terça-feira, janeiro 17, 2006

A invencibilidade Anibalesca

Face à reacção de perdão tida hoje pelo candidato
Cavaco Silva, leva-me a pensar que, afinal também ele
próprio se convenceu ter nesta eleição um resultado
semelhante ao das favas contadas.
Daí e dada a sua enorme bondade, ter afirmado esquecer
que, a partir da próxima segunda-feira, não se lembrará
das ofensas proferidas pelos seus adversários à sua
pessoa.
No mínimo comovente esta atitude, tendo em vista
uma, entre várias reportagens televisivas em que, instada
uma, entre outras apoiantes de Cavaco Silva, sobre a razão
da sua intenção de voto neste candidato, nem sequer
conseguir justificar o porquê da sua preferência.
Perante isto, estamos ou não, em presença dum povo 3º.
mundista.

Imprensa européia vê com
um pé atrás a eleição do líder
cocalero Evo Morales à
presidência da Bolívia.
Radicalismo do eleito e seus
planos de nacionalização do
setor energético podem
espantar investidores
estrangeiros e agravar a crise do país.


"Se eu for eleito, será um verdadeiro pesadelo para os
Estados Unidos", disse Evo Morales, antes do pleito de
domingo (18/12), no qual obteve a maioria absoluta dos votos
dos 3,6 milhões de eleitores bolivianos.

Na opinião de alguns jornais europeus, há indícios de que
Morales pode se tornar um pesadelo não só para os EUA.
Algumas empresas da França, Espanha e Inglaterra já
partilham com a Petrobras a preocupação com o plano do
novo presidente de estatizar o setor energético, incluindo o
gás natural, do qual a Bolívia tem a segunda maior reserva
da América do Sul.

A eleição de Morales não chegou a surpreender os europeus,
como mostram os editoriais de vários jornais, nesta terça-feira
(20/12). Mas o tom dominante nas análises é de ceticismo
em relação ao futuro da Bolívia.

Onda esquerdista

Segundo o El Periódico, de Barcelona, "com Morales, chegou
a hora da recompensa dos índios, que formam a maioria
da população da Bolívia, mas até agora praticamente não
estiveram representados na elite política. Morales quer
estatizar os recursos naturais, mas prometeu não
desapropriar as petrolíferas. Ele agora precisa provar que
não sabe apenas realizar protestos e, sim, fazer uma política
realista de governo".

"Provavelmente, muitas coisas vão mudar após a eleição de
Morales, comprometido com as massas indígenas, opositor
da política de Washington, partidário das mobilizações de
rua como expressão do poder popular, e advogado da
nacionalização dos recursos energéticos do país mais pobre
da América do Sul. A vitória de Morales, que gosta de
ressaltar sua amizade com Fidel Castro e Hugo Chávez,
reforça também inequivocamente a virada indigenista e
esquerdista de uma parte da região", opina o El País, de Madrid.

Fosso social é profundo na Bolívia
Na avaliação diário suíco Neue Zürcher Zeitung, "Morales
tem mostrado mais instinto populista e demagógico do que
senso para as regras da democracia. Agora, espera-se dele
habilidade integrativa num país, cuja sociedade está dividida
por fossos profundos".

"Cinco governos diferentes em oito anos, dois presidentes
derrubados em dois anos pelos protestos de rua – há algo
de frívolo em chamar a Bolívia de democracia", escreve o
editorialista do Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ).
"A eleição de Morales não foi uma troca de poder flanqueada
por instituições políticas e, sim, uma rebelião (pacífica) da
maioria indiana do país", continua o jornal.

Segundo o FAZ, "a intenção populista de Morales, de
novamente estatizar o setor energético privatizado em
1996, pode espantar os investidores estrangeiros e ser a
gota d'água".

Da Deutsche Welle

Segundo este analista alemão o populismo demagogo de
Evo Morales em nacionalizar o melhor recurso que o Pais
dispõe para tentar melhorar as condições de vida da
população mais desfavorecida é prejudicial porque vai
com essa atitude espantar os investidores privados. Deve-se
ralar para isso pois o importante é ajudar os que mais
precisam e não continuar a favorecer os gulosos dos
exploradores.

segunda-feira, janeiro 16, 2006








Num dia histórico, a
primeira presidente eleita
do Chile, Michelle Bachelet,
de 54 anos, disse que
demonstrará que o país
pode "avançar, sem perder
a alma".

