domingo, novembro 05, 2006

Os toxicodependentes recorrem ultimamente à pratica do crime violento para consumar o seu objectivo

Basta ler os jornais para perceber que ultimamente os toxicodependentes recorrem mais ao crime violento para conseguirem atingir os seus objectivos que é roubar qualquer coisa de valor através da qual consigam manter o seu vício. Muito sinceramente e embora saiba que vou ser em reacção a este post, contestado, é um tipo de gente que, não me merece o mínimo de complacência nem comiseração. Quando sou abordado por algum deles argumentando serem doentes a minha resposta é sempre a mesma. Por culpa de quem? Pergunto. E em circunstância alguma contribuo para a manutenção do seu vício. Mas o objectivo deste post não visa falar de mim nem de como interpreto esta chaga da sociedade, mas referir que por culpa de muitos magistrados judiciais deste País que continuam a olhar os toxicodependentes como uns coitadinhos marginalizados pela sociedade nos crimes por eles praticados aplicam penas que lhe não servem de exemplo para se retratarem. E porque passam pouco tempo na prisão a cumprir penas por crimes de roubo eles agora, com a maior frieza que os caracteriza, tiram a vida às suas vítimas para lhes roubar por vezes valores que nem sequer são suficientes para adquirirem a droga de que necessitam para satisfação do seu vício.
Mas não são só os magistrados judiciais que os julgam aplicando-lhes penas menores os culpados por este agravamento de crimes praticados pelos toxicodependentes a própria
sociedade em geral ao vê-los como uns coitadinhos também vai contribuindo para que eles se julguem umas vítimas, dela própria. Droga sempre existiu em todas as gerações e o argumento de que a fraqueza de quem opta pelo seu consumo, justifica a sua aceitação como um pobre coitado que não resistiu à tentação, no meu entendimento esse
argumento não colhe.

1 comentário:

Sofocleto disse...

Caro Raul,

A esmagadora maioria dos viciados em drogas duras começaram na juventude, por influência de amigos e colegas. Pelo que me é dado observar é um vício terrível, do qual muitos poucos conseguem sair. Considero-os semelhantes a loucos perigosos. Loucos, porque vivem totalmente obcecados pelo vício e a quem nada mais interessa. Perigosos, porque essa obsessão os pode levar a fazer tudo, aos outros e a si mesmos.

Por isso, julgo que deviam ser forçados a viver em locais especiais: uma mistura de prisão, hospital e quartel. Prisão, porque não lhes seria permitido saírem até estarem curados. Hospital, porque seriam acompanhados no seu processo de desintoxicação. Quartel, porque seriam obrigados a fazer exercício físico e a trabalhar.

A situação actual é deplorável, tanto para a sociedade como para os viciados e para as famílias destes.