terça-feira, janeiro 24, 2006

O agiotismo em Portugal tem honras de abertura nos
telejornais

Ser banqueiro em Portugal nos dias de hoje, representa
um dos negócios mais lucrativos que alguma vez houve
memória. É sabido que as taxas de juro que hoje se praticam
sobretudo aquelas que o aforradores recebem de contrapartida
por terem as suas economias num qualquer Banco, significa
um rendimento absolutamente rídiculo depois de deduzidos
os impostos.
Isto é, comem simultaneamente desta mangedoura o Banco
onde temos aplicada a nossa poupança e o Estado porque
quando os juros se vencem é sagradamente descontado o
imposto respectivo. Tenho dúvidas é se depois esse valor
resultante da aplicação do imposto é devidamente entregue
aos Cofres do Estado. E digo isto na convicção de que os
crescentes lucros nos últimos anos anunciados pela Banca
me fazem ponderar os factores da sua origem. É certo que
os Bancos utilizam em parte o dinheiro dos aforradores para
emprestarem a quem a eles recorre vendendo esse dinheiro
por imagina-se o quadruplo do valor dos juros que pagam
a quem o possui.
Logo aí está a mais importante fatia do lucro. Logo a seguir
dispõem do rendimento proveniente dos empréstimos da
compra de habitação em que as maioria dos portugueses é
refém.Depois, para rentabilizarem ainda mais o negócio
reduziram os seus efectivos de pessoal ao mínimo indispenável
e embora tal represente para quem se dirige aos balcões num
enorme compasso de espera para tratar de qualquer assunto,
põem os seus colaboradores a fazerem horas para além do
horário a que estão obrigados e não lhes pagam mais por isso.
Nesta atitude têm duplo benefício, ou seja mantêm balcões a
funcionar com um número de colaboradores estritamente
necessários e exploram-nos no número de horas de trabalho
que prestam. E depois vêm os Teixeiras Pintos de boca cheia
anunciarem o seu feito heróico de fazerem aumentar os lucros
do negócio. É de ficarmos efectivamente espantados com
tudo isto. Mas nos Seguros a história repete-se. Como é sabido
estas empresas através do seguro obrigatório do automóvel,
embora digam que este sector lhes produz prejuizo, é através
dele que arrecadam uma das suas maiores receitas.
E dou como exemplo o meu caso pessoal. Possuo seguro
automóvel desde há 30 anos, primeiramente apenas na
cobertura do risco contra terceiros, mas desde há dez anos,
riscos próprios. A seguradora nunca foi chamada a indemnizar
danos causados a terceiros por os ter produzido, o que significa
que ao longo de todo este tempo se o seguro não fosse
obrigatório teria arrecadado dinheiro suficiente para adquirir
um carro novo e de segmento médio. Nas mesmas circunstâncias
em que me encontro, estarão muitos milhares segurados.
Curiosamente uns dias antes de se vencer o prémio de seguro
recebo sempre uma cartinha da Seguradora, informando-me
que, atendendo tratar-se de um segurado que não tem tido
acidentes foi contemplado com a percentagem de x como prémio
por esse comportamento. Logo no paragrafo a seguir vêm com
a lenga lenga do costume. Mas atendendo ao crescente indice
de sinistralidade e aos prejuizos causados, fomos obrigados a
agravar o seguro do ramo automóvel em x por cento na
tentativa de minimizar esses prejuizos. Ou seja, além de não
ser compensado pelo meu brilhante comportamento de
automobilista sem sinistros, ainda levo com um determinado
aumento no prémio a pagar. Isto acontece todos os anos
repetidamente e não existe uma entidade reguladora nem
fiscalizadora destas arbitrariedades. Depois nos finais dos
anos as seguradores fecham os seus exercícios registando tal
como os bancos elevados lucros, tendo os admninistradores
destas negócios de agiotas a distinta lata de nos quererem
convencer que sabem gerir estes negócios tão lucrativos,
com esta formula que qualquer marçano dos tempos
passados seria capaz.

segunda-feira, janeiro 23, 2006


O ex-primeiro-ministro
português Aníbal Cavaco
Silva foi eleito para a
Presidência da República no
primeiro turno, com 50,59%
dos votos, tornando-se o
primeiro presidente
conservador do país depois
da Revolução dos Cravos, há 32 anos.


Apoiado pelos partidos PSD, de centro-direita, e Centro
Democrático Social, de direita, Cavaco teve 2.745.491 votos.

Apesar da linha conservadora, no discurso que fez depois
de anunciados os resultados, Cavaco manifestou
preocupações de esquerda.

"O desenvolvimento só é econômico para ser social. Uma
sociedade justa deve ser solidária e naturalmente no centro
das minhas atenções estarão sempre os que podem menos,
aqueles cuja voz não é ouvida."

"Serei, por isso, exigente na defesa da idéia de que em
democracia o Estado não é um feudo dos que ganham.
Porque tem de ser uma entidade a serviço de todos, um
agente activo na criação de condições de justiça social",
afirmou o presidente eleito.

Disputa da esquerda

Foi uma vitória arrasadora: em segundo lugar ficou o socialista
Manuel Alegre, com apenas 20,72% dos votos (1.124.662)
– que concorreu contra a direção do próprio partido, com o
apoio de um movimento de cidadãos.

Em terceiro, ficou o líder histórico do Partido Socialista,
Mário Soares, que teve 778.389 votos (14,34%).

A forma como vai ocorrer o acerto de contas entre os
socialistas foi demonstrada na própria noite das eleições.

Enquanto Manuel Alegre fazia o discurso reconhecendo a
derrota ao vivo nas televisões, o primeiro-ministro e
secretário-geral do PS, José Sócrates, iniciou o seu.

Os canais de televisão acabaram optando por transmitir
o de Sócrates, cortando o de Alegre no meio.

Na disputa pela hegemonia da extrema esquerda, o Partido
Comunista Português ficou na frente.

Seu secretário-geral, Jerônimo de Sousa, teve 466.428 votos
(8,59%), enquanto Francisco Louça, o coordenador do Bloco
de Esquerda – um agrupamento de ex-comunistas, trotsquistas,
maoístas e independentes – ficou com 288.224 votos (5,31%).

Antônio Garcia Pereira, do maoísta Movimento Revolucionário
do Povo Português, teve 23.650 votos (0,44%).

Cooperação com o governo

As eleições tiveram uma participação muito maior do que
há cinco anos. Dos 8,9 milhões de eleitores registrados,
participaram 62,61% - 5.529.117.

Apenas duas cidades deixaram de votar: Passos, por boicote
de um grupo de cidadãos, e Pinhão, porque as cédulas
foram roubadas.

Procurando afastar o temor de que seria gerado um
conflito institucional com a sua eleição, Cavaco Silva
reafirmou em seu discurso o que disse em campanha: que
iria colaborar com o governo.

Os demais candidatos apontavam Cavaco Silva como um
risco de crise institucional. Ele afirmou: "Sei, por experiência
própria, o valor da cooperação entre os órgãos de soberania.
De mim, o governo legítimo de Portugal poderá esperar um
espírito leal, de respeito e cooperação."

"O país precisa de um clima que permita planejar, tomar
decisões e executar. Os portugueses terão um presidente da
República que deseja ser um fator de estabilidade entre as
instituições", afirmou Cavaco Silva.

da BBC Brasil

Cada País tem o povo que merece e não temos de nos
lamentar pois nada adianta. As televisões continuam
a dar relevo às notícias que lhes convém e não aquelas
que podem interessar ao eleitorado.

domingo, janeiro 22, 2006


Mais de 8 milhões de
portugueses escolhem
neste domingo o novo
presidente do país, em
uma eleição que pode ser
decidida já no primeiro
turno.

As mais recentes pesquisas de intenção de voto apontam
como favorito para vencer o pleito o candidato de
centro-direita, Aníbal Antônio Cavaco Silva, que aparece
com mais de 50% das intenções de voto.

Os dois candidatos que podem forçar um segundo turno
vêm do Partido Socialista: o ex-presidente Mário Soares e
o deputado Manuel Alegre, que concorre como independente.

Também concorrem à sucessão do socialista Jorge Sampaio
outros três candidatos: Jerônimo de Sousa, secretário-geral
do Partido Comunista, o deputado Francisco Louçã, do Bloco
de Esquerda, e Antônio Garcia Pereira, do Movimento
Revolucionário do Povo Português.

Surpresa

Apesar do favoritismo, Cavaco Silva procurou nos últimos
dias, pelo menos no discurso, não entrar no clima do
“já ganhou”.

“Eu estou a enfrentar quatro candidatos”, disse ele à BBC
Brasil.

“É uma coisa que nunca aconteceu em Portugal e por isso
há sempre alguma incerteza quanto ao resultado que
pode acontecer.”

O analista político Francisco Saarsfield Cabral, diretor da
Rádio Renascença, diz que, apesar dos números das
sondagens, pode haver uma surpresa.

“É provável que muitos dos indecisos sejam de esquerda
e estejam hesitantes entre votar Mário Soares ou
Manuel Alegre”, afirma ele.

“A vitória no primeiro turno é provável, mas não é certa.”

Nas quatro sondagens publicadas na sexta-feira, o número
de indecisos varia entre 10% e 23%.

Segundo lugar

A maior parte das sondagens coloca em segundo lugar o
deputado Manuel Alegre, com 16% a 19% das intenções
de voto.

Ele é poeta e, depois de ter sido rejeitado como candidato
do partido, decidiu fazer uma campanha independente
com o apoio de intelectuais, artistas e pessoas descontentes
com o governo socialista, que vem aplicando uma receita
ortodoxa para a crise econômica portuguesa.

Apenas uma das pesquisas de sexta coloca Mário Soares
na vice-liderança.

Aos 81 anos, ele concorre pela terceira vez à Presidência.