Com a voz às vezes embargada, ela avisou que
implementará um novo estilo de governar "com mais diálogo"
com os diferentes setores.

Emocionada, Bachelet falou para uma multidão que gritava
seu nome, erguia bandeiras do país, dos partidos da
Concertación, a frente governista, com fotos do ex-presidente
socialista Salvador Allende e o ex-guerrilheiro argentino
Ernesto "Che" Guevara.

Michelle subiu ao palco cercada por quatro mulheres e um
homem - sua mãe, Angela Jeria, de 79 anos, e os filhos,
Sofia, de 12 anos, Francisca, de 21 anos, e Sebastián, de 27
anos, ao lado da namorada.

Mulher presidente

"Que eu esteja aqui e seja a mulher presidente do país é
a prova de que o Chile perdeu seus medos. Quem poderia
imaginar uma mulher aqui há vinte, dez ou cinco anos?",
afirmou.

"Parecia difícil, foi difícil, mas foi possível porque assim os
cidadãos quiseram e a democracia permitiu". A multidão
delirava, aos gritos de "Michelle, Michelle".

Ela lembrou que teve uma vida difícil, mas disse: "E quem
não teve vida difícil?". A presidente eleita agradeceu,
principalmente, aos votos das mulheres, maioria no
eleitorado chileno e decisivas para sua vitória frente ao
candidato da oposição, o empresário Sebastián Piñera.

"Mas a partir do dia 11 de março, não serei só a primeira
presidente do Chile, mas governarei para todos os chilenos".

Vestida de terninho azul petróleo, ela lembrou que tem
apenas quatro anos de mandato e que não pode perder
tempo. O que explica, de certa forma, o café da manhã que
terá, nesta segunda-feira, com o presidente Ricardo Lagos.

"O Chile ganhou de novo", disse ela, em referència à nova
vitória da Concertación. Pouco antes, Lagos fez um
pronunciamento e lembrou da importância desta base
governista - formada por quatro partidos de centro-
esquerda - que foi decisiva para que a direita, como
recordou o ex-presidente Patricio Alwin, não voltasse
ao poder.

E quando a presidente eleita citou o nome do
presidente Ricardo Lagos - como homem "de grande honra"
- a multidão gritou: "Lagos, Lagos". Ao que ela, sorridente,
disse:

"Mais alto para que se possa escutar no Palácio presidencial
de La Moneda".

Morte do pai

Durante seu discurso, Bachelet provocou lágrimas ao lembrar
do pai, general da Força Aérea do Chile, Alberto Bachelet,
morto depois de não suportar a tortura, na prisão, durante o
regime autoritário de Augusto Pinochet.

"Eu queria poder abraça-lo agora. Mas sei que de uma forma
inexplicável ele está perto de mim". Bachelet disse que do
pai herdou o amor, "indiscriminado", pelo Chile e o espírito
de ordem.

"A violência entrou na minha vida, destruindo o que eu
amava. Fui vítima do ódio, mas consegui convertê-lo em
compreensão, tolerância e, porque não dizer, em amor",
disse.

"Pode-se amar a justiça e, ao mesmo tempo, ser generosa.
Porque o Chile se reencontrou e porque avançamos muito
e meu governo será de unidade. Governarei para todos os
chilenos".

Ela disse que não é a primeira vez que o Chile surpreende
o mundo. Segundo ela, após 17 anos de ditadura, o país
caminhou dentro das instituições.

Disse ainda que quer implementar suas prometidas medidas
sociais para tentar reduzir a desigualdade no país, uma das
piores da América Latina apesar dos sucessivos anos de
crescimento econômico.

Sediado em Santiago, o secretário da Cepal, o argentino
Jose Luis Machinea, sugeriu que o Chile é um exemplo de
que o crescimento não é suficiente para combater a
concentração de renda.

Segundo o cientista político Guillermo Holzman, da
Universidade do Chile, os 5% mais ricos do país concentram
cerca de 80% da renda nacional.

