quinta-feira, junho 25, 2009

Recebida por email achei interessante e por isso divulgo

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe em São Paulo, após um noticiário
na TV:


De mãe para mãe...

'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a
transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão
em São Paulo para outra dependência prisional no interior do Estado de São
Paulo.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das
dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de
outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi
que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você,
contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de
Direitos Humanos, ONG's, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero,
com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a
distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas
que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto,
inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da
família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que
desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou
cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava
durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo
carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na
sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...

Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa,
pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu
querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se
encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas
'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto,
e talvez indicar quais "Os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de
vergonha) inversão de valores que assola o Brasil, Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

1 comentário:

O Patinho Feio disse...

Boa noite, "Contradições"

"No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas
'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto,
e talvez indicar quais "Os meus direitos"."

Essa foi a parte de que gostei mais.
É verdade. Se uma pessoa é muito trabalhadora e cumpridora e boa pessoa, quando lhe acontecer algo terrível em que fique sem nada e na desgraça, sem ser por culpa dela, essa pessoa HOJE EM DIA não recebe a ajuda de ninguém nem de nada.

Já se uma pessoa se puder dar como (ex-)drogada, (ex-)alcoólica ou (ex~)doente mental, (quantas vezes sendo alguém que poderia trabalhar e cujo problema número um é a preguiça) abundam as ajudas e as possibilidades.

Cumprimentos