória do Kadima, novo
partido de centro criado por ele há um mês e meio.
Previsões de enfraquecimento do partido foram feitas
pela maioria dos comentaristas, analistas políticos e
especialistas em pesquisas de opinião há cerca de duas
semanas, logo após o primeiro acidente vascular sofrido
por Sharon, no dia 18 de dezembro. Elas acabaram não
se concretizando, já que o derrame foi leve e Sharon
parecia ter se recuperado. Agora, no entanto, tudo
pode mudar.
De acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais, o
partido de Sharon receberia 42 das 120 cadeiras do
Knesset (o Parlamento israelense), o dobro do segundo
colocado, o Partido Trabalhista, com cerca de 20 cadeiras.
Mas sem Sharon, o Kadima perde sua "alma". Segundo
análise do jornal israelense Haaretz, o derrame de Sharon
é o fim da uma era. O fim de um dos líderes mais
populares da história de Israel.
Em dezembro, analistas políticos e especialistas ouvidos
pela BBC Brasil afirmaram que, caso Sharon não
demonstrasse melhoras em sua saúde, a queda do
Kadima seria inevitável.
O professor Shmuel Sandler, pesquisador do Centro
Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, da Universidade
Bar Ilan, em Tel Aviv, afirmou que o Kadima é visto
como "partido de um homem só", no qual a figura de
Sharon é central e ofusca quase totalmente os outros
integrantes.
Segundo Sandler, se o Kadima quiser sobreviver à
ausência de Sharon, terá que fortalecer o nome da "equipe
de primeira linha" do partido, como o ministro das
Finanças e agora primeiro-ministro em exercício Ehud
Olmert, a ministra da Justiça Tzipi Livni e o ministro da
Defesa Shaul Mofaz.
Rafi Smith, dono do Instituto Smith de Pesquisas de
Opinião, afirmou que o comportamento político do público
a longo prazo depende da capacidade de Sharon de voltar
a exercer o cargo de primeiro-ministro. Segundo ele, após
incidentes como um derrame cerebral, o público fica
indeciso e tende a esperar para ver o que acontece nos
dias que se seguem.
Para o pesquisador, caso o Kadima perca votos, eles
devem migrar principalmente para o Likud, o partido
abandonado por Sharon há um mês depois de
desentendimentos relacionados à política mais liberal do
primeiro-ministro em relação à retirada de assentamentos
e à criação de um futuro Estado Palestino. Afinal, foi do
Likud que Sharon tirou partidários quando fundou o
Kadima, em novembro.
Outra legenda que pode herdar votos é o Shinui, o partido
laico de centro que apóia as negociações de paz com os
palestinos enquanto despreza a influência dos religiosos
ortodoxos na vida nacional. O Partido Trabalhista, de
centro-esquerda, do ex-líder sindical Amir Peretz, também
pode sair ganhando.
Para o professor Shlomo Avineri, da Universidade Hebraica
de Jerusalém, qualquer especulação política após um evento
como um derrame derebral é irresponsável. Segundo
Avineri, a doença do primeiro-ministro não revelou nada de
novo. Afinal, todos sabiam que Ariel Sharon é um homem
idoso, à mercê dos contratempos naturais de uma pessoa de
quase 78 anos. O que mudou com os dois errames cerebrais,
no entanto, foi a percepção do líder enquanto uma figura
"forte e estável".
da BBC Brasil
Quem deverá estar a respirar de alívio são alguns
palestinianos que viram nele sempre um inimigo da
sua causa.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Os infalíveis ex-ministros das Finanças Ferreira Leite
e Bagão Félix, só estranham a forma de divulgação do
seu erro
Manuel Ferreira Leite a insigne economista do PSD não se
arrepende de ter tomado as medidas que tomou para
ultrapassar o défice e voltaria a tomá-las.
Quem lhe sucedeu na pasta, o não menos insigne Bagão
Félix ficou surpreendido apenas com o facto de pela
primeira vez vir o presidente do Tribunal de Contas
referir em conferência de imprensa o cometimento
dum enorme erro na avaliação das contas.
