domingo, outubro 08, 2006

O uso e abuso na apresentação de atestados médicos utilizados pelos trabalhadores da administração pública, são uma pratica corrente

E a contribuir para isso está a ligeireza com que qualquer médico atesta por sua honra
existir essa incapacidade.
São sobretudo os do foro neurológico a quem se recorre mais frequentemente porquanto será muito difícil ou quase impossível desmascarar a inexistência dum esgotamento cerebral ou uma qualquer perturbação motivada por questões de foro intimo ou até profissional do trabalhador que muitas vezes recorre a esse tipo de estratagema para se furtar ao trabalho durante meses a fio. Isto sempre aconteceu com uma larga percentagem de trabalhadores da administração pública, já houve várias tentativas de governos anteriores para por fim ao uso e abuso do atestado médico, mas o resultado foi infrutífero.
Este governo vai tentar que a partir de agora sejam os Centros de Saúde através do respectivo médico de família a atestar da incapacidade temporária dos trabalhadores da função pública. Tenho muitas dúvidas que esta tentativa resulte porquanto esse modelo é utilizado para os trabalhadores do regime geral e é com alguma facilidade que estes obtêm do seu médico de família uma baixa temporária para tratamento até duma simples constipação.

5 comentários:

augustoM disse...

Pois é Raul, o médico é preso por ter cão e por o não ter. Na dúvida, o melhor é sempre passar o atestado. A baixa já é uma instituição nacional.
Um abraço. Augusto

Carmem L Vilanova disse...

Amigo, gracas tambem a ti, o Eu Sei Que Vou Te Amar competa mais um ano de vida... Parabens a ti, e muito obrigada pelo carinho, pela cumplicidade, pela amizade e partilha destes 2 anos de existencia, com vontade de muitos mais...
Beijos muitos!

cumixoso disse...

Oh Amigo Raul, eu sou dador de sangue e choca-me ouvir que há FP's (funcionários publicos) que dão sangue 10 vezes por ano.

contradicoes disse...

Dessa justificação não tinha eu ainda
conhecimento, mas registei, meu caro cumixoso

Quintanilha disse...

É vergonhoso!
Penso que alteraram agora a lei, ou aprestam-se para alterar!