Apoiado pela máquina do Partido Socialista, a esperança
é que repita o feito de 1985, quando no primeiro turno
ficou com 25,3% dos votos contra 46,4% do candidato de
centro-direita Diogo Freitas do Amaral, mas acabou
vencendo o segundo turno por apenas 200 mil votos.

Economia

O centro da campanha tem sido a situação econômica.

Cavaco Silva procurou dizer que a sua eleição será o
caminho para o fim da crise.

“Penso que os portugueses estão conscientes de que o
país atravessa uma fase difícil e que o presidente pode
marcar uma virada, e é por isso que estou aqui”, disse ele.

Acusado pelos adversários de entrar numa área que é de
responsabilidade do governo – hoje encabeçado pelo
socialista José Sócrates -, Cavaco Silva, que foi
primeiro-ministro de 1985 a 1995, disse que o voto direto
dá ao presidente legitimidade para influir na política.

O analista político Carlos Magno acredita que a eleição
de Cavaco poderá ser uma mudança na forma como o
presidente se relaciona com o governo socialista.

“Ele não tem um programa presidencial, mas um programa
de governo. O eleitorado que vota Cavaco Silva quer que
as coisas mudem, quer que o presidente controle o
governo, estabeleça metas e objetivos para o governo
cumprir.”

Em relação ao Brasil, Cavaco Silva promete trabalhar
para melhorar as relações entre os dois países.

“O Brasil será uma grande potência econômica e política,
e Portugal só tem a ganhar com o aprofundamento das
relações.”

Da BBC Brasil

Pelas afirmações de Cavaco Silva, mais uma vez fica
demonstrada a sua tendência em se querer imiscuir nas
funções governativas

sábado, janeiro 21, 2006

O Schumaker da corrida às Presidenciais

Decididamente a comunicação social ajudada pelas
empresas de sondagens dão a vitória a Cavaco Silva, uma
espécie de Michael Schumaker, na corrida à Presidência
da República.
Em relação ao piloto de formula 1, é sabido que este ano
perdeu o campeonato, porque embora a Ferrari, o bolide em
que o mesmo ganhou outros campeonatos, não evoluiu de
molde a tornar o mesmo competitivo de forma a manter o mito
ganhador deste piloto, o que acabou por desiludir os seus fãs.
Em relação a Cavaco Silva pode muito bem acontecer o
mesmo.
Embora as empresas de sondagens apoiadas pela comunicação
social acreditem no bólide eleitoral que transportará o
candidato, este pode não ser suficientemente potente para
o levar ao podium da vitória.
Assim sendo terão que o preparar melhor para a 2ª. corrida,
dificuldade essa que talvez não consigam ultrapassar uma
vez que o seu mais direito adversário terá o incondicional
apoio das outras equipas que lhe irão mover uma autêntica
barragem para que a ultrapassagem não ocorra.
Boliviano Morales traz esperança até para quem não
votou nele

Bolivianos ricos e pobres torcem para que a posse de Evo
Morales, o primeiro presidente indígena do país, no
domingo, represente o início de uma nova era de paz e
crescimento, depois de anos de instabilidade.

A eleição de Morales, um índio aymara que entrou na
política como líder dos cocaleiros da região dos Andes,
integra a tendência para a esquerda vivida pela América
Latina.

Morales, de 46 anos, que pastoreava lhamas quando
criança e que nunca freqüentou uma universidade, já
conquistou alguns céticos, que se impressionaram com
seu desejo de unir a maioria indígena pobre e a elite de
ascendência européia.

"Estamos mais esperançosos que nunca", disse o engenheiro
civil David Escalier, que não votou em Morales. "Antes de
Evo, sabíamos que todos os políticos eram mais ou menos
a mesma coisa. Agora esperamos que as coisas mudem
de verdade."

Manifestações populares derrubaram dois presidentes
bolivianos entre 2003 e 2005 e dezenas de pessoas
morreram em confrontos com a polícia.

Até os Estados Unidos, que temiam a ascensão do
socialista Morales, manifestaram a esperança de
estabilidade. Em sua campanha para as eleições de 18 de
dezembro, em que obteve históricos 54 por cento dos votos,
Morales disse que seu movimento seria um "pesadelo
para os EUA".

Ele é aliado de Hugo Chávez, da Venezuela, e do presidente
cubano, Fidel Castro, e, como eles, gosta de atacar as políticas
"neoliberais" dos Estados Unidos. Apesar de ser contra os
programas financiados pelos EUA para erradicar as
plantações de coca, Morales disse que vai combater o
narcotráfico.

O presidente eleito também prometeu nacionalizar a
indústria do gás, uma reivindicação da maioria indígena que
nunca se beneficiou das riquezas naturais do país.

Mas ele descartou desapropriações e vem cortejando as
empresas estrangeiras que já investiram 3 bilhões de
dólares na Bolívia.

A campanha de Morales baseou-se em sua imagem como
um homem do povo e sua primeira medida -- "em
solidariedade com a pobreza do povo" -- ele cortou seu
salário presidencial pela metade.

Uma pesquisa do jornal La Razon publicada na semana
passada atribuiu a ele uma popularidade de 65 por cento.
Até na região mais conservadora e elitista de Santa Cruz,
52 por cento dos entrevistados disseram apoiá-lo.

"Estou cansado da política tradicional", disse Álbaro
Laime em seu quiosque que vende doces e cigarros. "Não
sei o que vai acontecer ou se Evo vai responder às nossas
expectativas, mas as pessoas estão bastante otimistas."

Analistas políticos dizem que Morales terá a dura missão
de equilibrar as exigências dos radicais de esquerda das
áreas pobres de planalto com as das províncias ricas como
Santa Cruz e Tarija, que querem maior autonomia. Mas
muitos encaram a eleição do cocaleiro como um momento
histórico para a Bolívia.

"Evo representa um verdadeiro renascimento -- a
esperança surgindo do fracasso dos partidos tradicionais
desacreditados e da pobreza generalizada", disse Cesar
Rojas, da fundação de sociologia UNIR.

Um número inédito de chefes de Estado deve comparecer
à posse em La Paz, depois da viagem mundial em que
Morales atraiu elogios por seu estilo despretensioso.

da Reuters

Nós por cá quando conhecermos os resultados amanhã
e se for confirmado aquele que é garantido pelas sondagens
não vamos de certeza nem ficar optimistas, quando ao que
vai ser o desempenho de Cavaco Silva e muito menos
esperançados com qualquer melhoria da situação do País.

sexta-feira, janeiro 20, 2006














Presidente eleito da
Bolívia lança moda




Uma empresa de roupas da Bolívia anunciou o lançamento
de uma linha baseada no estilo informal de se vestir do
presidente eleito do país, Evo Morales.
"Será uma linha que vamos chamar de 'Moda Evo' que nós
esperamos que terá um apelo com jovens", afirmou Raul
Valda, proprietário da empresa Punto Blanco à agência de
notícias Associated Press.

Morales tem atraído atenção dentro e fora da Bolívia por
usar uma malha de alpaca, lã de lhama, em visitas de Estado,
entre outras ocasiões formais.

Analistas conservadores criticaram Morales por não seguir
o protocolo e usar terno e gravata em viagens à Espanha e
África do Sul, entre outros países que já visitou.

Segundo Valda, no entanto, a procura pelas malhas como
as usadas pelo líder indígena aumentou tanto que ele ordenou
a sua fábrica em La Paz a produzir 800 peças.

Especula-se na Bolívia o que Morales vestirá se na sua
cerimônia da sua posse, no próximo domingo.

A empresa deverá vender peças similares por um preço
equivalente a US$ 8.

da BBC Brasil

Demonstra assim este indígena aos demais governantes
doutros paises que não é o fato e gravata a indumentária
convencional dos estadistas e pracistas, que o transformam
numa personalidade mais importante, face aos olhos dos
demais.
"Fã" de batata frita morre de cirrose aos 20 anos
da Ansa, em Londres

Um rapaz que só comia batatas fritas, torradas com
manteiga e, ocasionalmente, feijão em lata morreu de
desnutrição aos 20 anos. Por causa de sua dieta, ele teve
uma cirrose hepática, hepatite auto-imune --doença em
que o sistema imunológico ataca as células do fígado-- e o
seu sangue se tornou tão fluido que corria perigo
constante de hemorragias.

Scott Martin, o rapaz que por anos nunca variou a sua
dieta, começou a passar mal há um ano, quando os médicos
lhe diagnosticaram a cirrose. Eles lhe disseram que só um
transplante de fígado poderia salvar sua vida. Apavorado
com a idéia desta cirurgia, Scott decidiu seguir um
tratamento com remédios, mas continuou comendo como
de costume.

Nos últimos seis meses ele estava tão fraco que precisou
de uma cadeira de rodas. Quando teve que extrair três
dentes, os médicos o alertaram de que corria o risco de
morrer de hemorragia e que só lhe restava escolher entre
correr este risco ou morrer por infecção. O rapaz extraiu
os dentes, mas os médicos não conseguiram estancar a
hemorragia que, lentamente, o matou.

"Ele só comia algumas coisas. As batatinhas fritas do
McDonald's eram suas favoritas. Comia pão torrado, mas
apenas pão branco com uma camada de manteiga salgada
e, de vez em quando, feijão em lata. Ele foi assim desde
criança: era impossível achar algo de que ele gostasse",
disse sua irmã.

Isto que sirva da aviso para os amantes deste tipo de
alimentação os quais correm o risco de lhes poder vir a
acontecer o mesmo
Google se nega a divulgar aos EUA dados sobre buscas
da Folha Online

O gigante das buscas Google se recusou a cumprir uma
intimação do governo norte-americano que vai contra a
política de privacidade da companhia --a administração
Bush gostaria de saber o que milhões de pessoas estão
procurando na internet com a ajuda da popular ferramenta.