Além de não conseguirem um e outro admitir a sua
incompetência ainda se permitem criticar quem os avalia.
e Bagão Félix, só estranham a forma de divulgação do
seu erro
Manuel Ferreira Leite a insigne economista do PSD não se
arrepende de ter tomado as medidas que tomou para
ultrapassar o défice e voltaria a tomá-las.
Quem lhe sucedeu na pasta, o não menos insigne Bagão
Félix ficou surpreendido apenas com o facto de pela
primeira vez vir o presidente do Tribunal de Contas
referir em conferência de imprensa o cometimento
dum enorme erro na avaliação das contas.
Além de não conseguirem um e outro admitir a sua
incompetência ainda se permitem criticar quem os avalia.
terça-feira, janeiro 03, 2006
O Pinochet madeirense voltou às alarvidades
Não reconhece competência à Comissão Nacional de
Eleições para o interpelar no seu feudo e muito menos à
Procuradoria Geral da República, para o accionar
judicialmente.
E como corajoso que é, vai se acoitar afirmou isso na
peça de reportagem, na sua imunidade política, isto é,
procedendo como outros militantes do PSD, os quais
sempre que se vêm confrontados com problemas
judiciais refugiam-se na imunidade para não serem
responsabilizados criminalmente. Que excelentes
exemplos dão estes tipos às novas gerações.
Não reconhece competência à Comissão Nacional de
Eleições para o interpelar no seu feudo e muito menos à
Procuradoria Geral da República, para o accionar
judicialmente.
E como corajoso que é, vai se acoitar afirmou isso na
peça de reportagem, na sua imunidade política, isto é,
procedendo como outros militantes do PSD, os quais
sempre que se vêm confrontados com problemas
judiciais refugiam-se na imunidade para não serem
responsabilizados criminalmente. Que excelentes
exemplos dão estes tipos às novas gerações.
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Mas afinal o que falhou na nossa democracia
Muito temos criticado
No âmbito do quadro político
Nenhum modelo copiado
Conseguiu tornar-se idílico
As apostas foram várias
Dos partidos constituídos
Uns não passaram de párias
Outros foram preteridos
Há quem pense ser possível
Encontrar outras soluções
Mas eu acho isso incrível
No seio das novas gerações
Isto vem pois a propósito
Duma recente iniciativa
Num apelo propositado
Para uma acção participativa
Desejo pois aos seus mentores
Que obtenham bons resultados
Mas não os julgo propulsores
De outros novos deputados
Muito temos criticado
No âmbito do quadro político
Nenhum modelo copiado
Conseguiu tornar-se idílico
As apostas foram várias
Dos partidos constituídos
Uns não passaram de párias
Outros foram preteridos
Há quem pense ser possível
Encontrar outras soluções
Mas eu acho isso incrível
No seio das novas gerações
Isto vem pois a propósito
Duma recente iniciativa
Num apelo propositado
Para uma acção participativa
Desejo pois aos seus mentores
Que obtenham bons resultados
Mas não os julgo propulsores
De outros novos deputados

A partir de janeiro de 2006,
a Rússia assume a presidência
do G8, tornando-se
oficialmente um membro
integral do 'clube'. Uma
presidência que deve
trazer chances e riscos ao
mesmo tempo.
A Rússia nunca havia tido, até hoje, uma chance como esta:
tornar-se um membro integral do grupo das principais
nações industrializadas do mundo e, já no primeiro ano,
assumir a presidência deste. O fato tem importância não
apenas para o renome do país em termos de política externa,
mas abre também um leque de novas possiblidades.
Questões globais
Há muito que o Grupo dos Oito – G8 – passou de mero
círculo de discussão exclusivo a um fórum maior de debates,
onde são tratadas questões globais e decididas as manobras
de uma ordem mundial.
Em torno de cada encontro de cúpula do grupo, são
tomadas decisões políticas e o alcance dos assuntos
tratados é cada vez mais amplo. Hoje, já se fala no "clube"
sobre armas de destruição em massa, combate ao terrorismo,
questões ligadas ao meio ambiente e problemas econômicos.