Acompanhando Bachelet, os eleitores cantaram o hino
nacional, mas pouco antes de que ela subisse ao palco,
acompanharam um grupo de músicos mexicanos, outro
de música chilena, e até um representante dos mapuchos,
que usou um berrante.

da BBC Brasil

Aqui está uma prova de maturidade dos chilenos. Foi
para eles suficiente o período de ditadura de Pinochet para
desejarem colocar o poder nas mãos de reacionários da
direita. Nós por cá vamos continuando a carregar com
com a cruz até ao calvário.

domingo, janeiro 15, 2006

O País dos contra-sensos

Efectivamente só existe o nosso. Senão vejamos.
Fomos os que mais descobrimos outras civilizações através
das viagens marítimas. Fomos o País que mais colónias
possuíu e aquele que mais tarde descolonizou. E nesta
matéria conseguimos históricamente ser aquele que fez a
pior descolonização de que houve memória. Nem sequer
aprendemos com os erros dos outros.
Derrubou-se a ditadura e passados que foram quase 32
anos sobre esse acontecimento a sociedade encontra-se a
viver da mesma forma que anteriormente, ou seja, aqueles
que sempre viveram com dificuldades mantêm-nas,
enquanto que os outros, socialmente mais protegidos, se
acoitam em verdadeiros guetos a que chamam
pomposamente "condomínios fechados de luxo".
Em períodos de campanha eleitoral o poder político cujos
pilares em que assenta, são exactamente os mesmos em
que assentava o anterior regime de durou 38 anos vêm
prometer à plebe que neles continua a votar aquilo que não
lhes podem dar pois o seu sustentáculo capitalista não o
permitiria. São por isso sucessivamente enganados mas
continuam ingenuamente a acreditar que este poder político
seja capaz de lhe melhorar as suas condições de vida.
Mas não só as promessas não cumpridas como vão vivendo
sob a ameaça de que amanhã num qualquer fim do mês a
sua pensão de reforma não lhes é depositada na conta
bancária porque o sistema através do qual era garantido
esse pagamento, faliu. Até quando vamos continuar a
deixar-nos enganar?

publicado também no Editorial
Veja como é feita a cópia de LPs para o PC
JOSÉ ANTONIO RAMALHO
da Folha de S.Paulo

"Gostaria de obter algumas dicas de como baixar som
de vinil (LPs) no computador para gravação e reprodução
em CD."
Carlos Andrade

Resposta - Para transferir as músicas de um disco para
o computador e depois gravar um CD de música, você
precisa do seguinte: um drive gravador de CD, um software
para extrair a música do LP e um software para gravar o CD
de música. Seu micro deve possuir placa de som com entrada
de áudio (audio in).
Alguns programas permitem o uso da entrada de microfone.
Quando você compra um gravador de CD, o software para
gravar CDs normalmente já o acompanha. Você precisa ter
cabos que liguem o toca-discos a essas entradas de áudio.
Existem vários adaptadores, encontrados em casas
especializadas que permitem a conversão de um tipo de
plugue para outro.

Um detalhe importante: se você tem equipamentos
separados, como uma pick-up, precisa ligá-los num
amplificador, e do amplificador conectá-los ao PC. Você deve
ter espaço livre no seu disco rígido para gravar os arquivos.
Como regra geral, considere que cada minuto de música
ocupará cerca de 10 Mbytes de espaço. Depois de gravar os
CDs com as músicas, você pode convertê-las para MP3,
que ocupa menos espaço.

O programa Polderbits (www.polderbits.com) é uma das
opções para realizar essa tarefa. Custa US$ 34,25 e sua
versão de testes funciona por 15 dias. No site você encontra
boas dicas de como conectar o toca-discos ao micro. Outros
softs para a tarefa são o RipVinyl e o AIPL Singulator
(www.mymusictools.com).

Por me ter parecido uma informação importante para quem
esteja interessado nesta conversão aqui deixo a divulgação
pois será mais um recurso de que disporemos uma vez
os CDs estarem a preços que não se justificam.

sábado, janeiro 14, 2006



Manuel Alegre




"A Democracia é uma Obra inacabada; Reinventem
a Democracia!"

