terça-feira, outubro 23, 2007

Poeta não sou mas gostava de ser

Alegre serei enquanto viver
Mas nunca conseguirei
Por mais que eu tente
Esta limitação vencer

Que dizer do António Aleixo
Esse grande poeta popular
Que como vêm não deixo
De o querer tentar imitar

Mas nem sequer isso consigo
Por mais tentativas que faça
Não me escuso ao castigo
De que a ninguém satisfaça

Pode até ser uma teimosia
Que é por demais evidente
Pensar talvez que algum dia
Venha a convencer muita gente

Poderá terminar inglório
O esforço empregado
Até pode ser que no meu velório
Venha por isso a ser agraciado

Pelos amigos presentes
Nessa minha despedida
Sim porque os ausentes
Não entram na minha vida

Não é nenhum desabafo
o que agora aqui escrevo
também não sei porque o faço
nem porquê que me atrevo


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