Segundo a empresa, o governo quer uma lista com todos
os termos digitados na caixa de buscas durante uma
semana específica --caso elaborado, este documento teria
milhões de palavras. Além disso, o Google deveria fornecer
cerca de 1 milhão de endereços virtuais contidos em seu
banco de dados e selecionados a esmo.

A intimação, afirma a agência de notícias Associated Press,
mostra como os sites de busca podem ser úteis para os
governos, quando eles querem controlar a população. Para
justificar o pedido, representantes dos EUA falam que estas
informações são "vitais" para o cumprimento de leis que
protegem crianças contra a pedofilia.

Com a recusa do Google --a intimação chegou à empresa
em meados do ano passado--, o advogado Alberto Gonzales,
que representa os EUA, pediu nesta semana que um juiz de
San José interviesse no caso e fizesse outra requisição oficial
para a entrega das informações.

Ontem, o Yahoo! confirmou à Associated Press ter recebido
uma intimação parecida. "Não revelamos qualquer informação
pessoal de nossos usuários", afirmou a empresa.
A Microsoft --dona da ferramenta de buscas MSN-- se recusou
a dizer se recebeu um pedido oficial deste tipo.

Para especialistas, este caso preocupa por ir contra as
políticas de privacidade das empresas de busca --teoricamente,
o internauta tem direito de procurar o que bem entender
nestes sites, sem ser identificado.

Este tipo de preocupação em relação ao direito à privacidade
aumentou ainda mais quando se soube que, depois dos ataques
de 11 de setembro, os EUA tiveram acesso à comunicação de
civis sem autorização oficial para fazê-lo.

Aplaudo este procedimento do Google, face à exigência,
tendo em vista a protecção dos internautas.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Estes banhos de multidão nos distrito do interior
tão referenciados pela comunicação social não
me parecem determinantes duma eleição


Qualquer ignorante sabe que a maior densidade
populacional do nosso País está concentrada nos três
distritos, o de Lisboa, Porto e Coimbra.
Qualquer ignorante sabe que os demais distritos do ponto
de vista da eleição dum presidente da república não são
muito determinantes na medida em que o somatório dos
eleitores votantes dilue-se pelo númerode votos obtidos
por Louçã, Jerónimo e Garcia Pereira.
Daí não entender a razão porque os jornalistas têm dado
tanto ênfase ao número de apoiantes de certos candidatos
que aparecem a fazer comícios em determinadas localidades
do interior.
Se as conclusões de vitória de determinado candidato são
tiradas com base nesse tipo de ajuntamentos não creio que
seja esse o elemento determinante no domingo dessa eleição.
Estes banhos de multidão tão destacados pela comunicação
social, não são determinantes duma vitória.

Qualquer ignorante sabe que a maior densidade populacional
do nosso País está concentrada nos três distritos, o de
Lisboa, Porto e Coimbra. Qualquer ignorante sabe que os
demais distritos do ponto de vista da eleição dum presidente
da república não são muito determinantes na medida em
que o somatório dos eleitores votantes dilue-se pelo número
de votantes das candidaturas de extrema esquerda, ou seja
Louçã, Jerónimo e Garcia Pereira.
Daí não entender a razão porque os jornalistas têm dado
tanto ênfase ao número de apoiantes de certos candidatos
que aparecem a fazer comícios em determinadas localidades
do interior.
Se as conclusões de vitória de determinado candidato são
tiradas com base nesse tipo de ajuntamentos não creio que
seja esse o elemento determinante no domingo dessa eleição.
Estes banhos de multidão tão destacados pela comunicação
social, não são determinantes duma vitória.

Qualquer ignorante sabe que a maior densidade populacional
do nosso País está concentrada nos três distritos, o de
Lisboa, Porto e Coimbra. Qualquer ignorante sabe que os
demais distritos do ponto de vista da eleição dum presidente
da república não são muito determinantes na medida em
que o somatório dos eleitores votantes dilue-se pelo número
de votantes das candidaturas de extrema esquerda, ou seja
Louçã, Jerónimo e Garcia Pereira.
Daí não entender a razão porque os jornalistas têm dado
tanto ênfase ao número de apoiantes de certos candidatos
que aparecem a fazer comícios em determinadas localidades
do interior.
Se as conclusões de vitória de determinado candidato são
tiradas com base nesse tipo de ajuntamentos não creio que
seja esse o elemento determinante no domingo dessa eleição.

terça-feira, janeiro 17, 2006

A invencibilidade Anibalesca

Face à reacção de perdão tida hoje pelo candidato
Cavaco Silva, leva-me a pensar que, afinal também ele
próprio se convenceu ter nesta eleição um resultado
semelhante ao das favas contadas.
Daí e dada a sua enorme bondade, ter afirmado esquecer
que, a partir da próxima segunda-feira, não se lembrará
das ofensas proferidas pelos seus adversários à sua
pessoa.
No mínimo comovente esta atitude, tendo em vista
uma, entre várias reportagens televisivas em que, instada
uma, entre outras apoiantes de Cavaco Silva, sobre a razão
da sua intenção de voto neste candidato, nem sequer
conseguir justificar o porquê da sua preferência.
Perante isto, estamos ou não, em presença dum povo 3º.
mundista.

Imprensa européia vê com
um pé atrás a eleição do líder
cocalero Evo Morales à
presidência da Bolívia.
Radicalismo do eleito e seus
planos de nacionalização do
setor energético podem
espantar investidores
estrangeiros e agravar a crise do país.


"Se eu for eleito, será um verdadeiro pesadelo para os
Estados Unidos", disse Evo Morales, antes do pleito de
domingo (18/12), no qual obteve a maioria absoluta dos votos
dos 3,6 milhões de eleitores bolivianos.

Na opinião de alguns jornais europeus, há indícios de que
Morales pode se tornar um pesadelo não só para os EUA.
Algumas empresas da França, Espanha e Inglaterra já
partilham com a Petrobras a preocupação com o plano do
novo presidente de estatizar o setor energético, incluindo o
gás natural, do qual a Bolívia tem a segunda maior reserva
da América do Sul.

A eleição de Morales não chegou a surpreender os europeus,
como mostram os editoriais de vários jornais, nesta terça-feira
(20/12). Mas o tom dominante nas análises é de ceticismo
em relação ao futuro da Bolívia.

Onda esquerdista

Segundo o El Periódico, de Barcelona, "com Morales, chegou
a hora da recompensa dos índios, que formam a maioria
da população da Bolívia, mas até agora praticamente não
estiveram representados na elite política. Morales quer
estatizar os recursos naturais, mas prometeu não
desapropriar as petrolíferas. Ele agora precisa provar que
não sabe apenas realizar protestos e, sim, fazer uma política
realista de governo".

"Provavelmente, muitas coisas vão mudar após a eleição de
Morales, comprometido com as massas indígenas, opositor
da política de Washington, partidário das mobilizações de
rua como expressão do poder popular, e advogado da
nacionalização dos recursos energéticos do país mais pobre
da América do Sul. A vitória de Morales, que gosta de
ressaltar sua amizade com Fidel Castro e Hugo Chávez,
reforça também inequivocamente a virada indigenista e
esquerdista de uma parte da região", opina o El País, de Madrid.

Fosso social é profundo na Bolívia
Na avaliação diário suíco Neue Zürcher Zeitung, "Morales
tem mostrado mais instinto populista e demagógico do que
senso para as regras da democracia. Agora, espera-se dele
habilidade integrativa num país, cuja sociedade está dividida
por fossos profundos".

"Cinco governos diferentes em oito anos, dois presidentes
derrubados em dois anos pelos protestos de rua – há algo
de frívolo em chamar a Bolívia de democracia", escreve o
editorialista do Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ).
"A eleição de Morales não foi uma troca de poder flanqueada
por instituições políticas e, sim, uma rebelião (pacífica) da
maioria indiana do país", continua o jornal.

Segundo o FAZ, "a intenção populista de Morales, de
novamente estatizar o setor energético privatizado em
1996, pode espantar os investidores estrangeiros e ser a
gota d'água".

Da Deutsche Welle

Segundo este analista alemão o populismo demagogo de
Evo Morales em nacionalizar o melhor recurso que o Pais
dispõe para tentar melhorar as condições de vida da
população mais desfavorecida é prejudicial porque vai
com essa atitude espantar os investidores privados. Deve-se
ralar para isso pois o importante é ajudar os que mais
precisam e não continuar a favorecer os gulosos dos
exploradores.

segunda-feira, janeiro 16, 2006








Num dia histórico, a
primeira presidente eleita
do Chile, Michelle Bachelet,
de 54 anos, disse que
demonstrará que o país
pode "avançar, sem perder
a alma".

Com a voz às vezes embargada, ela avisou que
implementará um novo estilo de governar "com mais diálogo"
com os diferentes setores.

Emocionada, Bachelet falou para uma multidão que gritava
seu nome, erguia bandeiras do país, dos partidos da
Concertación, a frente governista, com fotos do ex-presidente
socialista Salvador Allende e o ex-guerrilheiro argentino
Ernesto "Che" Guevara.

Michelle subiu ao palco cercada por quatro mulheres e um
homem - sua mãe, Angela Jeria, de 79 anos, e os filhos,
Sofia, de 12 anos, Francisca, de 21 anos, e Sebastián, de 27
anos, ao lado da namorada.

Mulher presidente

"Que eu esteja aqui e seja a mulher presidente do país é
a prova de que o Chile perdeu seus medos. Quem poderia
imaginar uma mulher aqui há vinte, dez ou cinco anos?",
afirmou.

"Parecia difícil, foi difícil, mas foi possível porque assim os
cidadãos quiseram e a democracia permitiu". A multidão
delirava, aos gritos de "Michelle, Michelle".