Não esperem de mim que diga o que os jovens devem
ou não fazer.
O que peço aos jovens de hoje não é que sejam iguais
a nós. O que lhes peço é que sejam eles próprios, que
pensem pela sua cabeça e não se deixem instrumentalizar
nem manipular por quem quer que seja.
Parafraseando o velho Sartre, eu digo-lhes: "Não tenham
vergonha de agarrar a lua, porque não precisamos dela."
E digo-lhes ainda: não tenham medo de ousar o impossível,
porque só a juventude capaz de ousar o impossível pode
obrigar o poder a ousar pelo menos um pouco do que é
possível. Vivam a vossa vida, ousem a vossa vida, ou, como
queria o filósofo, dancem a vossa vida. E sejam o
inconformismo, a irreverência, a rebeldia e o contra-poder
de que todos os poderes precisam. Tendes nas vossas
mãos o mais formidável de todos os poderes: o poder da
juventude. Só esse poder é capaz de mudar a vida e
transformar o mundo.

Autoria do próprio

Um vice-líder da organização
Al Qaeda pode ter sido
atingido por um ataque
aéreo realizado por forças
dos Estados Unidos em um
vilarejo no leste do Paquistão,
segundo informações.

Ainda não há está claro se Ayman al-Zawahiri foi morto
no ataque.

Cinco das 18 pessoas que teriam morrido no ataque eram
suspeitas de serem integrantes importantes da Al Qaeda,
segundo o canal de televisão americano ABC, que citou
fontes militares paquistanesas.

O Pentágono negou a realização do ataque na área mas
autoridades locais afirmaram, mais cedo, que aeronaves
americanas tinham disparado mísseis.

Segundo as informações destas autoridades, 14 pessoas
teriam sido mortas em um ataque com foguetes em um
vilarejo paquistanês perto da fronteira com o Afeganistão.

Moradores afirmam que os mísseis foram lançados do
Afeganistão, mas as autoridades negam.

Fronteira

Forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos e
também forças afegãs acreditam que militantes
liderados pelo Talebã conseguem vantagem em seus
ataques devido à fronteira com falhas de segurança.

Zawahiri, visto como o segundo em comando na
organização Al Qaeda liderada por Osama Bin Laden,
conseguiu escapar da captura desde que as forças
lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o regime
do Talebã no Afeganistão em 2001, apesar de uma
recompensa de US$ 25 milhões ter sido estabelecida
no caso de sua prisão.

Ele se transformou no mais importante porta-voz da
Al Qaeda em gravações e vídeos divulgados pelo grupo
nos últimos meses.

Os militares americanos no Afeganistão afirmaram na
sexta-feira que não tinham informações de operações
americanas na área do último ataque.

Mas a rede de televisão dos Estados Unidos ABC citou
fontes paquistanesas afirmando que os ataques foram,
provavelmente, realizados por um avião da CIA não
tripulado, que disparou mais de 10 mísseis.

O ataque ocorreu no vilarejo de Damadola na área tribal
de Bajaur, a cerca de 200 quilômetros da capital Islamabad.

Crianças

Jornalistas que chegaram a Damadola falaram sobre três
casas, com centenas de metros de distância entre elas,
destruídas.

Shah Zaman afirmou que perdeu dois de seus filhos e
uma filha.

"Eu corri e vi aviões, corri em direção a uma montanha
próxima com minha mulher. Quando estávamos correndo,
ouvimos outras três explosões e vi minha casa sendo
atingida", disse.

"Não sei quem fez este ataque ou a razão, estamos
sendo atacados desnecessariamente, somos pessoas
que obedecem as leis", acrescentou.

Um porta-voz militar paquistanês, major-general
Shaukat Sultan, disse que a fonte do ataque ainda não
estava clara.

O vice-governador da província vizinha, Kunar, já no
Afeganistão, Noor Mohammed, negou que o ataque
tenha sido lançado de seu país.

"Entrei em contato com todas as forças de segurança
em Kunar e ninguém ouviu a respeito disso. Não creio
que é verdade que o foguete tenha vindo do Afeganistão",
disse.

Mas, uma autoridade paquistanesa do setor de
inteligência, disse à agência de notícias Reuters que "o
número de feridos pode ser muito maior. As pessoas
estão muito nervosas, não estão permitindo acesso,
então os números exatos de mortos e feridos não estão
disponíveis".

A autoridade afirmou que Damadola era a fortaleza de
um grupo proibido, pró-Talebã.

