domingo, janeiro 28, 2007

Argumentam os defensores do "Não"

Querem-nos convencer
que o dinheiro dos impostos
será para favorecer
os adeptos dos abortos

Apresentam como solução
para a defesa da vida
o apoio duma instituição
que crianças agora abriga

Mas assim já não importa
que o dinheiro dos impostos
seja o Estado que o suporta
os filhos não abortados


Mesmo que se sintam infelizes
todos os filhos rejeitados
sendo alguns de meretrizes
que nunca foram desejados

Estes argumentos não colhem
de ninguém com bom-senso
mas então que se conformem
por não obterem consenso

Contestam que o Estado gasta
dinheiro com abortos voluntários
mas querem subsídios quanto basta
para pôr crianças nos reformatórios

Muitos filhos indesejados
são delinquentes juvenis
por não terem sido acompanhados
vivendo uma infância infeliz

Que direito temos nós
de impor a infelicidade
as crianças que ficam sós
logo após a maternidade

É preciso sermos sérios
nos argumentos escolhidos
não bastam intervenções dos clérigos
para que sejamos então convencidos

Não devemos contribuir
para aumentar a infelicidade
de filhos que não deviam vir
ao Mundo por fatalidade

3 comentários:

JG disse...

Os argumentos são, na verdade, convincentes. Assim sendo, fico na dúvida. Estava decidido a votar SIM mas, com mais um post destes, talvez vire a casaca :-))

Abraço

inominável disse...

resposta ao velho do restelo... gostei!!!! um post sincero e a deixar uma sabor amargo a crítica, mesmo em verso, onde a prosa também cabe...

Mentiroso disse...

O caso do aborto em Portugal não se resume ao que parece estar à vista nem se compara com o que ocorrido noutros países. Em Portugal começa-se tudo pelo fim: transportes e cidades coalhadas de veículos, assassínios nas estradas, são apenas dois dos infindáveis exemplos para acrescentar ao do aborto. Os governos são o contributo número um para a baixa de natalidade. A maternidade não tem quase nenhum apoio e é a principal razão que faz as mulheres quererem abortar. Nos últimos anos vimos a situação ser voluntariamente agravada pelo governo anterior dum modo que só pode ter como base a maldade. Esta conjuntura constitui apenas mais uma das inumeráveis causas da miséria e da desgraça que grassam em Portugal. Mais um motivo para agradecermos aos nossos queridos políticos pela desgraça e miséria a que nos arrimaram; pelo esmero com que transformaram o país na estrumeira da Europa. Agradeçamos também aos jornaleirecos imundos que nos guardam na escuridão e nos mantêm ignorantes do que se passa noutros países, a fim de não reclamarmos muito forte, preciosa ajuda aos corruptos.