Ela lembrou que teve uma vida difícil, mas disse: "E quem
não teve vida difícil?". A presidente eleita agradeceu,
principalmente, aos votos das mulheres, maioria no
eleitorado chileno e decisivas para sua vitória frente ao
candidato da oposição, o empresário Sebastián Piñera.

"Mas a partir do dia 11 de março, não serei só a primeira
presidente do Chile, mas governarei para todos os chilenos".

Vestida de terninho azul petróleo, ela lembrou que tem
apenas quatro anos de mandato e que não pode perder
tempo. O que explica, de certa forma, o café da manhã que
terá, nesta segunda-feira, com o presidente Ricardo Lagos.

"O Chile ganhou de novo", disse ela, em referència à nova
vitória da Concertación. Pouco antes, Lagos fez um
pronunciamento e lembrou da importância desta base
governista - formada por quatro partidos de centro-
esquerda - que foi decisiva para que a direita, como
recordou o ex-presidente Patricio Alwin, não voltasse
ao poder.

E quando a presidente eleita citou o nome do
presidente Ricardo Lagos - como homem "de grande honra"
- a multidão gritou: "Lagos, Lagos". Ao que ela, sorridente,
disse:

"Mais alto para que se possa escutar no Palácio presidencial
de La Moneda".

Morte do pai

Durante seu discurso, Bachelet provocou lágrimas ao lembrar
do pai, general da Força Aérea do Chile, Alberto Bachelet,
morto depois de não suportar a tortura, na prisão, durante o
regime autoritário de Augusto Pinochet.

"Eu queria poder abraça-lo agora. Mas sei que de uma forma
inexplicável ele está perto de mim". Bachelet disse que do
pai herdou o amor, "indiscriminado", pelo Chile e o espírito
de ordem.

"A violência entrou na minha vida, destruindo o que eu
amava. Fui vítima do ódio, mas consegui convertê-lo em
compreensão, tolerância e, porque não dizer, em amor",
disse.

"Pode-se amar a justiça e, ao mesmo tempo, ser generosa.
Porque o Chile se reencontrou e porque avançamos muito
e meu governo será de unidade. Governarei para todos os
chilenos".

Ela disse que não é a primeira vez que o Chile surpreende
o mundo. Segundo ela, após 17 anos de ditadura, o país
caminhou dentro das instituições.

Disse ainda que quer implementar suas prometidas medidas
sociais para tentar reduzir a desigualdade no país, uma das
piores da América Latina apesar dos sucessivos anos de
crescimento econômico.

Sediado em Santiago, o secretário da Cepal, o argentino
Jose Luis Machinea, sugeriu que o Chile é um exemplo de
que o crescimento não é suficiente para combater a
concentração de renda.

Segundo o cientista político Guillermo Holzman, da
Universidade do Chile, os 5% mais ricos do país concentram
cerca de 80% da renda nacional.

Acompanhando Bachelet, os eleitores cantaram o hino
nacional, mas pouco antes de que ela subisse ao palco,
acompanharam um grupo de músicos mexicanos, outro
de música chilena, e até um representante dos mapuchos,
que usou um berrante.

da BBC Brasil

Aqui está uma prova de maturidade dos chilenos. Foi
para eles suficiente o período de ditadura de Pinochet para
desejarem colocar o poder nas mãos de reacionários da
direita. Nós por cá vamos continuando a carregar com
com a cruz até ao calvário.

domingo, janeiro 15, 2006

O País dos contra-sensos

Efectivamente só existe o nosso. Senão vejamos.
Fomos os que mais descobrimos outras civilizações através
das viagens marítimas. Fomos o País que mais colónias
possuíu e aquele que mais tarde descolonizou. E nesta
matéria conseguimos históricamente ser aquele que fez a
pior descolonização de que houve memória. Nem sequer
aprendemos com os erros dos outros.
Derrubou-se a ditadura e passados que foram quase 32
anos sobre esse acontecimento a sociedade encontra-se a
viver da mesma forma que anteriormente, ou seja, aqueles
que sempre viveram com dificuldades mantêm-nas,
enquanto que os outros, socialmente mais protegidos, se
acoitam em verdadeiros guetos a que chamam
pomposamente "condomínios fechados de luxo".
Em períodos de campanha eleitoral o poder político cujos
pilares em que assenta, são exactamente os mesmos em
que assentava o anterior regime de durou 38 anos vêm
prometer à plebe que neles continua a votar aquilo que não
lhes podem dar pois o seu sustentáculo capitalista não o
permitiria. São por isso sucessivamente enganados mas
continuam ingenuamente a acreditar que este poder político
seja capaz de lhe melhorar as suas condições de vida.
Mas não só as promessas não cumpridas como vão vivendo
sob a ameaça de que amanhã num qualquer fim do mês a
sua pensão de reforma não lhes é depositada na conta
bancária porque o sistema através do qual era garantido
esse pagamento, faliu. Até quando vamos continuar a
deixar-nos enganar?

publicado também no Editorial
Veja como é feita a cópia de LPs para o PC
JOSÉ ANTONIO RAMALHO
da Folha de S.Paulo

"Gostaria de obter algumas dicas de como baixar som
de vinil (LPs) no computador para gravação e reprodução
em CD."
Carlos Andrade

Resposta - Para transferir as músicas de um disco para
o computador e depois gravar um CD de música, você
precisa do seguinte: um drive gravador de CD, um software
para extrair a música do LP e um software para gravar o CD
de música. Seu micro deve possuir placa de som com entrada
de áudio (audio in).
Alguns programas permitem o uso da entrada de microfone.
Quando você compra um gravador de CD, o software para
gravar CDs normalmente já o acompanha. Você precisa ter
cabos que liguem o toca-discos a essas entradas de áudio.
Existem vários adaptadores, encontrados em casas
especializadas que permitem a conversão de um tipo de
plugue para outro.

Um detalhe importante: se você tem equipamentos
separados, como uma pick-up, precisa ligá-los num
amplificador, e do amplificador conectá-los ao PC. Você deve
ter espaço livre no seu disco rígido para gravar os arquivos.
Como regra geral, considere que cada minuto de música
ocupará cerca de 10 Mbytes de espaço. Depois de gravar os
CDs com as músicas, você pode convertê-las para MP3,
que ocupa menos espaço.

O programa Polderbits (www.polderbits.com) é uma das
opções para realizar essa tarefa. Custa US$ 34,25 e sua
versão de testes funciona por 15 dias. No site você encontra
boas dicas de como conectar o toca-discos ao micro. Outros
softs para a tarefa são o RipVinyl e o AIPL Singulator
(www.mymusictools.com).

Por me ter parecido uma informação importante para quem
esteja interessado nesta conversão aqui deixo a divulgação
pois será mais um recurso de que disporemos uma vez
os CDs estarem a preços que não se justificam.

sábado, janeiro 14, 2006



Manuel Alegre




"A Democracia é uma Obra inacabada; Reinventem
a Democracia!"

Não esperem de mim que diga o que os jovens devem
ou não fazer.
O que peço aos jovens de hoje não é que sejam iguais
a nós. O que lhes peço é que sejam eles próprios, que
pensem pela sua cabeça e não se deixem instrumentalizar
nem manipular por quem quer que seja.
Parafraseando o velho Sartre, eu digo-lhes: "Não tenham
vergonha de agarrar a lua, porque não precisamos dela."
E digo-lhes ainda: não tenham medo de ousar o impossível,
porque só a juventude capaz de ousar o impossível pode
obrigar o poder a ousar pelo menos um pouco do que é
possível. Vivam a vossa vida, ousem a vossa vida, ou, como
queria o filósofo, dancem a vossa vida. E sejam o
inconformismo, a irreverência, a rebeldia e o contra-poder
de que todos os poderes precisam. Tendes nas vossas
mãos o mais formidável de todos os poderes: o poder da
juventude. Só esse poder é capaz de mudar a vida e
transformar o mundo.

Autoria do próprio

Um vice-líder da organização
Al Qaeda pode ter sido
atingido por um ataque
aéreo realizado por forças
dos Estados Unidos em um
vilarejo no leste do Paquistão,
segundo informações.

Ainda não há está claro se Ayman al-Zawahiri foi morto
no ataque.

Cinco das 18 pessoas que teriam morrido no ataque eram
suspeitas de serem integrantes importantes da Al Qaeda,
segundo o canal de televisão americano ABC, que citou
fontes militares paquistanesas.

O Pentágono negou a realização do ataque na área mas
autoridades locais afirmaram, mais cedo, que aeronaves
americanas tinham disparado mísseis.

Segundo as informações destas autoridades, 14 pessoas
teriam sido mortas em um ataque com foguetes em um
vilarejo paquistanês perto da fronteira com o Afeganistão.

Moradores afirmam que os mísseis foram lançados do
Afeganistão, mas as autoridades negam.

Fronteira

Forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos e
também forças afegãs acreditam que militantes
liderados pelo Talebã conseguem vantagem em seus
ataques devido à fronteira com falhas de segurança.

Zawahiri, visto como o segundo em comando na
organização Al Qaeda liderada por Osama Bin Laden,
conseguiu escapar da captura desde que as forças
lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o regime
do Talebã no Afeganistão em 2001, apesar de uma
recompensa de US$ 25 milhões ter sido estabelecida
no caso de sua prisão.

Ele se transformou no mais importante porta-voz da
Al Qaeda em gravações e vídeos divulgados pelo grupo
nos últimos meses.

Os militares americanos no Afeganistão afirmaram na
sexta-feira que não tinham informações de operações
americanas na área do último ataque.

Mas a rede de televisão dos Estados Unidos ABC citou
fontes paquistanesas afirmando que os ataques foram,
provavelmente, realizados por um avião da CIA não
tripulado, que disparou mais de 10 mísseis.