Os Estados Unidos têm cerca de 20 mil soldados no
Afeganistão, mas o Paquistão não permite que estes
soldados operem do seu lado da fronteira.

O Paquistão tem cerca de 70 mil soldados na região da
fronteira.

Notícia da BBC Brasil

Mais uma provável aldrabice dos americanos para
juntar a outras que noticiaram a captura do líder Bin
Laden e até a sua morte

sexta-feira, janeiro 13, 2006

O processo da Casa Pia tem servido vários
objectivos menos aquele a que se propõe


Seria suposto que, o processo da Casa Pia servisse para
averiguar com exactidão quais os implicados e como
desfecho assistirmos à sua condenação.
Mas pelos vistos nada disso aconteceu nem irá
acontecer. Este Procurador Geral da República, que já
o não deveria ser há bastante tempo, permitiu que este
processo fosse utilizado para satisfazer outros objectivos
marginais ao referido processo que num caso ou noutro
proporcionaram como já o referiu Garcia Pereira o
linchamento político de Ferro Rodrigues. Foi agora
revelado o excessivo número de escutas telefónicas
realizadas a diversas entidades e personalidades, nelas
sendo incluídas até números de telefones confidenciais,
cuja responsabilidade afirma o dito Procurador tem que ser
averiguada. Entretanto ele continua no exercício do cargo.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Quando o governo acabar com as imoralidades nas
concessões das reformas, passará a deixar de
existir o risco de ruptura do fundo de pensões

Todos os governos do pós 25 de Abril preocuparam-se
sempre com os tectos salariais dos trabalhadores por
forma a satisfazerem a vontade do empresariado.
Ao nível da função pública como é sabido aconteceram
por força das reivindicações sindicais sobretudo de
determinados sectores profissionais que se
corporativizaram, escaladas salariais e consequentemente
a fixação de pensões de reforma em valores que estão
muito longe de se praticarem na actividade privada ou
seja ao nível do regime geral de segurança social.
Isto é, temos hoje muitos milhares de funcionários
públicos na situação de aposentados que auferem de
reforma mais de 4.000 € mensais. Existem em número
mais reduzido outros tantos funcionários aposentados que
recebem 5.000 € de pensão mensal. Obviamente que
estes valores no seu conjunto representam um forte encargo
para com o fundo de reserva de pensões.
É pois altura de pensarem em precaver a garantia do
fundo de pensões para aqueles que hoje estão a descontar
nos seus ordenados para a Segurança Social e deixarem os
senhores ministros de alardoar que esta mais dia menos
dia vai à falência, fixando um tecto para os valores de
pensão de reforma ou no caso daqueles que estão a receber
os valores anteriormente indicados, passarem a pagar 30%
para o fundo de capitalização.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Ilusão? Talvez

Eu pretendo ficar Alegre
Com a derrota de Cavaco
E isso ninguém me impede
Pois não voto nesse candidato

Parecerá uma utopia
Quiçá, uma ilusão
Mas não haverá um dia
Arrependimento na votação

Neste caso não estarão muitos
Dos que nele irão votar
Vão ficar desiludidos
Com o barrete a enfiar

Não será esta a primeira
Doutras que foram enganados
Da mesma forma grosseira
Por políticos mal formados

É com falsas promessas
Que enganam o eleitorado
Ninguém lhes pede meças
Por ter sido embarretado

