quarta-feira, setembro 20, 2006

Já se tornou lugar comum neste País contestar por tudo e por nada

Foi recentemente anunciado pelo Ministro da Saúde o alargamento das taxas moderadoras ao internamento hospital e como não podia deixar de acontecer apareceram logo as contestações algumas das quais de muita gente que nem sequer sabe que numa urgência hospitalar existe muita gente que não paga rigorosamente nada. Já tenho referido isso que nunca tive médico de família e a mãe dos meus filhos acerca de 3 ou quatro anos também deixou de ter porque a sua médica de familia se aposentou e não foi substituída. Fui desde que foram instituidas as taxas moderadoras, talvez umas três vezes à urgência do hospital em circunstâncias em que não tive alternativa. Dessas três vezes apercebi-me pelas pessoas que estavam à minha frente no guichet de atendimento que houve sempre algumas que ficaram isentas do pagamento de qualquer taxa e foram igualmente atendidas.
A gratuidade julgo que se justifica para pessoas de muito baixos recursos mas não se entende que a mesma regra seja aplicada a outros cujos rendimentos são francamente
superiores aqueles que efectivamente beneficiam da isenção. Temos de ser conscientes e perceber que o País não tem condições económicas para proporcionar
indiscriminadamente a toda a sua população, independentemente de ter ou não recursos, gratuidade na área da educação e da saúde, porque isso é utopia. A nossa realidade não o permite. Por isso e porque defendo a protecção dos mais necessitados não discordo de medidas governamentais que visem acabar duma vez por todas com benefícios indiscriminados para toda a população ou seja para os que podem pagar e os que não podem.

1 comentário:

Sofocleto disse...

Estou absolutamente de acordo. Quem tem condições para pagar, paga. Os que não têm, não pagam. Não faz sentido que os impostos dos que ganham menos sejam utilizados para pagar as taxas moderadoras dos que ganham mais.