O ataque ocorreu no vilarejo de Damadola na área tribal
de Bajaur, a cerca de 200 quilômetros da capital Islamabad.

Crianças

Jornalistas que chegaram a Damadola falaram sobre três
casas, com centenas de metros de distância entre elas,
destruídas.

Shah Zaman afirmou que perdeu dois de seus filhos e
uma filha.

"Eu corri e vi aviões, corri em direção a uma montanha
próxima com minha mulher. Quando estávamos correndo,
ouvimos outras três explosões e vi minha casa sendo
atingida", disse.

"Não sei quem fez este ataque ou a razão, estamos
sendo atacados desnecessariamente, somos pessoas
que obedecem as leis", acrescentou.

Um porta-voz militar paquistanês, major-general
Shaukat Sultan, disse que a fonte do ataque ainda não
estava clara.

O vice-governador da província vizinha, Kunar, já no
Afeganistão, Noor Mohammed, negou que o ataque
tenha sido lançado de seu país.

"Entrei em contato com todas as forças de segurança
em Kunar e ninguém ouviu a respeito disso. Não creio
que é verdade que o foguete tenha vindo do Afeganistão",
disse.

Mas, uma autoridade paquistanesa do setor de
inteligência, disse à agência de notícias Reuters que "o
número de feridos pode ser muito maior. As pessoas
estão muito nervosas, não estão permitindo acesso,
então os números exatos de mortos e feridos não estão
disponíveis".

A autoridade afirmou que Damadola era a fortaleza de
um grupo proibido, pró-Talebã.

Os Estados Unidos têm cerca de 20 mil soldados no
Afeganistão, mas o Paquistão não permite que estes
soldados operem do seu lado da fronteira.

O Paquistão tem cerca de 70 mil soldados na região da
fronteira.

Notícia da BBC Brasil

Mais uma provável aldrabice dos americanos para
juntar a outras que noticiaram a captura do líder Bin
Laden e até a sua morte

sexta-feira, janeiro 13, 2006

O processo da Casa Pia tem servido vários
objectivos menos aquele a que se propõe


Seria suposto que, o processo da Casa Pia servisse para
averiguar com exactidão quais os implicados e como
desfecho assistirmos à sua condenação.
Mas pelos vistos nada disso aconteceu nem irá
acontecer. Este Procurador Geral da República, que já
o não deveria ser há bastante tempo, permitiu que este
processo fosse utilizado para satisfazer outros objectivos
marginais ao referido processo que num caso ou noutro
proporcionaram como já o referiu Garcia Pereira o
linchamento político de Ferro Rodrigues. Foi agora
revelado o excessivo número de escutas telefónicas
realizadas a diversas entidades e personalidades, nelas
sendo incluídas até números de telefones confidenciais,
cuja responsabilidade afirma o dito Procurador tem que ser
averiguada. Entretanto ele continua no exercício do cargo.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Quando o governo acabar com as imoralidades nas
concessões das reformas, passará a deixar de
existir o risco de ruptura do fundo de pensões

Todos os governos do pós 25 de Abril preocuparam-se
sempre com os tectos salariais dos trabalhadores por
forma a satisfazerem a vontade do empresariado.
Ao nível da função pública como é sabido aconteceram
por força das reivindicações sindicais sobretudo de
determinados sectores profissionais que se
corporativizaram, escaladas salariais e consequentemente
a fixação de pensões de reforma em valores que estão
muito longe de se praticarem na actividade privada ou
seja ao nível do regime geral de segurança social.
Isto é, temos hoje muitos milhares de funcionários
públicos na situação de aposentados que auferem de
reforma mais de 4.000 € mensais. Existem em número
mais reduzido outros tantos funcionários aposentados que
recebem 5.000 € de pensão mensal. Obviamente que
estes valores no seu conjunto representam um forte encargo
para com o fundo de reserva de pensões.
É pois altura de pensarem em precaver a garantia do
fundo de pensões para aqueles que hoje estão a descontar
nos seus ordenados para a Segurança Social e deixarem os
senhores ministros de alardoar que esta mais dia menos
dia vai à falência, fixando um tecto para os valores de
pensão de reforma ou no caso daqueles que estão a receber
os valores anteriormente indicados, passarem a pagar 30%
para o fundo de capitalização.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Ilusão? Talvez

Eu pretendo ficar Alegre
Com a derrota de Cavaco
E isso ninguém me impede
Pois não voto nesse candidato

Parecerá uma utopia
Quiçá, uma ilusão
Mas não haverá um dia
Arrependimento na votação

Neste caso não estarão muitos
Dos que nele irão votar
Vão ficar desiludidos
Com o barrete a enfiar

Não será esta a primeira
Doutras que foram enganados
Da mesma forma grosseira
Por políticos mal formados

É com falsas promessas
Que enganam o eleitorado
Ninguém lhes pede meças
Por ter sido embarretado

terça-feira, janeiro 10, 2006

Continuo a não acreditar na vitória eleitoral de Cavaco
Silva

Por vezes gosto de ser ingénuo e neste caso não me
importo de passar por isso. Não acredito que a
maioria dos portugueses eleja Cavaco Silva.
Mas também admito que tal possa acontecer. E se
isso se confirmar a única leitura que se pode fazer
é a de que Cavaco Silva será utilizado pelos eleitores
para se vingarem do PS e mais concretamente de
José Sócrates, o que também não seria de estranhar.
Em anteriores eleições ficou demonstrado que o
eleitorado flutuante, aquele que, ora vota PSD ora
PS, fá-lo sempre de acordo com as suas conveniências
e sobretudo na expectativa de obter dividendos dum
ou doutro partido face às promessas eleitorais. Ou
seja, uma espécie de moeda de troca. E como sabemos
a maioria absoluta que o PS obteve nas últimas
legislativas, foi porque as anteriores medidas tomadas
pela coligação governamental PSD/CDS, haviam
desgostado a maioria dos eleitores que na eleição
anterior tinham dado a maioria relativa ao PSD,
forçando-o a fazer coligação com o CDS. Ora é sabido
que, o governo liderado por José Sócrates frustrou as
expectativas das maioria dos eleitores que votaram no
PS os quais estavam à espera de receber uma
contrapartida, mas, esta não só não se verificou como
pelo contrário, ocorreram medidas que mereceram
frontal contestação.
E como quem deu a maioria ao PS não lha pode tirar a
única alternativa é esta. Servirem-se da arma de
arremesso chamada Cavaco Silva, para atirarem ao PS.
Não se trata sequer das pessoas considerarem que este
candidato possui melhores condições para o exercício do
cargo. Bem longe disso e muitos até terão a convicção de
que ele não tem a mínimo perfil para o cargo de Presidente
da República. O que está em causa é vingarem-se e não
vão perder essa oportunidade. A contribuir para acicatar
os ânimos dos descontentes, tem estado a comunicação
social daí a sua convicção de que esta disputa tão pouco
sequer terá um segundo round, o segundo candidato
tombará num KO logo no primeiro assalto.


Guerra do Iraque pode custar mais de US$ 2 triliões
aos EUA
da France Presse, em Washington

A Guerra do Iraque custará provavelmente aos Estados
Unidos entre US$ 1 trilião e US$ 2 triliões, apesar de as
afirmações da Casa Branca de que os gastos seriam
governáveis, destacou um novo estudo realizado em
co-autoria com um americano Prêmio Nobel de Economia.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira por Joseph
Stiglitz, da Universidade de Columbia, laureado em 2001
com o Prêmio Nobel e ex-chefe dos economistas do Banco
Mundial, e a professora de economia Linda Bilmes, da
Universidade de Harvard, considera que as estimativas
oficiais sobre o custo da guerra não levam em conta gastos
importantes que podem afetar os próximos orçamentos
dos EUA.

O estudo inclui o aumento dos gastos médicos para tratar
soldados feridos, a acelerada desvalorização do material
bélico no campo de batalha e o efeito indireto na alta do
preço dos combustíveis na economia americana, que em
parte pode ser atribuído a esta campanha militar.

"Mesmo assumindo uma aproximação conservadora,
ficamos surpresos com a magnitude", escreveram Stiglitz
e Bilmes sobre os gastos derivados da guerra. "Podemos
declarar, com algum grau de confiança, que eles excederão
US$ 1 trilião", destacaram.

Estimativas

No relatório, os autores ofereceram estimativas
"conservadoras e moderadas" dos gastos que envolverão
a sociedade americana desde o começo da Guerra do
Iraque, em março de 2003.

Segundo essa visão "moderada", a guerra custará pelo
menos US$ 1,026 trilião aos americanos, abaixo das
estimativas ainda mais moderadas de que os gastos
chegariam a US$ 1,8 trilião.

Os EUA já destinaram US$ 251 biliões em espécie para
financiar as operações de combate no Iraque desde que
começou a invasão e continua gastando cerca de US$ 6 biliões.

Contudo, segundo economistas, essas cifras não levam em
conta os pagamentos que deverão ser feitos aos soldados
veteranos pelo resto da vida, nem o custo do restituir o
material bélico e as munições usadas.

Além disso, as despesas para o recrutamento de novos
soldados aumentaram dramaticamente, já que o Pentágono
paga bônus de recrutamento de mais de US$ 40 mil aos
novos alistados e bônus especiais e outros benefícios da
ordem de US$ 150 mil às tropas que se reintegram às fileiras.

"Outro gasto para o governo são os juros que paga sobre o
dinheiro solicitado para financiar a guerra", acrescentaram
os autores do estudo.

