sexta-feira, julho 13, 2007

Governo federal quer eliminar estabilidade no emprego público

O governo pretende aplicar regras do sector privado para o funcionalismo público, eliminando, por exemplo, a estabilidade no emprego, segundo reportagem da Folha hoje
(íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).

As mudanças constam de uma proposta enviada ao Congresso, que permite gestão de sectores do Estado por meio de fundações de direito público ou privado. As novas regras valeriam para hospitais e outras áreas como a TV pública, ciência e tecnologia e previdência complementar de servidores. O governo argumenta que a mudança agilizará a administração e premiará bons servidores.

Em outra reportagem da Folha, o presidente do CNS (Conselho Nacional de Saúde), Francisco Baptista Júnior, afirma que a proposta "terceiriza" a administração dos hospitais e não resolve os problemas do SUS (Sistema Único de Saúde). Ele ameaça entrar com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei no STF (Supremo Tribunal Federal).

A proposta é mais uma das ações do governo federal que busca mudar as regras para o funcionalismo público. A Casa Civil prepara um projecto de lei que dificulta a realização de greves pelos servidores. O ante-projeto prevê multa de até R$ 30 mil por dia para sindicatos que deflagrem greves consideradas ilegais pela Justiça e cria a categoria de serviços públicos essenciais inadiáveis.

No mês passado, o governo Lula mandou cortar o ponto dos dias parados dos funcionários em greve no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Servidores do Incra conseguiram liminar na Justiça garantindo o pagamento dos salários, mas a decisão foi suspensa pela Justiça Federal nesta semana.

Em maio, o presidente havia dito que, sem o desconto, as greves dos servidores são iguais a férias.

da Folha Online

Ora aqui temos o Brasil a copiar as novas regras que o Governo português está a implementar para a Função Pública. Vou estar atento a como vão evoluir as medidas que o governo de Lula vai aplicar no seu país.

6 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Nao creio que esta situaçao no Brasil evolua... há muitos anos e há muitos governos vemos a mesma coisa... muito se fala, pouco se faz... mas vamos ver.. quem sabe?!
Um lindo fim de semana para ti, caro amigo!

Rouxinol disse...

Meti-te numa corrente literária.

Abraço =)

PintoRibeiro disse...

Curioso.
Bom fim de semana, abraço.

Å®t_Øf_£övë disse...

Raul,
Gosto e desgosto com gosto... e especialmente hoje gostava que passasses no "About Last Night"...
Abraço.

Valéria Mendez disse...

esse é um erro crasso-o Brasil não pode ser governado como um país europeu,tem as suas especificidades ...Quanto a Portugal às vezes penso se estaremos mesmo na Europa.É que aquelas mariquices do cartaz a dizer mal do ministro,do outro que falou mal e alguem ouviu...bem...nem aqui na Madeira!!!!Pelo amor de Deus.Socrates desiludiu-me tanto!!!
Para mim até hoje foi o pior primeiro ministro que teve Portugal. E o melhor foi M.Lourdes Pintassilgo.Pena que não continuou...

pilão disse...

Olá espero que isso não aconteça.
Um abraço do João