terça-feira, janeiro 10, 2006

Continuo a não acreditar na vitória eleitoral de Cavaco
Silva

Por vezes gosto de ser ingénuo e neste caso não me
importo de passar por isso. Não acredito que a
maioria dos portugueses eleja Cavaco Silva.
Mas também admito que tal possa acontecer. E se
isso se confirmar a única leitura que se pode fazer
é a de que Cavaco Silva será utilizado pelos eleitores
para se vingarem do PS e mais concretamente de
José Sócrates, o que também não seria de estranhar.
Em anteriores eleições ficou demonstrado que o
eleitorado flutuante, aquele que, ora vota PSD ora
PS, fá-lo sempre de acordo com as suas conveniências
e sobretudo na expectativa de obter dividendos dum
ou doutro partido face às promessas eleitorais. Ou
seja, uma espécie de moeda de troca. E como sabemos
a maioria absoluta que o PS obteve nas últimas
legislativas, foi porque as anteriores medidas tomadas
pela coligação governamental PSD/CDS, haviam
desgostado a maioria dos eleitores que na eleição
anterior tinham dado a maioria relativa ao PSD,
forçando-o a fazer coligação com o CDS. Ora é sabido
que, o governo liderado por José Sócrates frustrou as
expectativas das maioria dos eleitores que votaram no
PS os quais estavam à espera de receber uma
contrapartida, mas, esta não só não se verificou como
pelo contrário, ocorreram medidas que mereceram
frontal contestação.
E como quem deu a maioria ao PS não lha pode tirar a
única alternativa é esta. Servirem-se da arma de
arremesso chamada Cavaco Silva, para atirarem ao PS.
Não se trata sequer das pessoas considerarem que este
candidato possui melhores condições para o exercício do
cargo. Bem longe disso e muitos até terão a convicção de
que ele não tem a mínimo perfil para o cargo de Presidente
da República. O que está em causa é vingarem-se e não
vão perder essa oportunidade. A contribuir para acicatar
os ânimos dos descontentes, tem estado a comunicação
social daí a sua convicção de que esta disputa tão pouco
sequer terá um segundo round, o segundo candidato
tombará num KO logo no primeiro assalto.


Guerra do Iraque pode custar mais de US$ 2 triliões
aos EUA
da France Presse, em Washington

A Guerra do Iraque custará provavelmente aos Estados
Unidos entre US$ 1 trilião e US$ 2 triliões, apesar de as
afirmações da Casa Branca de que os gastos seriam
governáveis, destacou um novo estudo realizado em
co-autoria com um americano Prêmio Nobel de Economia.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira por Joseph
Stiglitz, da Universidade de Columbia, laureado em 2001
com o Prêmio Nobel e ex-chefe dos economistas do Banco
Mundial, e a professora de economia Linda Bilmes, da
Universidade de Harvard, considera que as estimativas
oficiais sobre o custo da guerra não levam em conta gastos
importantes que podem afetar os próximos orçamentos
dos EUA.

O estudo inclui o aumento dos gastos médicos para tratar
soldados feridos, a acelerada desvalorização do material
bélico no campo de batalha e o efeito indireto na alta do
preço dos combustíveis na economia americana, que em
parte pode ser atribuído a esta campanha militar.

"Mesmo assumindo uma aproximação conservadora,
ficamos surpresos com a magnitude", escreveram Stiglitz
e Bilmes sobre os gastos derivados da guerra. "Podemos
declarar, com algum grau de confiança, que eles excederão
US$ 1 trilião", destacaram.

Estimativas

No relatório, os autores ofereceram estimativas
"conservadoras e moderadas" dos gastos que envolverão
a sociedade americana desde o começo da Guerra do
Iraque, em março de 2003.

Segundo essa visão "moderada", a guerra custará pelo
menos US$ 1,026 trilião aos americanos, abaixo das
estimativas ainda mais moderadas de que os gastos
chegariam a US$ 1,8 trilião.

Os EUA já destinaram US$ 251 biliões em espécie para
financiar as operações de combate no Iraque desde que
começou a invasão e continua gastando cerca de US$ 6 biliões.

Contudo, segundo economistas, essas cifras não levam em
conta os pagamentos que deverão ser feitos aos soldados
veteranos pelo resto da vida, nem o custo do restituir o
material bélico e as munições usadas.

Além disso, as despesas para o recrutamento de novos
soldados aumentaram dramaticamente, já que o Pentágono
paga bônus de recrutamento de mais de US$ 40 mil aos
novos alistados e bônus especiais e outros benefícios da
ordem de US$ 150 mil às tropas que se reintegram às fileiras.

"Outro gasto para o governo são os juros que paga sobre o
dinheiro solicitado para financiar a guerra", acrescentaram
os autores do estudo.

