segunda-feira, março 13, 2006

O Ministro das Finanças volta à carga com o papão da
falência da Segurança Social

Já havia escrito num post anteriormente publicado que
tenho sérias reservas acerca das reais intenções destes
gestores que saltam das instituições financeiras privadas
para o exercício de funções públicas. Está de certo modo
provado que esta promiscuidade instalada na política tem
sido sobretudo benéfica para a Banca que neste último ano
registou lucros que ultrapassaram largamente qualquer
expectativa. Já o anterior titular, Bagão Felix oriundo
duma instituição financeira privada tinha insistido nesta
possibilidade, incentivando mesmo que o trabalhadores
melhor remunerados passassem em alternativa a fazerem
Planos de Poupança Reforma. Nenhuma dessas tentativas
resultou e recentemente foi noticiado que os trabalhadores
continuavam a preferir fazer os seus descontos para a
Segurança Social. Pois hoje o Ministro das Finanças voltou
à carga anunciando a provável falência do sistema daqui
a 10 anos. Mas este senhor esquece-se que nós também
temos capacidade de raciocínio e embora saibamos que o
encargo com as reformas continua a ser elevado, tendo nós
uma população maioritariamente idosa, ela tem sido reduzida
expressivamente através do seu perecimento. Até há bem
pouco tempo tive o cuidado de reparar que a capela onde
ficam os corpos em camara ardente, num local, nem por isso
com uma grande densidade populacional, todos os dias se
registavam óbitos havendo mesmo alguns com dois corpos
de gente idosa e aposentada. Esta referência visa
demonstrar que com o registo deste acontecimento, a
Segurança Social, vai ficando aliviada do elevado encargo
com o pagamento das pensões à medida que vão
desaparecendo os seus beneficiários. Para terminar. No dia
em que falir a Segurança Social, o que acontecerá ao próprio
Estado.

1 comentário:

H. Sousa disse...

Caro Raul, estou a preparar um post sobre a segurança social. Nada de profundo, mas talvez mordaz. Fico com a ideia que julgo principal e com a qual também concordo. Para que serviria o Estado então? São tão cretinos que nem vêem que estão a cavar a própria sepultura.