quarta-feira, dezembro 14, 2005


Conforme relatório das Igrejas
católica e luterana, a Alemanha
está entre os maiores
comerciantes
de armamentos
do mundo,
alimentando as
regiões de conflito.




A indústria bélica alemã é a quarta maior exportadora de
equipamentos do mundo. Esta informação consta do relatório
da Conferência Unificada Igreja e Desenvolvimento (GKKE),
que reúne representantes católicos e luteranos, além de
especialistas de organizações científicas e ONGs.

De acordo com os dados recolhidos, somente a Rússia, os
Estados Unidos e a França teriam exportado mais
armamentos que a Alemanha. O balanço da política
armamentista do ex-governo da coligação social-democrata
e verde foi considerado pelo estudo "decepcionante e fraco".


O presidente do GKKE, Karl
Jüsten, critica ainda o novo
governo federal por evitar se
comprometer com uma política
restritiva de exportação de
armamentos.

Mercado de armas alimenta regiões de conflito em todo o
mundo o documento lança sobretudo a pergunta de como a
exportação de armas pode ser compatível com metas de
ajuda ao desenvolvimento. Um terço das vendas iria para
nações que, por outro lado, estão recebendo assistência.

"A venda de armas coloca em risco as chances de uma ajuda
efectiva e contrasta com as declarações do governo alemão
sobre as políticas de desenvolvimento", ressalta Jüsten.

O relatório conjunto das Igrejas católica e luterana
destaca que o interesse de alguns destes países em
tecnologia, software e produção de armamentos é
interpretado, em conseqüência disso, como um fomento
para a criação de novas indústrias bélicas locais.

Além disso, os armamentos
são também fornecidos para
regiões de conflito, por exemplo,
no Oriente Médio e na Ásia, o
que beneficiaria a corrida
armamentista regional. "


A presente crise no Iraque mostra que as atuais
transferências de armas são indicadores para conflitos
futuros", explica Bernhard Moltmann, do Instituto de
Pesquisa pela Paz de Frankfurt.

Relatório critica política do governo Schröder As
licenças de exportação podem ter caído de 4,8 bilhões
de euros para 3,8 bilhões entre 2003 e 2004, mas mesmo
assim o volume negociado excede em muito o da última
década, quando a Alemanha era governada pelo chanceler
Helmut Kohl.

Também problemática é a disseminação do comércio de
pequenas armas, que, segundo a Conferência Unificada
Igreja e Desenvolvimento, é "um produto da ilegalidade".
Estas armas seriam responsáveis por numerosas vílimas
em todo o mundo.

Parece que pouco ser alterará com o governo de Angela
Merkel. O representante da Igreja luterana, Stephan
Reimers, lembrou "com consternação, que as negociações
da recente coligação deixaram de lado a questão da
exportação de armas". Até o momento, o novo governo se
reservou de concordar com qualquer política restritiva.

Em 1988, os ministros das Relações Exteriores dos 15
integrantes da União Européia adotaram um código de
conduta, visando estabelecer padrões para o gerenciar e
refrear as exportações de armamentos a partir da Europa.

"Em nível europeu, atingimos uma transparência satisfatória,
o que está longe de se aplicar à Alemanha", admite Bernhard
Moltmann. " As decisões relacionadas à exportação de armas
são tomadas pelo conselho de segurança alemão, a portas
fechadas", critica. Para Moltmann, o Parlamento pecisa ter
papel mais ativo no tocantes às licenças para exportação.

Notícia da Deutsche Welle

O senhor Schröder pelos vistos não seria muito convicto na
contestação do procedimento americano quando sua politica
de proliferação de conflitos em várias zonas porque tinha
conveniência em escoar o armamento produzido no seu País.

1 comentário:

martelo disse...

não fossem os alemães fortes tecnologicamente...
e têm experiência de guerra...