terça-feira, outubro 09, 2007

Cada vez mais me capacito de que neste país a chulice não se resume aos gigolôs

Na sequência da viagem que realizei ao nordeste transmontano tive a oportunidade de constatar determinados factos que me levam a concluir que os armazenistas e distribuidores das cadeias alimentares das grandes urbes são uns oportunistas semelhantes aos gigolôs, porque exploram quem produz recebendo um chorudo lucro. Isto vem a propósito de na aldeia, de junto da de Chacim em cujo Solar com o mesmo nome pernoitei, conheci um grande produtor de azeite transmontano de 0,2º. de acidez que vende vários milhares de hectolitros a embaladores e armazenistas de Lisboa e Porto a 2,5 € cada litro, azeite esse que chega à cadeia de distribuição de produtos alimentares (vulgo hipermercados, mini-mercados etc.) ao preço de 9 € uma garrafa de 7,5 dls. Se isto não é roubar descaradamente então o que será. Mas constatei outras situações por exemplo a excelente maçã bravo de esmolfe oriunda da região da Beira Alta e que a comprei directamente ao produtor por um 1,5€ o quilo custa quase o dobro na área da grande Lisboa. Tanta gente há neste país a viver à custa do esforço daqueles afinal produzem os alimentos de primeira necessidade, sendo no entanto aqueles que menos ganham a pesar do trabalho e dispêndio que têm na sua produção.

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Amigo...
Comemoro o 3º ano de vida do Eu Sei Que Vou Te Amar, e como parte importantissima na existencia deste meu blog, gostaria de ter a tua presença tao querida a comemorar comigo...
Muitos beijos, flores e meus eternos sorrisos!