quinta-feira, maio 10, 2007

O meu jantar foi desagradávelmente preenchido com parte da transmissão do Eurofestival da Canção

E mesmo sem fazer por isso acabei por assistir à canção da nossa representação. Mas sinceramente o nome da interprete que me lembra a marca dum limpa-migalhas a Sabrina, teve um desempenho semelhante ao dos cantores pimba contratados para abrilhantar as festas e romarias promovidas pelas juntas de freguesia e câmaras municipais e que por sinal têm um enorme êxito e são muito aplaudidos pelas massas populares que aos locais se deslocam para assistir a estas actuações gratuitas e lhes proporcionam jantar nas barracas dos comes e bebes e ganhar uns prémios nas tombolas e nas rifas. Mas muito sinceramente tenho sérias dúvidas do posicionamento da canção que representa o nosso país interpretada pela Sabrina, que não é nenhum limpa-migalhas.

7 comentários:

Paula Raposo disse...

Por vezes é melhor nem ligar a televisão...

PintoRibeiro disse...

Percebo.
Bom fim de semana e um abraço.

Opintas/Bernardo Kolbl disse...

Sabrina, era uma personagem de um filme antigo, acho...
Boa noite, bom fim de semana e um abraço.

Emiele disse...

Claro que era, Pintas, e bem antigo - um filme de 1954 do Billy Wilder com a Audrey Hepburn e o Humphrey Bogart. Depois creio que fizeram uma reprise mas já não sei com quem. Mas é verdade que o nome Sabrina acabou por se popularizar ligado àquela coisa que não é bem vassoura mas é da família…
Também acabei por ver um bocado por pressão familiar, alguma curiosidade, não pela nossa cantiga mas pelo resto da concorrência. Aquilo, tal como está, até parece que a música é o menos importante, o espectáculo é que conta, as vestimentas, a coreografia, essa coisa toda.
Não me convenceu. Mesmo nada! Tive saudades dos tempos áureos das nossas canções com letra do Ari dos Santos. Podíamos não ganhar mas eram canções dignas, limpas, honestas, bem cantadas. Não era esta macacada.

Emiele disse...

Este comentário foi um pouco amargo, mas há dias onde me sinto velha mas satisfeita de o ser
:)

contradicoes disse...

Recordar é viver cara Emiéle embora seja como efectivamente afirma, a conquista do título sempre nos fugiu mas as letras do saudoso Ary dos Santos que eram musicadas para concorrer ao Festival da Eurovisão eram muito interessantes. Mas agora é assim tudo muito parecido tudo muito igual.
Sinais dos tempos minha cara amiga.

Quintanilha disse...

O Festival já não é o que era. Antigamente quase, parava o país!