sábado, maio 20, 2006


A separação evolutiva entre
humanos e chimpanzés
ocorreu bem mais tarde do
que se acreditava, segundo
uma pesquisa publicada pela
revista especializada Nature.


Uma análise detalhada do DNA das duas espécies sugere
que elas finalmente se separaram há menos de 5,4 milhões
de anos, um ou dois milhões de anos mais tarde do que
indicavam os fósseis.

Os cientistas afiliados ao Broad Institute of MIT and
Harvard - um instituto de pesquisas médicas das duas
universidades americanas - e da Escola de Medicina de
Harvard, afirmam que o resultado indica que pode ter
havido cruzamento entre as espécies por milhares, ou até
milhões de anos.

A hibridização teria sido importante na troca de genes que
permitiram às duas espécies emergentes sobreviver em
seus ambientes, explicaram os cientistas.

Segundo os pesquisadores, os resultados também mostram
o quão complexa foi a evolução humana.

Hipótese

"Esta é uma hipótese, nós não conseguimos prová-la ainda,
mas ela explicaria várias características dos dados", disse
David Reich, professor assistente de genética na Escola de
Medicina de Harvard e um dos autores do artigo publicado
pela Nature.

"A hipótese é que houve uma troca de genes entre os
ancestrais dos humanos e dos chimpanzés depois da
separação original."

"Então, pode ter havido uma separação original, e uma
separação por tempo suficiente para que as espécies fossem
diferenciadas - por exemplo, podemos ter adaptado
características como andar de pé - e depois houve uma
nova mistura, uma hibridização", disse ele à BBC.

Humanos e chimpanzés têm seqüências de DNA bastante
parecidas; as diferenças se devem a mutações, ou erros,
no código genético que ocorreram desde que esses animais
se separaram em caminhos evolutivos diferentes.

Ao analisar onde essas diferenças ocorrem nos genomas é
possível ter uma boa idéia da história das duas espécies e
identificar os momentos chave em sua evolução.

Cientistas vêm conseguindo fazer isso há algum tempo,
mas os recentes projetos para decodificar totalmente o
genoma das duas espécies trouxeram detalhes que
permitiram que estudos deste tipo avançassem bastante.

A pesquisa indica que as linhagens de chimpanzés e
humanos se separaram há não mais do que 6,3 milhões de
anos, e provavelmente há menos do que 5,4 milhões de
anos.

Fósseis

A descoberta também vai contra o que havia se concluído a
partir dos fósseis, como o da famosa espécie Toumai
(Sahelanthropus tchandensis), descoberta no Chade.

Acreditava-se que o Toumais estavam na base da árvore
genealógica humana, mas a espécie data de entre 6,5
milhões a 7,4 milhões de anos atrás. Em outras palavras,
é mais velha do que a divergência entre chimpanzés e
humanos parece ter ocorrido ao se analisarem os dados
genéticos.

"É possível que o fóssil do Toumai seja mais recente do
que se pensava", disse Nick Patterson, um pesquisador
sênior e estatístico do Broad Institute e o principal autor
do artigo publicado pela Nature.

"Mas se a datação estiver correta, o fóssil Toumai
precederia a divisão entre humanos e chimpanzés. O fato
é que as características próximas aos humanos dos
chimpanzés sugerem que a divisão pode ter ocorrido
durante um longo período, com episódios de hibridização
entre as espécies emergentes."

Comentando a pesquisa, o professor de biologia
antropológica da Universidade de Harvard Daniel
Lieberman disse à agência de notícias Associated Press
que "esta é uma análise extremamente inteligente".

"Meu problema é imaginar como seria ter um hominídeo
bípede e um chimpanzé se enxergando como parceiros
apropriados, para não colocar a coisa de maneira muito
crua..."

da BBC Brasil

Daí terem os humanos adoptado uma tendência para
certas macacadas, umas inofensivas mas outras nem por
isso

1 comentário:

martelo disse...

refiro tambem este tema e fica a dúvida de quem imita quem...