Este é um problema que a mim não me tira o sono. Quem
os mandou meter-se onde não deviam. Regozijava-me se
os EUA entrassem em banca rota para ver se tomavam
juizo.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Consegui finalmente chegar a uma conclusão
acerca do porquê de Cavaco Silva apostar
tanto na sua intervenção como PR

Ele vai assumir o papel de 1º. Ministro, dispensando
assim José Sócrates desse papel e cumulativamente com
o cargo conduzirá a governação do País.
Os eleitores seus apoiantes agradecem porque ele assim
reduzirá os encargos do Estado com o ordenado de 1º.
Ministro o que parecendo que não contribuirá para o
equilibrio da despesa pública.
Recomendo vivamente a leitura deste post "Baixar os
Braços? Não!"



do Fernando do Fraternidade
o qual merece a reflexão
de todos quantos desejam um Portugal melhor

domingo, janeiro 08, 2006


Imagem obtida pelo
Telescópio Espacial
Spitzer e divulgada pela
Nasa mostra estrelas
recém-nascidas
envoltas por poeira
estelar











Foto extraída da Folha Online
Crescimento populacional representa ameaça
ao
ambiente
da Ansa, em Londres

O crescimento da população mundial ameaça cada vez
mais os esforços para combater a mudança climática e
representa sérios riscos para a ecologia global, segundo
um estudo da organização British Antarctic Survey.

Em seu relatório, o diretor dessa entidade, o cientista
inglês Chris Rapley, afirmou que o aumento anual de 76
milhões de pessoas na população global "coloca em sério
risco o bem-estar e a qualidade de vida para gerações
futuras".

Segundo o especialista, o crescimento populacional é
um problema tão complicado para o mundo científico
que poucos analistas optam por analisar as "gravíssimas"
conseqüências da superpopulação do planeta.

Então deve ser por isso que o Bush arranjou um processo
de eliminação de iraquianos e afegãos para tentar
equilibrar a explosão demografica mundial
A fraude eleitoral

Não ocorreram as eleições
e já conhecemos o resultado
pelas várias divulgações
do eleitorado auscultado

O apuramento geral
num universo restrito
dá a vitória afinal
a um candidato esquisito

Que como 1º. Ministro
Nunca soube aproveitar
muito dinheiro imprevisto
de subsídios a esbanjar

Vieram avultadas verbas
da Comunidade Europeia
foram aplicadas em lerdas
mas por gente não plebeia

Enriqueceram alguns
agora seus apoiantes
e nos efeitos comuns
tudo será como dantes

Todos os que menos podem
vão continuar a tinir
pois os outros que colhem
a vida vai-lhes sorrir

A farsa está instalada
neste acto eleitoral
por culpa da rapaziada
da comunicação social

Trazem o Cavaco ao colo
com intuito de o projectar
mas não vai sair incólume
vamos tentar contrariar

Temos pois que nos unir
todos quantos o não apoiam
não nos deixemos dormir
face aquilo que agoiram

sábado, janeiro 07, 2006

Os portugueses sobretudo os que não se querem deixar
estupidificar, vêm cada vez menos televisão

Foi hoje referido por um canal de televisão que os
portugueses estão a ver cada vez menos programas
televisivos, opção demonstrativa de que uns não estão
dispostos a ser estupidificados e outros de que existem
muitas outras melhores opções que a programação
oferecida pelos nossos 4 canais. E como a maioria dos
telespectadores ainda não dispõe de TVCabo é natural
que optem por outras alternativas para preencher o
seu lazer.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Cientistas descobrem proteína que pode
desencadear depressão
da France Presse, em Washington

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu
uma proteína que pode ter um papel importante para
desencadear estados depressivos, o que abriria caminho
para tratamentos de doenças mentais que afetam dezenas
de milhões de pessoas no mundo.

Esta nova proteína, chamada de p11, parece regular a
reação de células cerebrais à serotonina, substância cujo
nível está ligado às depressões mentais, disseram cientistas
da Universidade Rockefeller, do Instituto Karolinska
(Suécia), da Universidade de Rouen (França) e do laboratório
farmacêutico americano Eli Lilly. O trabalho aparece na
revista americana "Science", datada de 6 de janeiro.

Embora os especialistas já tenham estabelecido há algum
tempo uma ligação entre a serotonina e as depressões, eles
ainda não sabem o que provoca as doenças mentais que
atingem 18 milhões de americanos, ou o papel exato deste
neurotransmissor.

"Mostramos que a proteína p11 intervém nas mudanças
complexas múltiplas subjacentes às depressões", afirmou
o principal autor deste estudo, Per Svenningsson.

"Nossa descoberta mostra que os doentes depressivos,
assim como os ratos de laboratório nos quais induzimos
uma depressão, tinham todos uma clara diminuição do
nível desta proteína p11", completou. "Podemos concluir
que medicamentos que aumentem as proteínas p11 no
cérebro terão efeitos antidepressivos", acrescentou o
pesquisador.

Da Folha Online

É importante que se avance neste campo uma vez que
nos deparamos no dia a dia com cada vez mais doentes
depressivos e já não há pachorra para os aturar

quinta-feira, janeiro 05, 2006

O derrame cerebral sofrido por Ariel Sharon
na noite desta quarta-feira pode acabar com
as esperanças de vitória do Kadima, novo
partido de centro criado por ele há um mês e meio.

Previsões de enfraquecimento do partido foram feitas
pela maioria dos comentaristas, analistas políticos e
especialistas em pesquisas de opinião há cerca de duas
semanas, logo após o primeiro acidente vascular sofrido
por Sharon, no dia 18 de dezembro. Elas acabaram não
se concretizando, já que o derrame foi leve e Sharon
parecia ter se recuperado. Agora, no entanto, tudo
pode mudar.

De acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais, o
partido de Sharon receberia 42 das 120 cadeiras do
Knesset (o Parlamento israelense), o dobro do segundo
colocado, o Partido Trabalhista, com cerca de 20 cadeiras.
Mas sem Sharon, o Kadima perde sua "alma". Segundo
análise do jornal israelense Haaretz, o derrame de Sharon
é o fim da uma era. O fim de um dos líderes mais
populares da história de Israel.

Em dezembro, analistas políticos e especialistas ouvidos
pela BBC Brasil afirmaram que, caso Sharon não
demonstrasse melhoras em sua saúde, a queda do
Kadima seria inevitável.

O professor Shmuel Sandler, pesquisador do Centro
Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, da Universidade
Bar Ilan, em Tel Aviv, afirmou que o Kadima é visto
como "partido de um homem só", no qual a figura de
Sharon é central e ofusca quase totalmente os outros
integrantes.

Segundo Sandler, se o Kadima quiser sobreviver à
ausência de Sharon, terá que fortalecer o nome da "equipe
de primeira linha" do partido, como o ministro das
Finanças e agora primeiro-ministro em exercício Ehud
Olmert, a ministra da Justiça Tzipi Livni e o ministro da
Defesa Shaul Mofaz.

Rafi Smith, dono do Instituto Smith de Pesquisas de
Opinião, afirmou que o comportamento político do público
a longo prazo depende da capacidade de Sharon de voltar
a exercer o cargo de primeiro-ministro. Segundo ele, após
incidentes como um derrame cerebral, o público fica
indeciso e tende a esperar para ver o que acontece nos
dias que se seguem.

Para o pesquisador, caso o Kadima perca votos, eles
devem migrar principalmente para o Likud, o partido
abandonado por Sharon há um mês depois de
desentendimentos relacionados à política mais liberal do
primeiro-ministro em relação à retirada de assentamentos
e à criação de um futuro Estado Palestino. Afinal, foi do
Likud que Sharon tirou partidários quando fundou o
Kadima, em novembro.

Outra legenda que pode herdar votos é o Shinui, o partido
laico de centro que apóia as negociações de paz com os
palestinos enquanto despreza a influência dos religiosos
ortodoxos na vida nacional. O Partido Trabalhista, de
centro-esquerda, do ex-líder sindical Amir Peretz, também
pode sair ganhando.

Para o professor Shlomo Avineri, da Universidade Hebraica
de Jerusalém, qualquer especulação política após um evento
como um derrame derebral é irresponsável. Segundo
Avineri, a doença do primeiro-ministro não revelou nada de
novo. Afinal, todos sabiam que Ariel Sharon é um homem
idoso, à mercê dos contratempos naturais de uma pessoa de
quase 78 anos. O que mudou com os dois errames cerebrais,
no entanto, foi a percepção do líder enquanto uma figura
"forte e estável".

da BBC Brasil

Quem deverá estar a respirar de alívio são alguns
palestinianos que viram nele sempre um inimigo da
sua causa.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Os infalíveis ex-ministros das Finanças Ferreira Leite
e Bagão Félix, só estranham a forma de divulgação do
seu erro


Manuel Ferreira Leite a insigne economista do PSD não se
arrepende de ter tomado as medidas que tomou para
ultrapassar o défice e voltaria a tomá-las.
Quem lhe sucedeu na pasta, o não menos insigne Bagão
Félix ficou surpreendido apenas com o facto de pela
primeira vez vir o presidente do Tribunal de Contas
referir em conferência de imprensa o cometimento
dum enorme erro na avaliação das contas.
Além de não conseguirem um e outro admitir a sua
incompetência ainda se permitem criticar quem os avalia.

terça-feira, janeiro 03, 2006

O Pinochet madeirense voltou às alarvidades

Não reconhece competência à Comissão Nacional de
Eleições para o interpelar no seu feudo e muito menos à
Procuradoria Geral da República, para o accionar
judicialmente.
E como corajoso que é, vai se acoitar afirmou isso na
peça de reportagem, na sua imunidade política, isto é,
procedendo como outros militantes do PSD, os quais
sempre que se vêm confrontados com problemas
judiciais refugiam-se na imunidade para não serem
responsabilizados criminalmente. Que excelentes
exemplos dão estes tipos às novas gerações.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Mas afinal o que falhou na nossa democracia

Muito temos criticado
No âmbito do quadro político
Nenhum modelo copiado
Conseguiu tornar-se idílico

As apostas foram várias
Dos partidos constituídos
Uns não passaram de párias
Outros foram preteridos

Há quem pense ser possível
Encontrar outras soluções
Mas eu acho isso incrível
No seio das novas gerações

Isto vem pois a propósito
Duma recente iniciativa
Num apelo propositado
Para uma acção participativa

Desejo pois aos seus mentores
Que obtenham bons resultados
Mas não os julgo propulsores
De outros novos deputados

A partir de janeiro de 2006,
a Rússia assume a presidência
do G8, tornando-se
oficialmente
um membro
integral do 'clube'.
Uma
presidência que deve

trazer chances e riscos ao
mesmo tempo.

