terça-feira, maio 16, 2006

Caracas afirma que Washington prepara condições "para
o ataque"


Caracas, 16 mai (EFE).- A Venezuela insistiu hoje em que
os Estados Unidos "pretendem desestabilizar" o Governo
do presidente Hugo Chávez e afirmou que, com sua
decisão ontem de proibir as empresas americanas de
vender armas aos país, está preparando "as condições
políticas para o ataque".
"O fundo do problema não é a luta contra o terrorismo",
porque, segundo Washington, a Venezuela "não colabora
suficientemente", mas pretender "isolar" o país, "
desestabilizar seu Governo democrático e preparar as
condições políticas para o ataque", afirmou o Ministério
das Relações Exteriores venezuelano em comunicado.
O objetivo americano é deixar o país "em condições de
incapacidade para se defender", e para isso já exerceu
antes "pressões para impedir que a Venezuela adquira
meios de defesa, inclusive de simples vigilância de suas
fronteiras, como ocorreu com negociações para comprar
aeronaves da Espanha e do Brasil", acrescentou.
O porta-voz do Departamento de Estado americano para
o Hemisfério Ocidental, Eric Watnik, disse na segunda-
feira, ao anunciar a proibição, que as vendas americanas
e as licenças para a exportação de artigos e serviços
militares à Venezuela "não serão permitidas" por
Washington.
O vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, disse
hoje em outro comunicado que a proibição "não é uma
novidade", porque já "existia de fato". Além disso, a "
Venezuela não está interessada em comprar equipamentos
militares dos Estados Unidos".
"Se quiser, (a Venezuela) os comprará soberanamente de
qualquer outro país", anunciou Rangel que, assim como a
Chancelaria, não quis comentar as versões sobre
recomendações de assessores de Chávez para vender a
outros países os aviões F-16 americanos que a Venezuela
adquiriu há mais de duas décadas.
Chávez denunciou nos últimos meses que esses 21
aparelhos precisam de peças, porque antes Washington já
vinha "descumprindo" o contrato e não fornecia o material.
Por isso, no ano passado, já havia ameaçado repassar os
aviões.
"Nosso país estende sua mão amiga ao povo americano,
mas não duvidará em fechar o punho para responder à
agressão, tanto a verbal como a material que for
empreendida por um Governo imoral e de natureza
agressiva, como o que actualmente rege seu destino",
acrescentou o comunicado do Ministério de Exteriores.
Também ressaltou que o povo venezuelano confia "na
sabedoria do povo americano, e tem certeza que saberá
impor sua vontade diante dos que não só assassinam
outros povos, mas levam seus próprios filhos ao sacrifício
inútil".
Após saber da decisão americana, Chávez afirmou ainda
na segunda-feira que não responderá com a suspensão
das exportações de petróleo aos EUA, porque isso "seria
uma loucura".
A Venezuela reagirá "como Quixote: se os cachorros
ladram, que ladrem, que nós continuaremos cavalgando",
disse Chávez, que soube da decisão em Londres, em
uma das escalas de uma viagem internacional iniciada
na semana passada.
"Se eu ligasse agora para o presidente da PDVSA
(Petróleos de Venezuela SA) para que não envie petróleo
aos EUA, seria uma loucura: o preço do barril subiria
para mais de US$ 100", disse Chávez, que lembrou que
"13% desse gigante (EUA) dependem da Venezuela"
para seu consumo de combustíveis.

da EFE

Esta atitude do Ministro das Relações Exteriores
da Venezuela, não o dignifica. Aliás não se
inscreve na actuação do Presidente Hugo Chavez.

2 comentários:

RPM disse...

O que o petróleo faz às pessoas, Bolas, bebam vinho!!!

best
Friendly

Sofocleto disse...

«Também ressaltou que o povo venezuelano confia "na
sabedoria do povo americano, e tem certeza que saberá
impor sua vontade diante dos que não só assassinam
outros povos, mas levam seus próprios filhos ao sacrifício
inútil".»

Mais uma indirecta bem metida!