sábado, abril 15, 2006


O primeiro-ministro da
Itália,
Silvio Berlusconi, se
recusa a
aceitar derrota
nas eleições
gerais da
semana passada,
dizendo
que os resultados
não são
claros.


Em uma carta publicada na edição deste sábado do jornal
italiano Corriere della Sera, Berlusconi diz que a Itália
enfrenta um impasse, "em que não haverá nem vencedores
nem perdedores".

Mas dados oficiais mostram que o número de cédulas em
disputa é pequeno demais para abalar a vitória da coligação
de centro-esquerda.

Seu líder, Romano Prodi, deve ser confirmado como
vitorioso no pleito.

Coligação

Em sua carta ao Corriere della Sera, Berlusconi propõe uma
coligação de curto-prazo com seus rivais para "cumprir de
imediato o cronograma institucional, econômico e
internacional do país".

Tal sugestão já foi rejeitada por Prodi.

Berlusconi acusa Prodi de ser irresponsável ao declarar
vitória e diz que caso seus rivais continuem a adotar uma
"linha extremista", o partido do primeiro-ministro e seus
aliados vai lançar uma "batalha" em defesa "dos valores
e interesses de 50% dos eleitores".

Berlusconi disse na sexta-feira que seu partido é o
"vencedor moral", alegando irregularidades na votação.

A declaração foi feita apesar de o Ministério do Interior da
Itália afirmar que os votos contestáveis são 5 mil, e não
80 mil.

Prodi se declarou vitorioso depois que resultados oficiais
indicaram que ele conseguiu um número suficiente de
cadeiras para controlar o Senado, depois de haver obtido
marioria na Câmara dos Deputados.

A coligação de Prodi obteve 158 cadeiras no Senado,
enquanto a de Berlusconi ficou com 156.

Na Câmara, o grupo de Prodi ficou na frente do de
Berlusconi por uma margem de 25 mil votos.

da BBC Brasil

Esta versão Bush de político italiano não surpreenderá
ninguém quanto a esta sua reacção. Mas a culpa foi dos
próprios eleitores italianos que pelos vistos quase metade
dos votantes são adeptos desta aberração política

2 comentários:

RPM disse...

Duas cadeiras de diferença..., deram aparentemente - a vitória ao economista que qdo esteve no lugar de Durão atranvacou a Europa, ié, fê-la marcar passo, perder competitividade económica e social e capacidade de liderança e de projecção de Poder na arena global.

Na prática, a Europa perdeu com Romano Prodi, perdeu mto mais com Il Cavalieri e agora ameaça perder também com o velho professor de economia - que já lá esteve.. Seria um pouco meter Sampaio de novo em Belém só para ver o que ele faria de diferente... Acho que se aceitássemos esse obtuso exercício julgo que Sampaio choraria ainda mais, pois c/ a idade vamos ficando mais lamechas, e assim poderíamos sucumbir por submersão...

Mas os resultados eleitorais italianos levantam-me duas questões prévias: quer Prodi, quer Berlusconi, quer o povo italiano no seu conjunto - pensam que só ganhar algo a longo prazo se tiverem de perder continuadamente do curto e médio prazos;

outra questão - a fim de justificar o resultado eleitoral - é saber se, de facto, os jornalistas empregados do Cavaleiro votaram todos...

É q se calhar essas duas cadeiras no Senado - são da cota dos jornalistas que se vingaram do patrão...

Isto atormenta-me..., ou então foi gente q descobriu que Berlusconi também andou metido com as esposas dos respectivos jornalistas que à boca das urnas descobriram as infedilidades e resolveram puni-lo votando em Prodi.

É uma análise plausível, um pouco freudiana - que está sempre em todo o lado, por isso temos de as compulsar com a realidade italiana. Terra e gentes de grandes excitações...

Não era Henry Kissinger que dizia - durante (quase) os 20 anos q esteve no poder nos States que o Poder é o maior dos afrodisíacos...

Lembram-se que o marmelo andava sempre acompanhado com bonitas mulheres loiras... E não era para as consultar no plano diplomático, certamente!!!

DEixo aqui um abraço ao Raul e aos ciber-leitores deste interessante espaço de informação e formação.

RPmatos

contradicoes disse...

Sinto-me lisonjeado por ter merecido
este comentário do seu ilustre autor.Concordará certamente que nós por cá e os italianos na sua terra,
temos uma dificuldade em comum.
A classe política de que dispomos está esgotada já nada de novo tem para nos oferecer que não seja apenas e só a confirmação da sua incapacidade falta de discernimento e ainda o mais grave em termos de procedimento, a sua manifesta falta de seriedade, para que ao menos pudessemos neles confiar. Em face deste quadro, podemos concluir ser muito preocupante a nossa situação política.Igualmente o meu abraço ao Rui de Matos