sábado, fevereiro 04, 2006


Manifestantes sírios
colocaram fogo nas
embaixadas da Dinamarca
e da Noruega, em Damasco,
neste sábado, em protesto
contra a publicação de
charges do profeta Maomé.

Além de abrigar a embaixada da Dinamarca, o prédio atacado
também abriga as embaixadas do Chile e da Suécia na Síria.

Segundo a agência de notícias Reuters, a embaixada
dinamarquesa estava fechada no momento do incidente,
mas ainda não está claro se ela estava completamente vazia.

Clique aqui para assistir a uma reportagem sobre o incidente.

Os manifestantes também atacaram a embaixada da Noruega
em Damasco, atirando pedras e incendiando o local.

A polícia síria diz que está usando gás lacrimogêneo para
tentar dispersar a multidão.

Também neste sábado, o presidente do Irã, Mahmoud
Ahmadinejad, disse que o governo do país vai considerar se
cortará relações comerciais com países de jornais que
publicaram as charges.

As charges apareceram inicialmente no jornal
dinamarquês Jyllands-Posten em setembro e foram
posteriormente republicadas por jornais de países como
Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – todos dizendo
estar exercendo seu direito à livre expressão.


O editor de um jornal jordaniano que republicou as
charges que ofenderam muitos muçulmanos foi preso
neste sábado.

Jihad Momani já havia sido demitido na sexta-feira e foi
acusado de insulto religioso de acordo com a lei de imprensa
do país.

O jornal em que Momani trabalhava, Shihan, publicou
três das charges e um editorial que questionava se os
protestos realizados por muçulmanos era justificado.

"Muçulmanos do mundo todo, sejam razoáveis", escreveu
Momani. "O que traz mais preconceito contra o Islã, essas
charges ou fotografias de seqüestradores cortando a
garganta de um refém ou um homem-bomba que se explode
durante uma cerimônia de casamento em Amã?".

Em carta de desculpas após sua demissão, Momani disse
que não tinha a intenção de ofender ninguém.

Ainda neste sábado, o Vaticano criticou a publicação das
charges. Por meio de seu porta-voz, Joaquin Navarro-Vals,
disse que o direito à liberdade de expressão não implica no
direito de ofender crenças religiosas.

"É necessário ter respeito mútuo se os países querem
viver em paz."

Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha também criticaram os
jornais europeus que republicaram as charges.

Em Washington, o Departamento de Estado Americano
descreveu os desenhos como ofensivos e acrescentou que
não é aceitável incitar ódio étnico ou religioso.

O ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw,
disse que a liberdade de expressão não confere um
comprometimento com o insulto.

Devido à publicação, comunidades muçulmanas vêm
organizando protestos no mundo todo.

Neste sábado, centenas de palestinos realizaram
manifestações na Cidade de Gaza. Protestos também
ocorreram na capital da Dinamarca, Copenhague.

Na sexta-feira, outros protestos aconteceram, inclusive
em capitais ocidentais como Londres. Na Indonésia, os
manifestantes entraram na recepção do edifício que abriga
a embaixada dinamarquesa e alvejaram o escudo
dinamarquês na entrada com ovos.

Nas cidades de Lahore e Multan, no Paquistão, manifestações
reuniram centenas de estudantes. Outras manifestações
ocorreram no Iraque, Egito e em várias cidades da Turquia.

O Jyllands-Posten pediu desculpas por ter ofendido os
muçulmanos, apesar de continuar afirmando que a publicação
das charges era legal de acordo com a lei dinamarquesa.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu calma depois
das manifestações de muçulmanos.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro dinamarquês, Anders
Fogh Rasmussen, disse à TV árabe Al Arabiya, baseada em
Dubai, que lamentava pelo incidente, mas insistiu que seu
governo não era responsável pelas publicações.

Uma das charges mostra o profeta Maomé vestindo um
turbante com forma de bomba, enquanto em outro ele diz,
numa nuvem, que o paraíso estava ficando sem virgens
para os homens-bomba.

A tradição islâmica proíbe a representação de Maomé ou
de Alá (Deus).

Rasmussen disse que a questão das charges ultrapassou os
limites da Dinamarca e se tornou uma disputa entre a
liberdade de imprensa Ocidental e os tabus islâmicos.

O primeiro-ministro dinamarquês discutiu a questão com
embaixadores de países de maioria muçulmana em uma
reunião na sexta-feira.

"O governo ou a nação dinamarquesa não podem ser
considerados responsáveis por desenhos publicados em um
jornal. O governo não pode pedir perdão em nome de um
jornal livre e independente. Esta é uma disputa entre alguns
muçulmanos e um jornal", disse Rasmussen depois da
reunião.

O embaixador egípcio afirmou, entretanto, que Rasmussen
deveria fazer um pedido de desculpas mais claro.

O mais importante clérigo xiita iraquiano, Aiatolá Ali Sistani,
condenou a publicação das charges, mas acrescentou que
militantes islâmicos têm parte da culpa por distorcer a
imagem do islamismo.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu que os
muçulmanos perdoem o incidente e disse que as charges
não podem causar um choque entre culturas.

O ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy,
disse que os protestos dos muçulmanos são inaceitáveis,
mas também criticou as charges.

da BBC Brasil

Este radicalismo comprovado por estas manifestações revela
bem o atraso cultura destes povos.

2 comentários:

Marco disse...

O facto da cultura e valores deles serem diferentes não quer dizer que dejam inferiores, são apenas diferentes.

martelo disse...

culturas e costumes diferentes eo melhor é não alimentar fogueiras...