terça-feira, fevereiro 28, 2006

Formas diferentes de lidar com uma epidemia grave

Em Angola, registou-se por mais duma vez, no período da
colonização portuguesa, surtos de cólera sendo que o último
havia sido no ano de 1972. Na altura as autoridades sanitárias
da administração colonial souberam sempre lidar com esta
epidemia, que embora fazendo algumas vitimas, a situação
foi sempre controlada nunca tendo sido necessário recorrer a
ajuda externa.
As estruturas sanitárias deixadas pela administração colonial
foram duma maneira geral destruídas pela guerra civil e
curiosamente a maioria dos técnicos de saúde que faziam
parte dos seus quadros vieram-se embora no período da
descolonização porque obviamente não acreditaram no
futuro daquele País.
O governo angolano nunca se mostrou sensível quanto às
carências mais elementares do seu povo e as crianças
morrem da forma mais primária ou seja de fome, tendo
aquele País grandes recursos naturais que estão a ser
explorados por companhias estrangeiras que entregam,
segundo foi em tempos denunciado, parte dos lucros ao
Presidente e aos capangas que o apoiam.
Para além da fome as epidemias que já haviam sido
debaladas nos últimos anos da administração colonial
regressaram de novo a Angola, porque não existem
campanhas de vacinação nem qualquer outra forma
profiláctica de evitar os surtos que existem presentemente.
Em Angola está instalado desde a sua independência, um
regime ditatorial liderado por Eduardo dos Santos e o
Jonas Savimbi porque tinha consciência disso, nunca o
aceitou e tentou sempre parar a sua manutenção que já vai
em quase 31 anos e não se vislumbra quando irá terminar,
pois que como este regime é apoiado pelo Bush e este não
não está muito interessado em ali institucionalizar a
democracia, este regime irá continuar.
Não foi para isto que os angolanos se sublevaram em
Fevereiro de 1961, com o intuito de obterem a sua
independência. Os promotores da descolonização são os
responsáveis morais pelo sofrimento do povo angolano.
Que a consciência lhes seja pesada, face a tantas vitimas

5 comentários:

Marco disse...

Enquanto aquele homem estiver no poder em Angola, nunca sairão da miséria profunda.

rui disse...

o problema é que o savimbi não era flor que se cheirasse...
com alternativas assim não há hipótese...

Freddy disse...

Cólera foi no outro dia o Porto a perder daquela maneira...

Marco disse...

Caro Rui, desconheço se o Savimbi era bom, mau, melhor ou pior, mas pelo menos fazia com que de vez em quando se falasse em Angola. Agora não se fala e a miséria continua.

contradicoes disse...

O Savimbi que foi transformado no mau da fita dada a situação de desespero em que entrou ao perceber que a sua luta não teria qualquer êxito, porque a dada altura lhe faltou a logística acabando por cometer genocídio do proprio povo angolano, diferenciava-se bastante do Eduardo dos Santos. Nunca viveu faustuosamente bem pelo contrário vivia na mata, sujeito a tudo do pior que ela proporciona, juntamente com os seus guerrilheiros. E foi abatido com a conivência do exército
português, sem que a sua morte tivesse representado um enorme beneficio para o povo angolano.