Reputação política acima de tudo
Vladimir Putin, ao assinar Protocolo de KyotoPara Moscou,
divulga o ministério russo das Relações Exteriores, presidir
o G8 será a mais importante tarefa em termos de política
externa no ano de 2006. Quem, no entanto, tiver
expectativas de que surjam idéias ou novos impulsos para
solucionar os problemas mais agudos do mundo, pode ir
perdendo as esperanças.
Para a presidência russa – que não pode ser necessariamente
chamada de criativa – o que mais importa é a reputação
política. E o presidente Vladimir Putin pretende lustrar sua
própria imagem como anfitrião dos encontros do G8.
Enfim à mesa com os poderosos
A Rússia, que desde a derrocada da União Soviética anseia
um retorno à grandeza dos velhos tempos, subiu de posto:
da exclusão à mesa bem posta, onde os poderosos fazem
suas refeições.
É certo que quem fala em nome dos grandes deste mundo
não carrega a responsabilidade apenas por estes, tendo
também que suportar os olhares da opinião pública se
voltarem para suas próprias proezas e dificuldades.
Petróleo e gás movem relações com a UE
Protestos em Moscou, em frente à embaixada da Ucrânia
A Rússia vê a si mesma como um ator global, devido a
sua grandeza territorial e a seu passado, mas também
em função dos recursos energéticos inesgotáveis de seu
território. O suprimento de gás natural e petróleo são
usados não com pouca freqüência com fins políticos,
como se pode observar na briga entre o governo russo e
a Ucrânia.
Os recursos energéticos são, diga-se de passagem, o que
move as relações da Rússia com a União Européia, com
os Estados Unidos e com outros países. A política para
o setor energético e o combate ao terrorismo internacional
são também os assuntos que a Rússia pretende tratar na
presidência do G8. Aqui poderia-se evitar desavenças e
apostar nos pontos em comum.
Descompasso entre políticas externa e interna
Número de contaminados com o HIV aumenta no país
No entanto, a realidade é outra – e também muito
distinta do que insistem em aceitar alguns membros do
ilustre círculo do G8. Os anseios de poder em termos de
política externa não são compatíveis com a situação
dentro do país, governado por Putin de cima para baixo.
A burocracia dissemina-se pelo país, a sociedade civil se
mantém estagnada, não há mais uma oposição que possa
ser levada a sério e a sociedade está literalmente enferma
em função de males como criminalidade, problemas com
álcool e drogas, a redução drástica da expectativa de vida
nos últimos anos, bem como um crescimento estratosférico
da incidência de contaminação com o HIV.
Lucros só para poucos
Não importa para onde se olhe, há deficiências. Das novas
conquistas capitalistas e dos rendimentos com a venda de
gás natural, apenas poucos têm proveito. O resto do país
afunda-se na resignação e desconfiança. Isso para não falar
da ausência de progressos no processo mais que urgente de
democratização. Além disso, há ainda as crises regionais e
os processos de decadência geral.
Resumindo: a Rússia deve se envergonhar ao se comparar
com outros países do G8. Estes, por sua vez, não podem
simplesmente fechar os olhos. Está mais do que na hora
de confrontar o presidente Putin com estas questões.
"Bem-vindo ao clube". Até soa bem. Quem quer participar
dele, precisa certamente obedecer às regras do jogo.
Quem, além disso, ainda quer dirigir o grupo, precisa ter
um comportamento exemplar.
da Deutsche Welle
Claro que estando vários paises europeus dependentes
do gás natural russo convém-lhes as boas graças com
Putin, daí esta ascensão tão rápida.
domingo, janeiro 01, 2006
Internet pode viciar e se tornar problema
psiquiátrico
da Efe, em Nova York
Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e
cigarro, outros são viciados em internet, fenômeno que
especialistas americanos consideram um "problema
psiquiátrico".
A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como
"distúrbio de adição à internet", e estima-se que entre
6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos
usuários de computador padecem do mal.
Também chamado e "internet-depenência" e
"internet-compulsão", esse vício é verificado através de
um comportamento de uso da internet que afeta a vida
normal, causando estresse severo e afetando o
relacionamento familiar, social e profissional.
Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao
computador navegando na internet, enviando mensagens
eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser
considerado doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo
especialistas.
A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de
serviço especializado em vício em computador/internet
da Universidade da Pensilvânia, verificou que um os
principais sintomas do distúrbio a constante preocupação
por "estar conectado", assim como mentir sobre o tempo
que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo
visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social,
dor na coluna e aumento de peso.
Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na
área, "se o padrão de uso da internet interfere no cotidiano
ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e
com amigos, há algum problema".
Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o
Centro de Adição Online, onde há um grupo de apoio a
"cyberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações
amorosas, pornografia ou apostas via internet. Para
Kimberly, os "cyberadictos" preferem o prazer
temporário a relações íntimas e profundas.
"A infidelidade via internet é o maior problema que
tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram
são indivíduos ou parentes que sofrem suas seqüelas',
comentou Kimberly, autora de "Caught in the Net"
(capturado pela rede).
Os viciados em internet costumam, segundo os
especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a
perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta
o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir
da realidade e se refugiar na rede.
Segundo Hilarie Cash, os cyberadictos tendem a padecer
de outros males psicológicos como depressão e ansiedade,
ou a superestimar problemas familiares e conjugais. E,
de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras
especializados em internet-adição, mais de 50% dos
viciados na rede também são dependentes de drogas,
álcool, tabaco ou sexo.
Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que
não se pode colocar a internet no mesmo patamar que
as drogas e o tabaco. "A internet é um meio de
comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento
e dependência', ponderou a psicóloga Sherry Turkle,
autora de "Vida na tela: identidade na Era da internet".
Sem pretender desvirtuar as conclusões deste estudo
parece-me existir aqui um enorme exagero ao comparar
o vício pela internet a qualquer um dos outros referidos
no post.
psiquiátrico
da Efe, em Nova York
Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e
cigarro, outros são viciados em internet, fenômeno que
especialistas americanos consideram um "problema
psiquiátrico".
A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como
"distúrbio de adição à internet", e estima-se que entre
6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos
usuários de computador padecem do mal.
Também chamado e "internet-depenência" e
"internet-compulsão", esse vício é verificado através de
um comportamento de uso da internet que afeta a vida
normal, causando estresse severo e afetando o
relacionamento familiar, social e profissional.
Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao
computador navegando na internet, enviando mensagens
eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser
considerado doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo
especialistas.
A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de
serviço especializado em vício em computador/internet
da Universidade da Pensilvânia, verificou que um os
principais sintomas do distúrbio a constante preocupação
por "estar conectado", assim como mentir sobre o tempo
que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo
visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social,
dor na coluna e aumento de peso.
Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na
área, "se o padrão de uso da internet interfere no cotidiano
ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e
com amigos, há algum problema".
Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o
Centro de Adição Online, onde há um grupo de apoio a
"cyberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações
amorosas, pornografia ou apostas via internet. Para
Kimberly, os "cyberadictos" preferem o prazer
temporário a relações íntimas e profundas.
"A infidelidade via internet é o maior problema que
tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram
são indivíduos ou parentes que sofrem suas seqüelas',
comentou Kimberly, autora de "Caught in the Net"
(capturado pela rede).
Os viciados em internet costumam, segundo os
especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a
perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta
o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir
da realidade e se refugiar na rede.
Segundo Hilarie Cash, os cyberadictos tendem a padecer
de outros males psicológicos como depressão e ansiedade,
ou a superestimar problemas familiares e conjugais. E,
de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras
especializados em internet-adição, mais de 50% dos
viciados na rede também são dependentes de drogas,
álcool, tabaco ou sexo.
Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que
não se pode colocar a internet no mesmo patamar que
as drogas e o tabaco. "A internet é um meio de
comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento
e dependência', ponderou a psicóloga Sherry Turkle,
autora de "Vida na tela: identidade na Era da internet".
