domingo, dezembro 25, 2005

Está prestes a acabar

Está prestes a terminar
O Natal deste ano
A muita gente vai faltar
Dinheiro para o fim do ano

A euforia foi visível
Nas áreas de comercialização
O negócio foi possível
Mesmo em tempo de recessão

Não é pois compreensível
Este fenómeno consumista
Numa atitude irreversível
De quem anda a dar nas vistas

Muitos não se querem privar
De festejar a passagem de ano
Vão-se mesmo aperaltar
Nos restaurantes dançando

Depois surgem os lamentos
De quem não sabe controlar
Os seus escassos proventos
Que nem chegam para o lar

Entram pois no novo ano
Aumentando a sua divida
Nem se lembram estar gastando
Duma forma desmedida

3 comentários:

Paula Raposo disse...

É verdade...não há paciência, sobretudo para o aperaltar nos restaurantes dançando!! E a fúria consumista é realmente uma tristeza!! Beijos para ti, boas entradas em 2006...

augustoM disse...

Olá Raul, criticando o consumismo hem. É o país real gastar hoje o que se pode que o dia de amanhã logo se verá.
Todos têm direito de gastar o que não têm, isto é uma máxima governamental que para dar o exemplo comprou para si também uns presentinhos, um comboizinho da marca TGV e um aeroportozeco da marca Ota.
Estamos à espera da tua inscrição para o jantar, fundamental.
Um Bom Ano Novo, se for possível livre destes marmelos.
Um abraço. Augusto

Poesia Portuguesa disse...

Pois é... uma verdade bem grande!

Espero que não te importes que publique este teu Poema no Poesia Portuguesa, num destes dias...

Um abraço e Feliz 2006