domingo, maio 28, 2006


A Austrália enviou mais
soldados e policiais ao
Timor Leste neste domingo,
em uma tentativa de conter
a violência na ex-colônia
portuguesa.


Uma disputa por conta da demissão de militares se
transformou em um conflito étnico, com milícias recorrendo
às armas e facões, incendiando casas e automóveis.

Segundo o correspondente da BBC na capital, Díli, as tropas
estrangeiras ajudaram a restaurar a calma na cidade, mas
os timorenses permanecem apavorados.

Com o reforço, a Austrália passa a contar com 1.800
soldados no Timor Leste - maior do que seu contingente no
Iraque, onde mantém 1.300 soldados.

A Nova Zelândia, Portugal e Malásia também vão enviar
tropas para o país.

Reforço militar

O chefe da missão da ONU no Timor Leste, Sukehiro
Hasegawa, disse neste domingo que talvez sejam
necessárias mais tropas internacionais para restaurar a
ordem.

"Se os timorenses não conseguirem resolver suas
diferenças, acredito que vamos precisar de mais forças
internacionais", disse ele.

"Mas no momento, sinto que estamos caminhando rumo
a uma resolução."

A ONU começou a evacuar seus funcionários não
essenciais do país por causa da violência.

Gangues criminosas voltaram às ruas de Díli no domingo,
apesar da presença dos militares estrangeiros.

A disputa original, em que 600 ex-soldados protestavam
contra sua demissão do exército, escapou ao controle e
tomou as ruas, com choques entre gangues de jovens dos
lados leste e oeste do país.

Os choques deixaram pelo menos 20 mortos na semana
passada.

Dezenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas
por causa da violência.

da BBC Brasil

Como vê senhor professor Freitas do Amaral é
graças à ingerência do governo australiano no
envio rápido das suas tropas que a acalmia está
a regressar a Timor leste. Que boas oportunidades
que o senhor tem perdido para estar calado.

3 comentários:

augustoM disse...

Concordo que com as tropas australianas a normalidade possa voltaràs ruas, mas também me parece um ingerência muito perigosa, quando estão em jogo os interesses. O que o povo de Timor precisa não são de soldados, mas de pão. Deve ser um desespero terrível a esperança não pairar no horizonte.
Um abraço. Augusto

Sofocleto disse...

«Como vê senhor professor Freitas do Amaral é graças à ingerência do governo australiano no envio rápido das suas tropas que a acalmia está a regressar a Timor leste. Que boas oportunidades que o senhor tem perdido para estar calado.»


Não concordo consigo, meu caro contradições. Era interessante saber donde surgiram os «gangues criminosos». Quem os financia? Porquê uma tão pronta «intervenção humanitária» australiana em Timor. Um país com mares tão ricos em petróleo.

contradicoes disse...

É evidente meu caro Sofocleto que a pronta intervenção na ajuda no restabelecimento da ordem pelos australianos devem essencialmente aos seus interesses económicos instalados em Timor. Não sou tão ingénuo que não perceba isso. Mas uma coisa também é certa se eles não enviassem tão rapidamente as suas tropas as dimensões da chacina ainda eram maiores daí achar que a intervenção de Freitas do Amaral foi inoportuna e despropositada.