terça-feira, dezembro 13, 2005

Abortos voluntários podem resultar em traumas psicológicos
que levam pelo menos cinco anos para serem superados,
afirma um novo estudo de pesquisadores da Universidade
de Oslo.


A equipe de cientistas comparou 40 mulheres que tiveram
abortos espontâneos com outras 80 que escolheram
interromper a gravidez. O resultado do estudo foi
publicado nesta segunda-feira na revista acadêmica
online BMC Medicine.

Aquelas que perderam os bebês em razão de problemas no
parto sofreram estresse mental nos seis meses subsequentes.
Já as mulheres que praticaram abortos de vontade própria
enfrentaram efeitos negativos de duração maior.

Ativistas que militam pelo direito ao aborto dizem não
haver provas ligando diretamente aborto a trauma psicológico.

Os pesquisadores noruegueses disseram que os resultados
reforçam a importância de se oferecer às mulheres
informações sobre os efeitos psicológicos da perda de
um filho, seja naturalmente, seja por aborto premeditado.

5 anos depois

A equipe da Universidade de Oslo afirmou que, dez dias
após o aborto, 47,5% das mulheres que tiveram aborto
espontâneo apresentaram sinais de algum tipo de sofrimento
mental, contra 30% das que se submeteram a abortos.

O total de mulheres psicologicamente abaladas pelo aborto
espontâneo caiu com o passar do tempo – 22,5% delas após
seis meses e apenas 2,6% passados dois anos e cinco anos.

Já no grupo das mulheres que abortaram por escolha própria,
25,7% ainda sofriam sequelas psicológicas depois de seis
meses, e 20% delas continuavam com problemas mentais
relacionados ao aborto cinco anos mais tarde.

"Sempre considerou-se isso, e este estudo também mostra,
que a decisão de interromper uma gravidez pode trazer
sentimentos de ansiedade e culpa por longa data", disse
Richard Warren, do Royal College of Obstetricians, da
Grã-Bretanha.

"Embora a maioria das mulheres sejam capazes de lidar com
esses sentimentos, a necessidade de apoio e aconselhamento
deve ser reconhecida e a ajuda apropriada deve ser oferecida."

Notícia da BBC Brasil

Mas que brilhante conclusão esta.

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