A Rússia nunca havia tido, até hoje, uma chance como esta:
tornar-se um membro integral do grupo das principais
nações industrializadas do mundo e, já no primeiro ano,
assumir a presidência deste. O fato tem importância não
apenas para o renome do país em termos de política externa,
mas abre também um leque de novas possiblidades.

Questões globais

Há muito que o Grupo dos Oito – G8 – passou de mero
círculo de discussão exclusivo a um fórum maior de debates,
onde são tratadas questões globais e decididas as manobras
de uma ordem mundial.

Em torno de cada encontro de cúpula do grupo, são
tomadas decisões políticas e o alcance dos assuntos
tratados é cada vez mais amplo. Hoje, já se fala no "clube"
sobre armas de destruição em massa, combate ao terrorismo,
questões ligadas ao meio ambiente e problemas econômicos.

Reputação política acima de tudo

Vladimir Putin, ao assinar Protocolo de KyotoPara Moscou,
divulga o ministério russo das Relações Exteriores, presidir
o G8 será a mais importante tarefa em termos de política
externa no ano de 2006. Quem, no entanto, tiver
expectativas de que surjam idéias ou novos impulsos para
solucionar os problemas mais agudos do mundo, pode ir
perdendo as esperanças.

Para a presidência russa – que não pode ser necessariamente
chamada de criativa – o que mais importa é a reputação
política. E o presidente Vladimir Putin pretende lustrar sua
própria imagem como anfitrião dos encontros do G8.

Enfim à mesa com os poderosos

A Rússia, que desde a derrocada da União Soviética anseia
um retorno à grandeza dos velhos tempos, subiu de posto:
da exclusão à mesa bem posta, onde os poderosos fazem
suas refeições.

É certo que quem fala em nome dos grandes deste mundo
não carrega a responsabilidade apenas por estes, tendo
também que suportar os olhares da opinião pública se
voltarem para suas próprias proezas e dificuldades.

Petróleo e gás movem relações com a UE

Protestos em Moscou, em frente à embaixada da Ucrânia
A Rússia vê a si mesma como um ator global, devido a
sua grandeza territorial e a seu passado, mas também
em função dos recursos energéticos inesgotáveis de seu
território. O suprimento de gás natural e petróleo são
usados não com pouca freqüência com fins políticos,
como se pode observar na briga entre o governo russo e
a Ucrânia.

Os recursos energéticos são, diga-se de passagem, o que
move as relações da Rússia com a União Européia, com
os Estados Unidos e com outros países. A política para
o setor energético e o combate ao terrorismo internacional
são também os assuntos que a Rússia pretende tratar na
presidência do G8. Aqui poderia-se evitar desavenças e
apostar nos pontos em comum.

Descompasso entre políticas externa e interna

Número de contaminados com o HIV aumenta no país
No entanto, a realidade é outra – e também muito
distinta do que insistem em aceitar alguns membros do
ilustre círculo do G8. Os anseios de poder em termos de
política externa não são compatíveis com a situação
dentro do país, governado por Putin de cima para baixo.

A burocracia dissemina-se pelo país, a sociedade civil se
mantém estagnada, não há mais uma oposição que possa
ser levada a sério e a sociedade está literalmente enferma
em função de males como criminalidade, problemas com
álcool e drogas, a redução drástica da expectativa de vida
nos últimos anos, bem como um crescimento estratosférico
da incidência de contaminação com o HIV.

Lucros só para poucos

Não importa para onde se olhe, há deficiências. Das novas
conquistas capitalistas e dos rendimentos com a venda de
gás natural, apenas poucos têm proveito. O resto do país
afunda-se na resignação e desconfiança. Isso para não falar
da ausência de progressos no processo mais que urgente de
democratização. Além disso, há ainda as crises regionais e
os processos de decadência geral.

Resumindo: a Rússia deve se envergonhar ao se comparar
com outros países do G8. Estes, por sua vez, não podem
simplesmente fechar os olhos. Está mais do que na hora
de confrontar o presidente Putin com estas questões.

"Bem-vindo ao clube". Até soa bem. Quem quer participar
dele, precisa certamente obedecer às regras do jogo.
Quem, além disso, ainda quer dirigir o grupo, precisa ter
um comportamento exemplar.

da Deutsche Welle

Claro que estando vários paises europeus dependentes
do gás natural russo convém-lhes as boas graças com
Putin, daí esta ascensão tão rápida.

domingo, janeiro 01, 2006

Internet pode viciar e se tornar problema
psiquiátrico

da Efe, em Nova York

Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e
cigarro, outros são viciados em internet, fenômeno que
especialistas americanos consideram um "problema
psiquiátrico".

A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como
"distúrbio de adição à internet", e estima-se que entre
6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos
usuários de computador padecem do mal.

Também chamado e "internet-depenência" e
"internet-compulsão", esse vício é verificado através de
um comportamento de uso da internet que afeta a vida
normal, causando estresse severo e afetando o
relacionamento familiar, social e profissional.

Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao
computador navegando na internet, enviando mensagens
eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser
considerado doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo
especialistas.

A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de
serviço especializado em vício em computador/internet
da Universidade da Pensilvânia, verificou que um os
principais sintomas do distúrbio a constante preocupação
por "estar conectado", assim como mentir sobre o tempo
que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo
visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social,
dor na coluna e aumento de peso.

Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na
área, "se o padrão de uso da internet interfere no cotidiano
ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e
com amigos, há algum problema".

Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o
Centro de Adição Online, onde há um grupo de apoio a
"cyberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações
amorosas, pornografia ou apostas via internet. Para
Kimberly, os "cyberadictos" preferem o prazer
temporário a relações íntimas e profundas.

"A infidelidade via internet é o maior problema que
tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram
são indivíduos ou parentes que sofrem suas seqüelas',
comentou Kimberly, autora de "Caught in the Net"
(capturado pela rede).

Os viciados em internet costumam, segundo os
especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a
perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta
o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir
da realidade e se refugiar na rede.

Segundo Hilarie Cash, os cyberadictos tendem a padecer
de outros males psicológicos como depressão e ansiedade,
ou a superestimar problemas familiares e conjugais. E,
de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras
especializados em internet-adição, mais de 50% dos
viciados na rede também são dependentes de drogas,
álcool, tabaco ou sexo.

Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que
não se pode colocar a internet no mesmo patamar que
as drogas e o tabaco. "A internet é um meio de
comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento
e dependência', ponderou a psicóloga Sherry Turkle,
autora de "Vida na tela: identidade na Era da internet".

Sem pretender desvirtuar as conclusões deste estudo
parece-me existir aqui um enorme exagero ao comparar
o vício pela internet a qualquer um dos outros referidos
no post.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Mas que frustração

É verdade. A aposta que fiz no euromilhões resultou
em nada por isso o meu réveillon foi uma autêntica
frustração. Nunca em tantas apostas consegui um tão
mau resultado.


Após o hesitante mandato
do Reino Unido diante do
blocoeuropeu, os austríacos
assumem a presidência do
Conselho da UE por seis
meses. Sob o lema: 'Mais
confiança, mais clareza,
mais impulso'.

Sucedendo Luxemburgo e o Reino Unido, a Áustria
assume, em 1º de janeiro de 2006, a presidência rotativa
do Conselho da União Européia pelos próximos seis meses.
Presidir os diversos conselhos de ministros e cúpulas da
UE permitirá ao país estabelecer seus próprios focos
temáticos nas discussões do bloco – ao lado dos temas
atuais.

A ministra austríaca das Relações Exteriores, Ursula
Plassnik, sintetiza em três desejos suas expectativas
para o primeiro semestre de 2006: "Mais confiança,
mais clareza e mais impulso".

Depois do orçamento, de volta aos grandes temas

O chanceler federal da Áustria, Wolfgang Schüssel,
comenta que após o consenso sobre o orçamento da UE
até 2013 (alcançado durante o encontro de cúpula de
Bruxelas, em meados de dezembro), estaria na hora de
voltar-se para os grandes temas: a Constituição do bloco,
sua razão de ser e os limites da ampliação.

O político conservador acrescenta que uma repetição do
debate financeiro de 2005 seria um "suicídio" para a UE.
Esta necessita de fontes próprias de impostos e
financiamento, para não mais depender da misericórdia
de chefes de Estado e governo.

José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão da
UE, partilha desta opinião: "Acho que podemos entrar
em 2006 com mais otimismo, concentrar-nos em coisas
mais importantes para nossos cidadãos, ou seja,
crescimento e oportunidades de trabalho".

A Constituição da UE

'Constituição da UE: muuu!'A Áustria pretende reaquecer
a discussão sobre a constituição da UE, rejeitada em
plebiscito pela população da França e da Holanda.
"Nessa questão, não chegaremos a nada com táticas
cosméticas. Assim não faremos jus à dimensão do tema",
afirma Plassnik.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, já se
pronunciou contra mudanças no texto da Constituição,
já ratificado pela Alemanha. A democrata cristã defende
uma declaração suplementar relativa a aspectos sociais.

Porém a Áustria não apresentará receitas prontas,
adverte Plassnik: seu país pode, no máximo, propiciar
um bom terreno para o debate constitucional. Uma
nova rodada pela ratificação só será possível após novas
eleições na França e na Holanda – portanto não antes
de 2007.

