domingo, abril 30, 2006

Quando apostamos na coerência, não há nada que nos
demova


A partir de ontem e face à sugestão que divulguei neste
blog e no congeminações, acabaram os abastecimentos de
combustível em postos GALP ou de gasolineiras que são
abastecidas pela sua refinaria. Isto porque no dia em que
também tive conhecimento duma atitude da cadeia de
hipermercados Carrefour, face a um cartaz divulgado num
país Arábe em que deixava de importar artigos made
Noruega, pelos cartoons publicados ridicularizando
o Maomé, afirmei jamais entrar numa dessas cadeias de
distribuição para adquirir fosse o que fosse. E assim tem
acontecido. Nunca mais lá fui e se é certo que a referida
empresa vive perfeitamente sem mim como cliente, não o
conseguiria se muitas outras centenas ou milhares de
clientes tivessem assumido a mesma atitude. Mas só tenho
que me preocupar com a minha coerência e não com a dos
outros. Por isso voltar a afirmar que a forma aliciante com
que fui cliente da GALP através do cartão FAST que, pela
acumulação de pontos já tinha levantado cêrca duma meia
dúzia de prémios, não irei alterar a minha determinação.
Estou-me nas tintas para os pontos e respectivos prémios
por isso não alterarei a minha disposição de jamais e a partir
de agora voltar a abastecer nem um gota que seja de
combustível na GALP, até que esta deixe de contribuir para
a extorsão escandalosa aos clientes, através do sucessivo
aumento dos combustíveis o qual visa apenas e só aumentar
o seu lucro.

8 comentários:

RPM disse...

Caro Raul,
se calhar teremos de equacionar a possibilidade de fazer como os chinocas, recorrer à bicicleta...

o problema é q depois a procura exponencial destas dispararia, e aí teríamos de pagar algo tb muito caro...

O melhor é andar "à pata", sp q possível. E qdo as distâncias são grandes, enviar mails

abraço
ruimatos

E q tal o fronteline...agrada-lhe ou não!!

contradicoes disse...

O fronteline não é desagradável, mas o importante é que essencialmente agrade ao autor. Quanto à ideia da bicicleta muito sinceramente dado o acidentado das vias e ao meu comodismo excessivo muito sinceramente caro Rui, tenho muita dificuldade em encarar a hipótese de imitar os chineses. Até porque eles pedalam sempre em plano e não estão habituados ao comodismo a que o automóvel nos votou. Já sei, vai dizer que isso até nos é prejudicial à saúde.É verdade que sim, mas só a chatice de ter de amarrar um cadeado à bicicleta para a não furtarem. E além disso não haveria postes de iluminação suficientes para realizar essa operação de protecção do velocipede.
Com um abraço do raul

Sofocleto disse...

Temos de ir todos viver para as vilas e aldeias onde não é necessário andar de carro. Com o teletrabalho, a telemedicina, o tele-ensino e todos os outros teles que as telecomunicações e os computadores nos proporcionam, não precisamos de nos deslocar. Excepto para agradáveis passeios a pé!

zecadanau disse...

És um homem de princípios e não abdicas deles..
mas isso não é novidade para mim.

Um GRANDE abração do
Zeca da Nau

RPM disse...

Caro Raul e demais ciber-amigos,
bem haja pela franqueza...
O Fronteline Forte nasceu no dia 25 de Abril de 2006...no meio duma brincadeira.. Julgo que muitas coisas sérias na vida emergem assim. Até os filhos, depois os netos, depois ainda os bisnetos... Começa-se a brincar e depois tudo se multiplica..

Sendo um blog secundário tentarei fazer, e na medida do possível tb com a V/ ajuda (leia-se participação, sugestões e críticas, caso queiram, obviamente), fazer com que ele seja menos "desagradável", i.é, conferir-lhe um pouco mais de dignidade uma vez que se trata dum produto de combate aos parasitas de cães e gatos, apesar de eu supor ab initio tratar-se assim duma coisa fina.., com classe e alguma exuberância, afinal...é o q é: um anti-parasitas.

Veremos então se conseguirei converter algo que "não é desagradável" em algo que seja mais aprazível.

Cumprimentos a todos
rpm

augustoM disse...

Dos insurgidos não reza a história, mas também não estamos cá para rezarem por nós, é um facto adquirido.
Do que nós temos mais falta em Portugal é de princípios, se os houvesse muita coisa não se repetiria.
Um abraço. Augusto

martelo disse...

não se trata só de lhes aumentar os lucros, trata-se de ser contribuinte para a maior chulice deste país...
tambem mudei faz muito tempo e quando não há mais nenhuma por perto gasto 5 euros e já mamam...

Carmem L Vilanova disse...

Amigo... Hoje, ao fim, retorno. Estive de mudança de casa, milhoes de coisas para arrumar, e para completar, mais de um mês sem internet e depois, uns quantos dias com a conexao sem funcionar bem... mas felizmente cá estou outra vez, para ler-te, saber de ti, e dar notícias de mim também.
Beijos, flores e muitos sorrisos para ti!