Sem pretender desvirtuar as conclusões deste estudo
parece-me existir aqui um enorme exagero ao comparar
o vício pela internet a qualquer um dos outros referidos
no post.
sexta-feira, dezembro 30, 2005

Após o hesitante mandato
do Reino Unido diante do
blocoeuropeu, os austríacos
assumem a presidência do
Conselho da UE por seis
meses. Sob o lema: 'Mais
confiança, mais clareza,
mais impulso'.
Sucedendo Luxemburgo e o Reino Unido, a Áustria
assume, em 1º de janeiro de 2006, a presidência rotativa
do Conselho da União Européia pelos próximos seis meses.
Presidir os diversos conselhos de ministros e cúpulas da
UE permitirá ao país estabelecer seus próprios focos
temáticos nas discussões do bloco – ao lado dos temas
atuais.
A ministra austríaca das Relações Exteriores, Ursula
Plassnik, sintetiza em três desejos suas expectativas
para o primeiro semestre de 2006: "Mais confiança,
mais clareza e mais impulso".
Depois do orçamento, de volta aos grandes temas
O chanceler federal da Áustria, Wolfgang Schüssel,
comenta que após o consenso sobre o orçamento da UE
até 2013 (alcançado durante o encontro de cúpula de
Bruxelas, em meados de dezembro), estaria na hora de
voltar-se para os grandes temas: a Constituição do bloco,
sua razão de ser e os limites da ampliação.
O político conservador acrescenta que uma repetição do
debate financeiro de 2005 seria um "suicídio" para a UE.
Esta necessita de fontes próprias de impostos e
financiamento, para não mais depender da misericórdia
de chefes de Estado e governo.
José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão da
UE, partilha desta opinião: "Acho que podemos entrar
em 2006 com mais otimismo, concentrar-nos em coisas
mais importantes para nossos cidadãos, ou seja,
crescimento e oportunidades de trabalho".
A Constituição da UE
'Constituição da UE: muuu!'A Áustria pretende reaquecer
a discussão sobre a constituição da UE, rejeitada em
plebiscito pela população da França e da Holanda.
"Nessa questão, não chegaremos a nada com táticas
cosméticas. Assim não faremos jus à dimensão do tema",
afirma Plassnik.
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, já se
pronunciou contra mudanças no texto da Constituição,
já ratificado pela Alemanha. A democrata cristã defende
uma declaração suplementar relativa a aspectos sociais.
Porém a Áustria não apresentará receitas prontas,
adverte Plassnik: seu país pode, no máximo, propiciar
um bom terreno para o debate constitucional. Uma
nova rodada pela ratificação só será possível após novas
eleições na França e na Holanda – portanto não antes
de 2007.
"A expectativa de que agora agiremos sozinhos como
prestidigitadores, ou diretores criativos da Europa, não
se realizará. Pelo contrário, abordaremos essa tarefa
com um olho no que é realizável", declarou a ministra
austríaca.
O problema turco
Mulheres turcas numa feira em VienaDo ponto de vista
da política externa, a Áustria pretende, enquanto
presidente da UE, manter o foco nos Bálcãs.
A proximidade geográfica e histórica entre o país e a
península no sudeste europeu já explica essa opção.
Da Croácia à Macedônia, os países balcânicos precisam
ser integrados à UE, cada um a seu modo.
Plassnik combateu durante longo tempo as negociações
para o ingresso da Turquia no bloco europeu, um passo
que, no entanto, a UE finalmente decidiu dar em outubro
passado. A ministra ainda não sabe dizer se será
justamente seu país a encerrar as primeiras negociações
práticas com Ancara:
"Ainda é muito cedo para julgar se inauguraremos a
primeira rodada de conversações já no primeiro semestre",
esquivou-se a ministra. Antes de tudo, é necessário
aguardar para ver se a Turquia implemetará a união
alfandegária com a UE, reconhecendo o Chipre como
país-membro.
Caso isso não aconteça, a Áustria está mais do que
disposta a transferir o tema Turquia, internamente
tão controverso, a sua sucessora na presidência da UE.
No segundo semestre do ano, é a Finlândia que assume
o posto.
Da Deutsche Welle
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