Este é um problema que a mim não me tira o sono. Quem
os mandou meter-se onde não deviam. Regozijava-me se
os EUA entrassem em banca rota para ver se tomavam
juizo.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Consegui finalmente chegar a uma conclusão
acerca do porquê de Cavaco Silva apostar
tanto na sua intervenção como PR

Ele vai assumir o papel de 1º. Ministro, dispensando
assim José Sócrates desse papel e cumulativamente com
o cargo conduzirá a governação do País.
Os eleitores seus apoiantes agradecem porque ele assim
reduzirá os encargos do Estado com o ordenado de 1º.
Ministro o que parecendo que não contribuirá para o
equilibrio da despesa pública.
Recomendo vivamente a leitura deste post "Baixar os
Braços? Não!"



do Fernando do Fraternidade
o qual merece a reflexão
de todos quantos desejam um Portugal melhor

domingo, janeiro 08, 2006


Imagem obtida pelo
Telescópio Espacial
Spitzer e divulgada pela
Nasa mostra estrelas
recém-nascidas
envoltas por poeira
estelar











Foto extraída da Folha Online
Crescimento populacional representa ameaça
ao
ambiente
da Ansa, em Londres

O crescimento da população mundial ameaça cada vez
mais os esforços para combater a mudança climática e
representa sérios riscos para a ecologia global, segundo
um estudo da organização British Antarctic Survey.

Em seu relatório, o diretor dessa entidade, o cientista
inglês Chris Rapley, afirmou que o aumento anual de 76
milhões de pessoas na população global "coloca em sério
risco o bem-estar e a qualidade de vida para gerações
futuras".

Segundo o especialista, o crescimento populacional é
um problema tão complicado para o mundo científico
que poucos analistas optam por analisar as "gravíssimas"
conseqüências da superpopulação do planeta.

Então deve ser por isso que o Bush arranjou um processo
de eliminação de iraquianos e afegãos para tentar
equilibrar a explosão demografica mundial
A fraude eleitoral

Não ocorreram as eleições
e já conhecemos o resultado
pelas várias divulgações
do eleitorado auscultado

O apuramento geral
num universo restrito
dá a vitória afinal
a um candidato esquisito

Que como 1º. Ministro
Nunca soube aproveitar
muito dinheiro imprevisto
de subsídios a esbanjar

Vieram avultadas verbas
da Comunidade Europeia
foram aplicadas em lerdas
mas por gente não plebeia

Enriqueceram alguns
agora seus apoiantes
e nos efeitos comuns
tudo será como dantes

Todos os que menos podem
vão continuar a tinir
pois os outros que colhem
a vida vai-lhes sorrir

A farsa está instalada
neste acto eleitoral
por culpa da rapaziada
da comunicação social

Trazem o Cavaco ao colo
com intuito de o projectar
mas não vai sair incólume
vamos tentar contrariar

Temos pois que nos unir
todos quantos o não apoiam
não nos deixemos dormir
face aquilo que agoiram

sábado, janeiro 07, 2006

Os portugueses sobretudo os que não se querem deixar
estupidificar, vêm cada vez menos televisão

Foi hoje referido por um canal de televisão que os
portugueses estão a ver cada vez menos programas
televisivos, opção demonstrativa de que uns não estão
dispostos a ser estupidificados e outros de que existem
muitas outras melhores opções que a programação
oferecida pelos nossos 4 canais. E como a maioria dos
telespectadores ainda não dispõe de TVCabo é natural
que optem por outras alternativas para preencher o
seu lazer.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Cientistas descobrem proteína que pode
desencadear depressão
da France Presse, em Washington

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu
uma proteína que pode ter um papel importante para
desencadear estados depressivos, o que abriria caminho
para tratamentos de doenças mentais que afetam dezenas
de milhões de pessoas no mundo.

Esta nova proteína, chamada de p11, parece regular a
reação de células cerebrais à serotonina, substância cujo
nível está ligado às depressões mentais, disseram cientistas
da Universidade Rockefeller, do Instituto Karolinska
(Suécia), da Universidade de Rouen (França) e do laboratório
farmacêutico americano Eli Lilly. O trabalho aparece na
revista americana "Science", datada de 6 de janeiro.

Embora os especialistas já tenham estabelecido há algum
tempo uma ligação entre a serotonina e as depressões, eles
ainda não sabem o que provoca as doenças mentais que
atingem 18 milhões de americanos, ou o papel exato deste
neurotransmissor.

"Mostramos que a proteína p11 intervém nas mudanças
complexas múltiplas subjacentes às depressões", afirmou
o principal autor deste estudo, Per Svenningsson.

