sábado, novembro 01, 2008

O PCP que até há pouco tempo subia nas intenções de voto, face às suas manobras de desestabilização está a descer

E por isso jogou a sua última cartada, utilizando a estrutura militar, que nestes últimos dias e através dos seus oficiais superiores tem manifestado o seu descontentamento face às reformas que o poder político tem implementado no seio das Forças Armadas. Ora sendo como todos sabemos este momento absolutamente inoportuno face à crise económica do País só se pode entender esta atitude de alguns oficiais superiores das forças armadas, como um acto político a soldo do PCP e não uma reivindicação do sector. Até porque os portugueses têm a noção de que na situação actual em que os três ramos das Forças Armadas possuem um reduzido número de efectivos, não é compreensível que se continuem a promover os oficiais de carreira porquanto se avaliarmos os número de oficiais superiores dos respectivos quadros militares e dos que se encontram em situação de reserva e aposentação, concluiremos pela existência dum número excessivo o que representa um encargo elevado para o Orçamento do Estado tendo em vista a remuneração paga mensalmente aos oficiais superiores das Forças Armadas. Não tenho a mínima dúvida que o tenente coronel Vasco Lourenço que ontem referiu perante as câmaras de televisão estarem a ser o "capacho" do poder político, que muitos poucos portugueses daqueles que no 25 de Abril aplaudiram o derrube da ditadura fascista de Salazar/Caetano, encontrem agora o mesmo "eco" junto da população no reconhecimento de terem razão nas suas reivindicações inoportunas face ao actual momento de crise económica que como sabemos está a afectar a maior parte dos portugueses de menores recursos. Claro está que esta manifestação de descontentamento apareceu na sequência da mesma atitude assumida pela classe dos sargentos que, tal como acontece com a classe de oficiais são mais que muitos e também querem progredir na carreira.

5 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Raul
Tudo serve como arma de arremesso a uma oposição que, ao invés da crítica construtiva, utiliza o bota abaixo com vista a retirar dividendos.
Enquanto a politica se resumir à desonestidade intelectual teremos sempre dificuldade em separar o trigo do joio por muito que pretendamos estar esclarecidos.
Quanto ao caso concreto das forças militarizadas não o conheço muito bem mas pelo que dizes é mais um caso paradigmático do que atrás afirmo.

Abraço

Å®t Øf £övë disse...

Raúl,
É ver quem consegue mamar mais. Se repararmos não são as forças militares que estão a reclamar, mas sim os oficiais, porque os soldaditos, estão calados, e sabem que não terão direito a nada.
Abraço.

AN disse...

É aquilo que têm dito dos Funcionários Públicos que colocaram na mobilidade
Ver
http://mobilizados.blogspot.com

PreDatado disse...

Caro Raul tenho dúvidas que a sua análise seja objectiva no que diz respeito à liderança do PCP neste processo. Tanto quanto me apercebi pelas reportagens na TV os mais activos e contestatários eram militares muito próximos dos ideais do falecido Melo Antunes e do próprio Partido Socialista. Não reparou nisso?

contradicoes disse...

Olhe que não meu caro Alves Fernandes. Com excepção do Vasco Lourenço que é um dissidente do PS alguns dos generais que estão indignados e descontentes situam-se muito à esquerda do PS. De qualquer forma insisto não é compreensível esta manifestação de descontentamento por parte dos oficiais dos três ramos das Forças Armadas porque como sabemos e embora o ministro da Defesa tenha afirmado não serem funcionários públicos o que efectivamente não são, mas são pagos pelo erário público e quanto às suas grelhas salariais nem sequer são os que estão pior pagos, pois existem generais na situação de reforma a ganharem de pensão mensal mais de 6.000 euros.