"A expectativa de que agora agiremos sozinhos como
prestidigitadores, ou diretores criativos da Europa, não
se realizará. Pelo contrário, abordaremos essa tarefa
com um olho no que é realizável", declarou a ministra
austríaca.

O problema turco

Mulheres turcas numa feira em VienaDo ponto de vista
da política externa, a Áustria pretende, enquanto
presidente da UE, manter o foco nos Bálcãs.
A proximidade geográfica e histórica entre o país e a
península no sudeste europeu já explica essa opção.
Da Croácia à Macedônia, os países balcânicos precisam
ser integrados à UE, cada um a seu modo.

Plassnik combateu durante longo tempo as negociações
para o ingresso da Turquia no bloco europeu, um passo
que, no entanto, a UE finalmente decidiu dar em outubro
passado. A ministra ainda não sabe dizer se será
justamente seu país a encerrar as primeiras negociações
práticas com Ancara:

"Ainda é muito cedo para julgar se inauguraremos a
primeira rodada de conversações já no primeiro semestre",
esquivou-se a ministra. Antes de tudo, é necessário
aguardar para ver se a Turquia implemetará a união
alfandegária com a UE, reconhecendo o Chipre como
país-membro.

Caso isso não aconteça, a Áustria está mais do que
disposta a transferir o tema Turquia, internamente
tão controverso, a sua sucessora na presidência da UE.
No segundo semestre do ano, é a Finlândia que assume
o posto.

Da Deutsche Welle

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Troco a melhor passagem de ano por uma melhor
habilitação ao euromilhões

Já sei. Muita gente com enormes posses está ou já fez o
mesmo gastando dinheiro em vários boletins. E como a
sorte normalmente não contempla aqueles que mais
investem no jogo, mas sim aqueles que por ela são
bafejados, não há razão nenhuma para alimentar
experanças.
Pouco me importa se mais uma vez vou contribuir com
a minha quota parte para os prémio dos contemplados
no próximo sorteio. Deste vez vai ser assim. Sempre
ouvi dizer que quem não arrisca não petisca e eu gostava
de ter o prazer de distribuir por alguns necessitados não
umas migalhas, mas algo que os pudesse confortar
durante algum tempo para poderem ao menos desfrutar
de algo a que não estão habituados há bastante tempo.
E ilusão vai durar até amanhã para depois chegar à
conclusão que mais uma vez e desta forma mais
penalizante não consegui atingir o meu objectivo o qual
seria contemplar sem alardes de qualquer tipo algumas
pessoas que vivem miserávelmente.

quarta-feira, dezembro 28, 2005


O homem mais rico
do mundo, Bill Gates,
sua mulher, Melinda, e
o cantor Bono foram
eleitos "Personalidades
do Ano" pela revista
americana Time.


A publicação afirmou que o casal Gates e o vocalista do
U2 foram escolhidos por seus esforços em diminuir a
pobreza e melhorar as condições de saúde no mundo.

"Por terem sido perpicazes no empenho de fazer o
bem, por convencerem políticos e reestruturarem a
justiça, por fazerem da compaixão algo mais penetrante
e da esperança uma estratégia, e depois por conseguirem
fazer com que todos nós os seguíssemos, Bill Gates,
Melinda e Bono são as 'Personalidades do Ano' da Time",
diz um editorial da revista, que deve chegar às bancas
nesta segunda-feira.

A publicação elogiou o casal Gates por ter construído
a maior organização de caridade do mundo, a Fundação
Bill e Melinda Gates, e ter "feito doações em dinheiro
mais rapidamente que qualquer outra pessoa".

Segundo a Time, em 2005, a entidade conseguiu salvar
cerca de 700 mil vidas em países em desenvolvimento
ao financiar programas de vacinação. Além disso, a
fundação doou computadores para dezenas de milhares
de bibliotecas e patrocinou um grande fundo para bolsas
de estudo.

Bill Gates, que é fundador da gigante de informática
Microsoft, tem uma fortuna pessoal avaliada em US$
46,5 bilhões. Neste ano, ele liderou mais uma vez a lista
dos mais ricos do mundo da revista Forbes.

Bono

Já o cantor Bono, vocalista da banda irlandesa U2,
destacou-se por seus esforços na luta contra a pobreza,
segundo a Time.

"Bono seduziu, intimidou e até fez chantagem emocional
para fazer com que os líderes dos países mais ricos do
mundo perdoassem uma dívida de US$ 40 bilhões dos
países pobres", afirmou a revista.

Os ex-presidentes americanos George Bush e Bill
Clinton foram eleitos os "Parceiros do Ano" por seus
esforços humanitários depois da devastação provocada
pelo tsunami na Ásia e pelo furacão Katrina no sul dos
Estados Unidos.

Influência

A Time publica um edição especial com a Personalidade
do Ano desde 1927.

A revista diz ter como objetivo "escolher a pessoa ou as
pessoas que mais influenciaram as notícias e as nossas
vidas, para o bem ou para o mal".

No ano passado, o "prêmio" ficou para o presidente dos
Estados Unidos, George W. Bush. Em 2003, a revista
homenageou "O Soldado Americano".

O líder nazista Adolf Hitler ganhou em 1938. Em 1979,
o eleito foi o supremo líder do Irã, o aiatolá Khomeini.

Da BBC Brasil

Confesso que o destaque de Bono é muito mais merecido
do que o de Bill Gates, embora não deixe de ser louvável
a sua ajuda através da sua fortuna pessoal.
Schwarzenegger é "exterminado" de sites
austríacos

da Folha Online

O "Exterminador" foi "exterminado" em sua terra natal.
Nesta terça-feira, um dia após ter seu nome retirado de
um estádio da cidade de Graz (vizinha à sua cidade natal,
Thal), Arnold Schwarzenegger teve seu nome retirado
dos sites de referência da cidade, a segunda maior da
Áustria.

No início do mês, o atual governador da Califórnia
solicitou às autoridades austríacas que removessem seu
nome do estádio e que parassem de usar sua imagem
para promover a cidade. Teria sido uma reação às fortes
críticas que sofreu por se recusar a anular a pena de
morte de Stanley "Tookie" Williams, executado em 13 de
dezembro no Estado governado por ele.

Para muitos, Schwarzenegger, sabendo que seu nome
seria retirado do estádio devido às críticas, apenas se
antecipou para evitar um constrangimento maior.

Entre domingo e segunda-feira últimos, as autoridades
retiraram do estádio o grande letreiro de metal com o
nome de Schwarzenegger, que ali estava desde 1997.
Hoje, as referências a ele foram removidas do site da
cidade (http://www.graz.at) e de páginas correlatas,
como a que trata do cenário esportivo da região.

"Tudo foi apagado", disse Thomas Rajakovics,
porta-voz do prefeito de Graz, Siegfried Nagl, citado
pela agência Associated Press. O ex-ator também
devolveu um anel de honra que havia recebido da
cidade em 1999. O lema oficial de Graz é "A Cidade
dos Direitos Humanos".

Atitude muita digna esta dos austríacos. Mais
importante que Schwarzenegger, são todas as
vítimas que ele não indulta da pena de morte.

terça-feira, dezembro 27, 2005

A argolada do Cavaco

Hoje não se tem ouvido outra coisa que não sejam mais
uma vez a confirmação de que Cavaco Silva está a
confundir a função da Presidente exercer para cujo cargo
concorre com o de 1º. Ministro. Esta tentativa de
usurpação de poder pode custar-lhe muito caro
e espero bem que sim.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

O ritual do disparate

Todos os anos é sempre assim e pelos vistos assim irá
continuar. Na quadra de Natal é costume reunirem-se os
elementos de família mais chegada o que não deixa de ser
um encontro agradável que só se repete no conjunto das
mesmas pessoas no ano a seguir. Até aqui nada de
criticável parece existir, só que esta reunião que se prolonga
para lá da meia-noite, é essencialmente preenchida com a
ingestão de alimentos extremamente calóricos, que,
com excepção do bacalhau cozido com batatas e hortaliça,
os fritos, doces e outras iguarias que constituem a ceia do
Natal, contribuem para além das bebidas com que se
acompanham os alimentos comestíveis, para empanzinar
todos os participantes. Começando o ritual no jantar e
ceia do dia 24, acabando no dia 25 por vezes com algumas
dores de cabeça, mal-estar de estômago e até perturbações
na vesícula e fígado tudo isso graças aos efeitos produzidos
pelos excessos cometidos alguns dos quais quando utilizados
ao volante dum automóvel, chegam a representar um elevado
risco para os ocupantes acontecendo mesmo nalguns casos
mortes por acidente de viação. E isto repete-se anos a fio
porque a sociedade convencionou que Jesus nascido tão
pobremente que teve de ser aquecido pelo bafo dos animais
do estábulo acharam por bem comemorar este acontecimento
bíblico, empanturrando-se de comer e de beber até ao ponto
de lhes causar indisposições. Não estaremos afinal
perante um ritual do disparate, parece-me bem que sim.

domingo, dezembro 25, 2005

Está prestes a acabar

Está prestes a terminar
O Natal deste ano
A muita gente vai faltar
Dinheiro para o fim do ano

A euforia foi visível
Nas áreas de comercialização
O negócio foi possível
Mesmo em tempo de recessão

Não é pois compreensível
Este fenómeno consumista
Numa atitude irreversível
De quem anda a dar nas vistas

Muitos não se querem privar
De festejar a passagem de ano
Vão-se mesmo aperaltar
Nos restaurantes dançando

Depois surgem os lamentos
De quem não sabe controlar
Os seus escassos proventos
Que nem chegam para o lar

Entram pois no novo ano
Aumentando a sua divida
Nem se lembram estar gastando
Duma forma desmedida