"Nossa descoberta mostra que os doentes depressivos,
assim como os ratos de laboratório nos quais induzimos
uma depressão, tinham todos uma clara diminuição do
nível desta proteína p11", completou. "Podemos concluir
que medicamentos que aumentem as proteínas p11 no
cérebro terão efeitos antidepressivos", acrescentou o
pesquisador.

Da Folha Online

É importante que se avance neste campo uma vez que
nos deparamos no dia a dia com cada vez mais doentes
depressivos e já não há pachorra para os aturar

quinta-feira, janeiro 05, 2006

O derrame cerebral sofrido por Ariel Sharon
na noite desta quarta-feira pode acabar com
as esperanças de vitória do Kadima, novo
partido de centro criado por ele há um mês e meio.

Previsões de enfraquecimento do partido foram feitas
pela maioria dos comentaristas, analistas políticos e
especialistas em pesquisas de opinião há cerca de duas
semanas, logo após o primeiro acidente vascular sofrido
por Sharon, no dia 18 de dezembro. Elas acabaram não
se concretizando, já que o derrame foi leve e Sharon
parecia ter se recuperado. Agora, no entanto, tudo
pode mudar.

De acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais, o
partido de Sharon receberia 42 das 120 cadeiras do
Knesset (o Parlamento israelense), o dobro do segundo
colocado, o Partido Trabalhista, com cerca de 20 cadeiras.
Mas sem Sharon, o Kadima perde sua "alma". Segundo
análise do jornal israelense Haaretz, o derrame de Sharon
é o fim da uma era. O fim de um dos líderes mais
populares da história de Israel.

Em dezembro, analistas políticos e especialistas ouvidos
pela BBC Brasil afirmaram que, caso Sharon não
demonstrasse melhoras em sua saúde, a queda do
Kadima seria inevitável.

O professor Shmuel Sandler, pesquisador do Centro
Begin-Sadat de Estudos Estratégicos, da Universidade
Bar Ilan, em Tel Aviv, afirmou que o Kadima é visto
como "partido de um homem só", no qual a figura de
Sharon é central e ofusca quase totalmente os outros
integrantes.

Segundo Sandler, se o Kadima quiser sobreviver à
ausência de Sharon, terá que fortalecer o nome da "equipe
de primeira linha" do partido, como o ministro das
Finanças e agora primeiro-ministro em exercício Ehud
Olmert, a ministra da Justiça Tzipi Livni e o ministro da
Defesa Shaul Mofaz.

Rafi Smith, dono do Instituto Smith de Pesquisas de
Opinião, afirmou que o comportamento político do público
a longo prazo depende da capacidade de Sharon de voltar
a exercer o cargo de primeiro-ministro. Segundo ele, após
incidentes como um derrame cerebral, o público fica
indeciso e tende a esperar para ver o que acontece nos
dias que se seguem.

Para o pesquisador, caso o Kadima perca votos, eles
devem migrar principalmente para o Likud, o partido
abandonado por Sharon há um mês depois de
desentendimentos relacionados à política mais liberal do
primeiro-ministro em relação à retirada de assentamentos
e à criação de um futuro Estado Palestino. Afinal, foi do
Likud que Sharon tirou partidários quando fundou o
Kadima, em novembro.

Outra legenda que pode herdar votos é o Shinui, o partido
laico de centro que apóia as negociações de paz com os
palestinos enquanto despreza a influência dos religiosos
ortodoxos na vida nacional. O Partido Trabalhista, de
centro-esquerda, do ex-líder sindical Amir Peretz, também
pode sair ganhando.

Para o professor Shlomo Avineri, da Universidade Hebraica
de Jerusalém, qualquer especulação política após um evento
como um derrame derebral é irresponsável. Segundo
Avineri, a doença do primeiro-ministro não revelou nada de
novo. Afinal, todos sabiam que Ariel Sharon é um homem
idoso, à mercê dos contratempos naturais de uma pessoa de
quase 78 anos. O que mudou com os dois errames cerebrais,
no entanto, foi a percepção do líder enquanto uma figura
"forte e estável".

da BBC Brasil

Quem deverá estar a respirar de alívio são alguns
palestinianos que viram nele sempre um inimigo da
sua causa.